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DIPLOMACIA ECONÓMICA ANGOLANA EM EVIDÊNCIA DURANTE PALESTRA NA UNIVERSIDADE INDEPENDENTE

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A diplomacia económica nacional foi evidenciada, esta terça-feira, durante uma palestra, em Luanda, pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, na Universidade Independente de Angola.

Segundo uma nota enviada pelo MIREX a imprensa, o ministro das Relações Exteriores proferia o discurso à margem da Grande Palestra, sob o tema: Diplomacia Angolana “Principais marcos e Conquistas”, no Auditório da Universidade Independente de Angola (UnIA), que registou lotação esgotada e congregou, de entre outras personalidades, deputados, diplomatas, docentes, e estudantes.

Na ocasião, Téte António sublinhou também como a diplomacia económica tem sido utilizada como uma prioridade estratégica para a atracção de investimento directo estrangeiro, para internacionalização das empresas nacionais, para a promoção das exportações e apontou o Corredor do Lobito como um dos projectos estruturantes com crescente relevância no plano internacional.

O encontro, testemunhado pelo reitor da Universidade Independente de Angola, Carlos Yoba, que manifestou satisfação pela presença do também embaixador e pela oportunidade concedida aos alunos de contactarem com o percurso e a experiência da diplomacia nacional, serviu para promover uma reflexão aprofundada sobre os avanços, os desafios e as perspectivas da acção externa do Estado angolano.

Ao concluir a sua exposição, Téte António incentivado os estudantes a apostarem na formação académica e na especialização das habilidades para o reforço da presença nacional em organismos multilaterais e à defesa dos interesses do país.

O momento final foi reservado para uma sessão de perguntas e respostas que contou com um diálogo directo com o titular da pasta das Relações Exteriores sobre os principais temas abordados ao longo da palestra.

O encerramento do evento ficou marcado pela entrega de um conjunto de obras literárias ao Reitor da Universidade Independente de Angola por parte do ministro.

De entre as obras constam o livro: “Angola no Conselho de Segurança da ONU (2003-2004): Experiência e Contribuição Prática para a Resolução dos Conflitos em África”, de sua autoria, as Agendas Diplomáticas de 2023 e 2024, bem como o manual orientador da diplomacia económica de Angola.

Estes livros assumem particular importância por reunirem conhecimento estratégico, experiência prática e orientações sobre a política externa do país, e por constituírem instrumentos relevantes para o estudo, a investigação e a formação de novos quadros no domínio das relações internacionais e da diplomacia angolana.

DIA DA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA AUSTRAL ABORDADO DURANTE A PALESTRA

Na intervenção, Téte António enquadrou também a palestra nas celebrações do Dia da Libertação da África Austral, assinalado a 23 de Março, efeméride instituída pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em homenagem aos combatentes da Batalha do Cuito Cuanavale, ocorrida, entre Novembro de 1987 e Março de 1988, em território angolano. 

Apresentou uma síntese do percurso da diplomacia angolana desde a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975, período a partir do qual se consolidou o exercício pleno da acção diplomática.

Referiu que, no contexto da Guerra Fria, as prioridades iniciais incidiram sobre o reconhecimento internacional do novo Estado, a denúncia de agressões externas, a normalização das relações com países vizinhos e a mobilização de parceiros para a formação de quadros nacionais.

Ao longo da exposição, debruçou-se sobre o contributo de Angola para a libertação de outros povos africanos, com base no princípio da solidariedade internacional e lembrou o papel desempenhado por parceiros internacionais no apoio à defesa da soberania nacional.

A análise contemplou, igualmente, o período da guerra civil e o papel simultâneo da acção diplomática e militar na busca da paz, com destaque para os Acordos Tripartidos de 1988 que abriram caminho para transformações profundas na África Austral e acrescentou que com a conquista da paz, em 2002, Angola passou a concentrar esforços na reconstrução nacional e na mobilização de recursos, tendo consolidado simultaneamente a experiência em matéria de prevenção e resolução de conflitos. 

Este capital tem permitido ao país assumir responsabilidades relevantes em instâncias multilaterais, nomeadamente mandatos no Conselho de Segurança das Nações Unidas, no Conselho Económico e Social, no Conselho dos Direitos Humanos e no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, complementou o ministro das Relações Exteriores.

O Chefe da Diplomacia angolana realçou, ainda, o reconhecimento do Presidente da República, João Lourenço, como Campeão para a Paz e Reconciliação em África, distinção atribuída pela União Africana, e destacou que o país tem participado em várias missões de paz em diferentes contextos do continente africano.

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