O MALABARISMO NO DISCURSO LUNDA NORTE NÃO PODE FALHAR
O conceito “Lunda Norte não pode falhar”, além de estár revestido de cinismo, hipocrisia e uma forte putrefação estética e discursiva, não passa de um hino usado para se manipular os menos esclarecidos e esconder-se os verdadeiros interesses a volta do mesmo.
Enquanto não existir uma consciência coletiva ou um pensamento de unidade sem que venha ao de cima os esteriótipos políticos e ideológicos, dogmáticos e muito menos econômicos ou sociais, a Lunda Norte vai sempre continuar a falhar.
Falhar até putrefar tal como sempre foi nos tempos idos onde a exploração dela foi (é) mais importante do que a unidade da mesma ou um posicionamento dos seus filhos que a possa defender ou proteger diante dos intentos alheios tal como temos vislumbrado, ferozmente, ela ser assambarcada sem dom e nem piedade ao ponto de os nossos irmãos serem exterminados em zonas de exploração diamantíferas pelas empresas de segurança mineiras e das distintas empresas que por estas dimensões exploram o precioso recurso sob olhar silencioso dos de muitos de nós em nome do medo e da perca dos cargos nas estruturas do governo e não só.
Uma província não falha apenas por falta de recursos ou de oportunidades falha, sobretudo, quando os seus próprios filhos deixam de reconhecer que a unidade é mais valiosa do que as diferenças políticas, que a justiça deve imperar sobre a conveniência e que o compromisso com o bem comum deve estar acima dos interesses individuais.
Enquanto essa consciência não for edificada qualquer discurso sobre o desenvolvimento da Lunda Norte não passará apenas de uma narrativa politicamente conveniente, distante da realidade vivida pelo seu povo.
Cadáver Andante, algures da embaixada do inferno na Terra.