DIRECTOR DA MWENE-NEWS DENUNCIA AMEAÇAS E PERSEGUIÇÕES POR CAUSA DO DOSSIER CNJ
A direcção do portal informativo MWENE-NEWS denunciou, esta terça-feira, alegadas ameaças e actos de perseguição contra o seu director, Adelino Punga, que, segundo o órgão, estariam a ser protagonizados por pessoas ligadas ao ex-presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Isaías Kalunga.
De acordo com comunicado tornado público, as ameaças terão surgido na sequência da publicação de matérias jornalísticas relacionadas com a Comissão Preparatória da VIII Assembleia Geral de Cessação e Renovação de Mandatos do CNJ, agendada para o dia 9 de Janeiro. A MWENE-NEWS afirma que as publicações obedeceram exclusivamente a critérios jornalísticos e ao direito à informação.
O documento refere que Adelino Punga tem sido alvo de intimidações recorrentes, inclusive em ambientes laborais, através de pessoas do seu círculo próximo, numa alegada tentativa de o dissuadir de continuar a divulgar informações sobre o processo em curso no CNJ.
Segundo o director do portal, as matérias publicadas não tiveram como objectivo atacar pessoalmente Isaías Kalunga, com quem afirma ter mantido, durante vários anos, uma relação de convivência institucional e de cordialidade. Adelino Punga diz não compreender as razões das ameaças, sublinhando que sempre pautou a sua actuação pelo respeito à Lei de Imprensa e à Constituição da República de Angola, que consagram a liberdade de expressão e de informação.
A MWENE-NEWS sustenta ainda que não compactua com práticas que considera ilegais ou contrárias ao funcionamento regular das instituições associativas, reafirmando o seu compromisso com a isenção, imparcialidade e transparência no exercício da actividade jornalística.
No comunicado, o órgão de comunicação social rejeita qualquer alinhamento com interesses pessoais ou políticos, destacando que a sua linha editorial visa dar voz aos cidadãos de todo o país, “de Cabinda ao Cunene”, incluindo aqueles que normalmente não têm espaço nos meios de comunicação.
A direcção do portal condena o que classifica como tentativas de intimidação contra jornalistas e alerta para a necessidade de proteger a classe, que considera uma das mais vulneráveis e injustiçadas do país.
Neste sentido, apela à intervenção das instituições competentes para averiguar os factos denunciados e prevenir situações semelhantes.
O comunicado refere ainda alegações de que Isaías Kalunga estaria a mobilizar estruturas juvenis a nível provincial, municipal e comunal para promover ataques nas redes sociais contra críticos da sua actuação, recorrendo, segundo a MWENE-NEWS, a práticas de calúnia e difamação.
Por fim, o órgão reafirma a sua disponibilidade para o diálogo, desde que este não ponha em causa o bom nome, a integridade e a liberdade de exercício profissional dos jornalistas.