DIRECTOR DO FAS EM MALANJE ACUSADO DE “ROUBAR” MAIS DE 1 BILIÃO DE KWANZAS DO KWENDA JÁ ESTÁ LIBERDADE
O director do Fundo de Apoio Social ( FAS), em Malanje, Gomes António Golombole, que foi detido no dia 26 de Março do ano em curso por alegado envolvimento no desvio de mais de 1 bilião de kwanzas, já está em liberdade desde o passado dia 19 de Junho, após lhe ter sido aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR).
Segundo fontes que acompanham o caso contactadas pelo Jornal Na Mira do Crime, apesar da detenção e da gravidade das suspeitas, o processo judicial permanece sem avanços significativos.
Os mesmos interlocutores afirmam que o arguido continua a usufruir dos bens alegadamente adquiridos com recursos a alegada origem ilícita.
Além do principal arguido, outros envolvidos no processo também respondem em liberdade.
Outra situação que tem suscitado questionamentos é a transferência do procurador responsável pelo processo para o município de Cangandala.
A mudança levanta dúvidas sobre quem dará continuidade à investigação e se a substituição poderá influenciar o andamento do caso.
Mais de um mês após a libertação do director do FAS, persistem críticas quanto à morosidade do processo.
Fontes ouvidas consideram que o caso se encontra “em banho-maria” e defendem que as circunstâncias podem indicar a existência de uma alegada rede de corrupção, embora até ao momento não haja um pronunciamento oficial das autoridades que confirme essa hipótese.
Gomes António Golombole é acusado do envolvimento em crimes de associação criminosa, peculato, participação económica em negócio e branqueamento de capitais.
A detenção foi efectuada com base em um mandado emitido pelo Ministério Público, após uma investigação que aponta para a suposta utilização de métodos fraudulentos para desviar as verbas do Kwenda.
As investigações incidem sobre o período compreendido entre 2023 e 2025, durante o qual terão sido identificadas operações financeiras que envolviam quantias destinadas ao apoio de famílias vulneráveis “Kwenda” beneficiárias do referido programa social.