JORGITA MORRE NO HOSPITAL GERAL DO UÍGE CONSIDERADO MATADOR DAS MULHERES GRAVIDAS
Ela entrou para dar à luz e não voltou dizem amigos, familiares e vizinhos e o assunto reacende debates sobre mortalidade materna no Hospital Geral do Uíge, onde vários casos semelhantes têm acontecido sobre o olhar silencioso do Governo Províncial do liderado por José Carvalho da Rocha
CORREIO DA MANHÃ
A imagem é de uma jovem sorridente, de tranças longas, com a vida pela frente. Jorgita faleceu no dia 28 de Maio de 2026 no Hospital Geral do Uíge, em período de pós-parto, segundo relatos de familiares e amigos que circulam nas redes sociais.
A notícia espalhou revolta, “ela entrou na maternidade cheia de esperança e saiu num caixão. O filho nasceu sem mãe. Até quando?”, lamenta uma amiga próxima.
Nas publicações, muitos escrevem que Jorgita teria tido complicações após cirurgia. É a versão que corre na rua, e a dor de quem perdeu.
Até o fecho desta edição, o Hospital Geral do Uíge e a Direção Provincial de Saúde não divulgaram nota oficial confirmando a causa da morte, os procedimentos realizados ou se houve falha no atendimento.
De acordo com a fonte, este caso reacende um problema antigo, a mortalidade materna na província do Uíge, moradores denunciam há anos a falta de obstetras 24h, banco de sangue inoperante, medicamentos que faltam na hora do parto e ambulâncias que demoram chegar para transporter os doentes e até mulheres grávidas.
O Uíge produz riqueza para o país, mas a mulher uigense continua arriscando a vida para parir.
1. Pronunciamento oficial do Hospital Geral e do Governo Provincial sobre a morte de Jorgita em 28/05/2026.
2. Investigação independente para apurar se houve negligência, falta de condições ou erro médico.
3. Medidas urgentes: médicos especialistas de plantão, sangue disponível, bloco operatório equipado. Chega de promessas de campanha.
Jorgita tinha nome, tinha rosto, tinha sonho. O filho dela merece crescer sabendo o que aconteceu com a mãe.
Justiça para Jorgita é saúde pra todas as mulheres do Uíge.
Uíge não é província de segunda. Mãe não morre para virar estatística.
Se és familiar ou tens documentos — ata de óbito, relatório médico, vídeo — envia à Provedoria de Justiça, Ministério da Saúde e órgãos de comunicação. Silêncio oficial mata mais que doença.