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OMATAPALO ABANDONA OBRAS DA MATERNIDADE E PEDIATRIA DA HUÍLA HÁ MAIS DE UMA DÉCADA

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As obras do hospital pediatra e maternidade da Huíla, no município do Lubango, a cargo da empresa OMATAPALO, de Luís Nunes e socios, encontram-se abandonadas desde 2012, equivalente a 13 anos deixado no esquecimento.

A infraestrutura, em degradação, dá mostras de que terá sugado do governo angolano quantias exacerbadas de milhões de Kwanzas do Orçamento Geral do Estado.

A denúncia foi feita, recentemente pelo Luís Castro, líder do Partido Liberal, que aproveitou o momento para lamentar a situação e reiterar, quantas vezes forem necessárias, a insensibilidade dos governantes angolanos, contando que  desde o abandono da obra, já passaram três governadores provinciais, dentre os quais o próprio Luís Nunes, um dos proprietários da OMATAPALO, e actual governador de Luanda.

“O governo angolano gastou excessivas somas de dinheiro, que eventualmente deveria para ser usado para outras coisas”, afirmou Luís Castro enquanto caminhava no interior dos escombros da obra ilustrando a degradação.

“A questão que se coloca é: que empatia esse pessoal que governa o país tem para com seu povo? Isto aqui (referindo-se ao hospital) é o exemplo mais acabado da drenagem do erário”, disse o número do Partido Liberal, insinuando desvio de fundos públicos por parte dos dirigentes envolvidos nas obras.

A este abandono, junta-se as residências construídas na perspectiva de albergar os médicos que deveriam operar quer na maternidade quer na pediatria, ambas aos escombros. As casas foram inauguradas em 2016 pelo então governador João Marcelino Tchipingui. Pelo o não uso delas, actualmente as residências estão a entrar em estado de obsolescência, dando a entender que executivo angolano só as construiu para enfeitar a Terra.

O abandono destas infraestruturas hospitalares contrasta com a narrativa do executivo de João Lourenço que diz que vem se investindo e priorizando muito a construção de hospitais ao resto do país. A realidade contraria as falas do executivo e as imagens das câmaras das TPAs, que servem mais para as propagandas políticas do que para informar com verdade.

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