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MAIS DE 50 PRESOS MORREM DEVIDO AS PÉSSIMAS CONDIÇÕES NAS CADEIAS EM LUANDA

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Segundo apuramos, devido as péssimas condições dos reclusos em  Angola, no período de   2022 a 2024,   registou-se a morte de mais de 50 presos na cadeia de Viana na província de Luanda.

Em consequências das condições desumanas, os presos morrem nas celas  por doenças respiratórias, sarna, doenças sexualmente transmissíveis e entoxicação por medicamentos vencidos, mas os  efectivos dos serviços penitenciários são orientados,  a  colocá-los na viatura para os levar ao hospital, a fim de construir-se o histórico de que  nas vítimas morrem  a caminho da unidade hospitalar ou no banco de urgência.

A fonte fez saber que,  existe  supostamente um acordo milionário entre o Director-Geral do Serviço Penitenciário, comissário Bernardo Gourgel e os directores dos hospitais tal como  Maria Pia, Américo Boa Vida, CETEP e Hospital prisão de São Paulo para assumirem que as mortes ocorrem nas unidades por doenças prolongadas.

Na cadeia  de Viana, existe igualmente um esquema  com os proprietários dos depositos de medicamentos em Luanda,  porquanto aos  reclusos acometidos com alguma doença,  entregam os medicamentos expirados como estratégia de esvaziar-se os stocks dos armazens  e tais práticas, contribuem na massificação de doenças diversas no seio da população penal por intoxicação.

Ademais, os reclusos são obrigados a defecar,  urinar em latas e buracos no interior das celas durante as noites,  podendo suportar o cheiro naseabundo até  de manhã, horário que é permitido para deitar-se  as latas e recolher-se as fezes .

Sob olhar dos efectivos, nas celas cresce a taxa de homosexuais e doenças sexualmente transmissíveis, porque  muitos reclusos relacionam-se com os companheiros em troca de cigarro, alimentação e estupafaciente (liamba) . Há casais homossexuais assumidos aos olhos de todos. E outros, após o julgamento, ao serem intoduzidos na cela, por coação e tortura são violados sexualmente pelos chefes das celas ou por companheiros previamente selecionados.

A cadeia de Viana é ainda  caracerizada por esquemas  de venda de droga, liamba, cigarro e saldo telefónico envolvendo vários efectivos e responsáveis das celas. A  fonte informou a  nossa redação que, os responsáveis dos serviços penitenciários,  introduzem grandes quantidades do produto, porque dentro da cadeia rende-se mais com o negócio – o taco de Liamba dentro das celas, custa 15.000 Kwanzas,  cigarro custa cada 1.500 Kwanzas e chamada de voz via telefone custa entre 700 a 1.000 kwanzas.  Há chefes que estão a enriquicer-se nas cadeias, realçou.

Ano após ano, cresce o número de cidadãos que morrem devido as péssimas condições nas celas da cadeia de Viana e o mais caricato,  é que muitos reclusos já morreram há bantante tempo, porém os seus familiares se quer tomaram conhecimento e quando solicitam alguma informação aos efectivos dos servços penitenciários, dizem terem sido transferidos às cadeias de Malanje, Huambo, Namibe, Bengo, etc.

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