FAMILIARES DENUNCIAM MORTE POR NEGLIGÊNCIA NO CENTRO MATERNO INFANTIL AZANCONT DE MENEZES

Uma recém-nascida faleceu no dia 14 deste mês, em Luanda, horas após o parto, por negligência médica, segundo a mãe da malograda.
Isabel Manuel contou a O Decreto que deu entrada no Centro Materno Infantil Azancot de Menezes, uma unidade hospitalar de referência, no dia 13 do mesmo mês e devido ao histórico de duas cesarianas, “fui encaminhada de imediato para o bloco operatório”, disse.
Após o parto a mãe percebeu cedo que era necessário assistência médica para sua filha que não foi lhe dada a tempo e hora: “Quando estava na sala de espera ainda chamei as médicas e disse que a bebê não estava bem, e a médica respondeu que estava”, lamentou.
Passado um tempo, Isabel explicou a uma segunda médica que a menina não se encontrava bem: “Meu esposo também deu conta de que a bebê não estava boa. Então, chamou uma doutora. A doutora viu a bebê e disse que estava tudo bem. Depois passou mais uma outra. Essa disse que ia chamar outra para ver melhor, porque isso não era a área dela”, explicou.
“A médica que chegou percebeu que a bebê não estava mesmo bem. Então pediu ao meu esposo que tirasse a roupa e levasse a criança. Logo que levaram a criança, eram por volta das 14h. Levaram a bebê, meu esposo acompanhou, mas ficou de fora. Entraram com a bebê para a sala e disseram que ela ia ser internada.”
Depois entregaram uma fita ao pai da criança, que ficou internada, para no dia seguinte ser declarada óbito: “No dia seguinte, que foi sexta-feira, 14, o meu esposo foi fazer visita à nossa filha às 10 horas. Pediram-lhe para trazer quatro fraldas e toalhitas… Se pediram quatro fraldas e toalhitas é porque a bebê estava bem. No período da tarde ele foi fazer outra visita, no mesmo dia. E então disseram-lhe que a bebê não resistiu, morreu”, lamentou a mãe.
Fernando Manuel, pai da pequena Albertina Luzia Manuel, questiona – por que entregaram a recém-nascida à mãe se a situação da menina exigia cuidados médicos?
Manuel exige que os culpados sejam responsabilizados civil e criminalmente. O Decreto contactou a direcção do Hospital e a Ministra da Saúde Silvia Lutukuta mas sem sucesso.