MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PRISÃO DO PCA DA AGT POR FALSAS DECLARAÇÕES EM TRIBUNAL
Contradições sobre desfalque bilionário agravam situação da liderança fiscal do país
O processo que envolve a Administração Geral Tributária (AGT) ganhou novos e explosivos contornos, depois de o Ministério Público de Angola ter solicitado a prisão do Presidente do Conselho de Administração (PCA) da instituição, por alegadamente mentir em sede de julgamento.
De acordo com informações apuradas pelo nosso portal Agita News oficial, o PCA da AGT entrou em contradição direta com os dados apresentados pelo Ministério Público ao afirmar, perante o tribunal, que o valor do desfalque ocorrido na instituição foi de 6,4 mil milhões de kwanzas, contrariando a acusação oficial que aponta para um rombo financeiro superior a 100 mil milhões de kwanzas.
Esta discrepância substancial nos valores levantou fortes suspeitas junto dos magistrados do Ministério Público, que consideram as declarações do PCA como uma tentativa clara de minimizar a gravidade dos factos, induzir o tribunal em erro e proteger interesses internos profundamente enraizados na estrutura da AGT.
Fontes judiciais garantem que o pedido de prisão não se baseia apenas na divergência dos números, mas sobretudo na gravidade institucional do ato: trata-se do responsável máximo da entidade encarregue de arrecadar impostos e garantir a legalidade fiscal no país, agora acusado de prestar falsas declarações num processo judicial de elevado interesse público.
O caso está a gerar enorme indignação na opinião pública, levantando sérias questões sobre a credibilidade, a transparência e a integridade da Administração Geral Tributária, num momento em que o país enfrenta enormes desafios económicos e exige maior rigor no combate à corrupção e à impunidade.