NO UÍGE: ADMINISTRADORA DO PURI INAUGURA CAMPO PELADO E “ESBANJA” O ORÇAMENTO PÚBLICO
A Administradora Municipal do Puri, Silvina Maria António Figueiredo Pedro, inaugurou nesta quarta-feira, 20 de Maio de 2026, um suposto “campo de futebol” na regedoria do Bendo, composto por apenas terra planagem e suspeita-se que a mesma o fez para justificar desvio de verbas do Estado uma vez que não foram esclarecidos os milhões de Kwanzas que gastaram, disse hoje uma fonte do jornal Hora H.
O problema é o que foi entregue à comunidade é um terreno baldio “pelado”, sem relva, sem balizas dignas, sem drenagem, sem qualquer condições para a prática desportiva que não seja jogar descalço e arriscar lesões, afirmou a fonte.
“Campo de futebol entregue na regedoria do Bendo não passa de terra batida e a administradora sem escrúpulo e vergonha, falam em inclusão e desenvolvimento”.

As imagens não mentem. O que a empresa Jomar entregou, com pompa de cerimónia, corte de fita cor-de-rosa e discursos sobre “educação, disciplina e integração social”, é um pedaço de chão batido. Dois postes de madeira com uma rede frouxa e uma linha branca riscada na terra, acrescentou a fonte.
“É essa pouca vergonha que o comité técnico de gestão do Orçamento do Munícipe do Puri, chamou de resposta às necessidades da comunidade”.
DISCURSO BONITO, REALIDADE FEIA
No acto de inauguração, a Administradora afirmou que “o desporto é uma ferramenta fundamental para a educação, disciplina e integração social dos jovens”. Mas como educar e disciplinar jovens num campo onde a única certeza é engolir pó, voltar para casa com os joelhos esfolados e sem água corrente para banhar, questionou a fonte.

Enquanto a administradora pedia aos jovens para preservarem o espaço, a realidade é que não há nada para preservar. Não há relva para cuidar, não há balneário, não há iluminação, não há segurança e há apenas um terreno que já existia antes, agora com uma placa e um protocolo assinado disse.
De acordo com a fonte, o mais grave é que a cerimónia contou com a presença do comité técnico de gestão do Orçamento do Munícipe, ou seja, dinheiro público foi usado para maquiar um campo pelado como se fosse investimento sério em desporto.
A empresa JOMAR, responsável pela empreitada, recebeu para fazer o quê? Nivelar terra e pintar linhas? Onde está a prestação de contas? Quanto custou essa “obra”? Porque se o valor foi o de um campo minimamente estruturado, então estamos diante de um desvio descarado da confiança pública.
Os jovens da regedoria do Bendo merecem um campo com condições mínimas para jogar futebol sem se destruir e não está pouca vergonha que assistimos aqui, disse a fonte deste jornal.
“Entregar terra batida e chamar de “renascimento da prática desportiva” é insultar a inteligência da população, é brincar com o orçamento e é tratar a juventude como plateia para foto”.
Enquanto isso, os problemas reais do Municipio do Puri na província do Uíge, continuam, como a falta de água, escolas sem carteiras, postos de saúde sem medicamentos, ravinas, estradas secundárias, pobreza extrema e tantos outros, afirmou a fonte.