E-mail para denúncia: correiodamanha18@gmail.com

E m causa está um alegado incumprimento do presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, que o terá prometido no cargo de secretário-geral, caso fosse reeleito no último congresso que o reconduziu a um segundo mandato à frente da UNITA, cuja carta foi remetida ao gabinete do líder do partido no princípio desta semana.

A informação foi avançada ao Pungo a Ndongo por uma fonte familiarizada com o assunto, que avançou que esta é a segunda vez que Adriano Sapiñala, secretário provincial da UNITA, em Luanda, pede demissão em menos de um ano, sendo que a primeira vez terá alegado falta de condições de trabalho, numa praça eleitoral exigente, como é a capital do país.

Na missiva, o número um do partido do galo negro em Luanda diz que o presidente do partido não cumpriu a promessa, ao nomear um outro membro para o cargo, o antigo presidente do grupo parlamentar, Liberty Chiyaka, que à semelhança dele, fez parte da ‘task force’ da campanha eleitoral de Adalberto Costa Júnior, incluindo ainda a deputada Navita Ngolo.

A fonte informou que Sapiñala está descontente para continuar no cargo, sendo que os outros integrantes da campanha de Costa Júnior foram promovidos aos cargos de relevo, enquanto que ele mantêm-se no mesmo, e interpreta a sua não promoção como falta de reconhecimento por tudo que fez para que o presidente do partido fosse reeleito.

Em círculos familiares e de amigos, durante a maratona eleitoral, o jovem político terá dito que seria o novo secretário-geral do partido, fazendo fé das promessas que lhe terão sido feitas, entretanto propósito não alcançado, o que acelerou o pedido de demissão, dois meses depois do XIV conclave, realizado em Luanda. Sapiñala empenhou-se em corpo e alma para a recondução do líder do partido, seu candidato, e foi um dos apoiantes mais visíveis e incondicionais, cujo empenho culminou com derrota de Rafael Massanga Savimbi, por uma larga vantagem de 90 por cento dos votos, no conclave do dia 29 de Novembro.

Conforme noticiámos numa das nossas edições, a ausência do seu nome no novo ‘staff’, foi interpretado por si como um gesto de “ingratidão”, por, em 2019, ter também participado activamente na campanha que tinha eleito, pela primeira vez, o actual presidente do partido, que teve como principal concorrente, Alcides Sakala, no XIII Congresso Ordinário.

Entretanto, o porta-voz da UNITA, Francisco Falua, abordado a respeito deste assunto, disse não ter qualquer informação. Portanto, não avançou mais pormenores. O Pungo a Ndongo promete voltar à carga se a situação assim o exigir.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *