NO UÍGE: FALTA DE ÁGUA, GÁS, COMBUSTÍVEL E ESTRADAS DESTRUÍDAS AFOGAM GOVERNAÇÃO DE CARVALHO DA ROCHA
A província do Uíge vive um dos seus piores momentos nos últimos anos, os moradores relatam escassez simultânea de água, gás de cozinha, combustível e estradas intransitáveis, quadro que paralisa o comércio, a saúde e a vida diária da população.
Em vários bairros da cidade do Uíge e nos municípios do interior, o fornecimento de água potável é irregular há semanas e em outros municipios não existe o fornecimento do precioso líquido desde que Angola tornou-se independente e as famílias recorrem a cacimbas, rios, lagoas e camiões-cisterna com preços que duplicaram.
O gás de cozinha desapareceu das revendas formais a nível da província e quem encontra, paga até o dobro do preço oficial no mercado paralelo.
De acordo com a fonte do jornal Hora H, as constantes faltas do gás tem resultado graves consequencias as famílias que volta e meia recorem a cozinhar com carvão e lenha, agravando os riscos de saúde e desmatamento e doenças de forum respirartório.
Já nos postos de combustível do Uíge, várias filas longas de viaturas, motorizadas e bidons para compra de gasolina a preço inflacionado tornaram-se rotina. A fonte deste jornal, afirmou que os taxistas, moto-taxistas e transportadores de mercadorias reduziram as viagens e os preços subiram de forma galopante em todos os serviços.
A VIA LUANDA-UÍGE: UMA ARMADILHA PARA MOTORISTAS
A estrada nacional que liga Luanda ao Uíge está em estado crítico de conservação, buracos profundos, lama e troços totalmente destruídos tornam a viagem de 4 horas em uma provação de 8 a 15 horas, além dos graves constrangimentos que têm haver com acidentes de viaturas, danos materiais, mercadorias estragam quando há bloqueio das vias e a fadiga, disseram os automobilistas ao jornal Hora H.
Líderes comunitários alertam que a combinação de falta de bens essenciais e isolamento rodoviário pode provocar uma crise humanitária silenciosa se nada for feito nas próximas semanas.
Enquanto isso, hospitais enfrentam dificuldade para receber insumos, escolas veem a assiduidade cair e pequenos negócios fecham por falta de clientes e combustível.
A província que já foi considerada o “celeiro de Angola” hoje luta para garantir o básico, concluiu a fonte do jornal Hora H.