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HIGINO CARNEIRO NÃO TEM IDONEIDADE POR SER ALVO DE UMA ACUSAÇÃO SEM CONDENAÇÃO, MAS JU MARTINS É CONSIDERADO IDÓNEO MESMO DEPOIS DOS ESCÂNDALOS SEXUAIS NA SEDE DO MPLA

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Há camaradas que apostaram que o Camarada Higino Carneiro jamais conseguiria reunir as cinco mil subscrições exigidas para sustentar a sua candidatura. Os factos desmentiram-nos de forma inequívoca: foram entregues mais de 19 mil subscrições. Perante esse fracasso, adoptaram uma nova estratégia: inventar obstáculos para impedir aquilo que já não conseguem travar pela vontade dos militantes.

Primeiro disseram que a candidatura não teria apoio. Falharam. Agora tentam convencer os militantes de que o Camarada Higino Carneiro não reúne idoneidade. A pergunta impõe-se: faz algum sentido?

David Mendes, Joaquim Jaime, Agostinho Anselmo, Walter Ferreira e outros perfis fictícios têm sido os principais responsáveis pela proliferação de textos e comentários que repetem exactamente a mesma narrativa e perseguem o mesmo objectivo: convencer a opinião pública de que o Camarada Higino Carneiro não pode concorrer por alegada falta de idoneidade. A coincidência é demasiado evidente para ser ignorada.

Importa, porém, recordar um princípio elementar de qualquer Estado de Direito: ninguém perde a sua idoneidade por ser alvo de uma acusação. Acusação não é condenação. Enquanto não existir uma decisão judicial transitada em julgado, prevalece a presunção de inocência. Este princípio deve valer para todos, sem excepção.

O mais curioso é que muitos dos que hoje procuram atribuir ao Camarada Higino Carneiro uma alegada falta de idoneidade foram exactamente os mesmos que, há pouco tempo, defenderam com veemência o Camarada Ju Martins, depois de terem sido divulgados vídeos relacionados com os escândalos sexuais, alguns dos quais ocorridos na sede do MPLA. Nessa altura pediram compreensão, tolerância e respeito pela vida privada. Hoje, perante um cidadão que nem sequer foi condenado, exigem uma condenação política antecipada.

A coerência não pode ser selectiva.

As mais de 19 mil subscrições não são apenas números. Representam milhares de militantes que, de forma livre e consciente, manifestaram o seu apoio a uma candidatura. Ignorar essa realidade é desrespeitar a vontade da base do Partido.

Chega de tentar alterar as regras do jogo sempre que os factos contrariem a vontade do Presidente João Lourenço ou de pessoas que lhe são próximas. Chega de procurar fundamentos onde eles não existem. Se a candidatura cumpre os requisitos legais e estatutários, a Subcomissão de Candidaturas deve validá-la. Depois disso, cabe exclusivamente aos delegados, através do voto, decidir quem deve liderar o MPLA.

O MPLA é de todos nós.

Belmiro Xiwale

Militante do MPLA na Huíla

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