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BEBÊ MORRE NO HOSPITAL GERAL DO BENGO APÓS ADMINISTRAÇÃO DA ANESTESIA

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Um bebé de cinco meses faleceu no dia 20 de fevereiro de 2026, após complicações ocorridas durante um procedimento que antecedia uma circuncisão no Hospital Geral do Bengo-Reverendo Guilherme Pereira Inglês. Segundo a família, a criança deu entrada na unidade hospitalar no dia 19 de fevereiro apenas para realizar o acto médico, que não chegou a concretizar-se devido a convulsões registadas após a administração da anestesia local.

De acordo com os familiares, terão sido aplicadas três seringas de 5 ml de anestesia, totalizando 15 ml, na região do pénis e da virilha. Após a administração do fármaco, o bebé começou a apresentar convulsões e foi transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos, onde permaneceu sob ventilação mecânica. Apesar das intervenções médicas, não resistiu e acabou por falecer.

A família afirma que foi informada do óbito horas depois e que a direcção clínica terá atribuído a causa provável a um choque anafilático. No entanto, os familiares contestam a explicação e levantam suspeitas de possível erro ou negligência médica, questionando a dosagem administrada e os protocolos adoptados durante o procedimento.

O caso já foi denunciado ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), com a família a exigir uma investigação rigorosa por parte do Ministério da Saúde, para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades.

 SUSPENÇÃO DA EQUIPA MÉDICA

Foi suspensa preventivamente a equipa médica envolvida no caso de alegada negligência que terá resultado na morte de um bebé de cinco meses, no Hospital Geral do Bengo Reverendo Guilherme Pereira Inglês. A medida foi tomada após a deslocação, nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, de uma equipa do Ministério da Saúde, chefiada pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Europeu Inocêncio, com o objetivo de averiguar os factos.

De acordo com a nota tornada pública, o director-geral do hospital, Geovani João Malenga, explicou que a criança deu entrada na unidade no dia 19 de fevereiro para um procedimento de circuncisão. Durante a fase preparatória, aquando da administração da anestesia local, foi registada uma intercorrência súbita.

Segundo o responsável, o bebé sofreu um choque anafilático, uma reação alérgica grave. A situação foi prontamente identificada, tendo a criança recebido assistência imediata e sido encaminhada para os cuidados intensivos, onde permaneceu durante 24 horas. Apesar dos esforços da equipa multidisciplinar, a criança acabou por não resistir.

No âmbito das responsabilidades institucionais, o Ministério da Saúde criou uma comissão interna de inquérito para apurar as circunstâncias do caso. Como medida preventiva, foram suspensos os profissionais envolvidos. A direção do hospital lamentou o sucedido e apresentou solidariedade à família enlutada, reiterando o compromisso da instituição com o profissionalismo e o humanismo.

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