KALUNGA COM MANDATO CADUCADO PONTAPEIA ESTATUDO DO CNJ E FORÇA LIDERES DAS ORGANIZAÇÕES A LHE BAJULAR PARA REPETIR A DOSE

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Isaías Kalunga, já com o mandato caducado, tem forçado os lideres de algumas organizações que fazem parte do Conselho Nacional da Juventude, para o apoiarem para se candidatar para o segundo mandato para garantirem as beneses “casas, terrenos, viaturas, bolsas de estudo, etc”, violando assim os estatudos da organização, disse uma fonte proxima a direcção do CNJ, ao Correio da Manhã Angola.

Os lideres que estão a apoiar o Isaías Kalunga, deram-lhes a garantia de receberem casas no Projecto que esta a ser construido no Kilamba, só por isso é que estão a lamber botas do Kalunga, que já não é legalmente o Presidente do CNJ.

“Isaías Kalunga mente muito nas suas abordagens, quando se refer em projectos que serão exequiveis para o benefio da juventude, e quando é abordado sobre os mesmo ele foge até a imprensa que ele alega serem seus amigos” disse a fonte deste jornal.

2027, perspectiva-se que será um Ano Eleitoral com tensões políticas altas, a julgar pelos discursos inflamados despachados por alguns políticos. A preservação da confiança dos cidadãos na idoneidade do processo eleitoral, passa necessariamente por limar todas arestas que de alguma forma põe em causa o processo. 

Nas eleições gerais de 2022, o Conselho Nacional de Juventude (CNJ), foi tido como observador. Mas do que ser observador, também teve a responsabilidade de exercer o papel pedagógico de informar os/as jovens sobre o funcionamento do processo eleitoral e ajudá-los/as a votarem livres e conscientes. 

Do ponto de vista da avaliação, o CNJ, nas eleições gerais de 2022, teve uma participação vazia de significação e passiva de actitudes. Dos 2.000 e poucos delegados que supostamente seriam formados em Luanda, em material eleitoral, menos de 100, tiveram a formação e metade chegou a ser delegado. Isso aconteceu, não por falta de dinheiro ou apoio institucional da Comissão Nacional Eleitoral, mas sim, por motivos menos abonatórias que precisam ser bem investigados pelas autoridades competentes. 

Em outras palavras, o fraco protagonismo juvenil nas eleições gerais de 2022, também teve muito a ver com a fraca participação do CNJ, e pelo facto de Isaías Kalunga não ter capacidade para debater ou dialogar abertamente com os jovens, em processo de troca de ideias inteligentes e sustentáveis. 

Kalunga, não inspira uma boa franja de jovens angolanos, sobretudo aqueles que estão no desemprego e vivem nas periferias. A falta de inspiração é sustentada pelo factor idade, capacidade argumentativa e o egocentrismo. Inspira uma boa franja de adultos que esforçam a mocidade, e com fortes interesses pelas casas nas centralidades e vagas no Ministério do Interior. Os jovens no verdadeiro sentido da palavra, ficam à mercê, e sem subterfúgio encontram nos músculos a pior maneira de desabafarem. 

Antes, durante e depois das eleições gerais de 2027, recomenda-se outro jovem com uma visão abrangente para guiar os destinos do CNJ. Recomenda-se um jovens com capacidade para ir aos debates, para dialogar e advogar de facto os problemas de todos e no final poder congregar e não dividir. 

O CNJ, precisa de um presidente que não dependerá única e exclusivamente do Estado, para gerar empregos, mas sim, com o apoio do Estado, criar oportunidades sustentáveis para os jovens. 

No entanto, Isaías Kalunga está prender-se ao cargo por conta das benesses que resultam do facto do CNJ, ser observador nas eleições. A aparição de Kalunga na efeméride da Comissão Nacional Eleitoral, vincou as suspeitas sobre o tema, dando origem a novela com o título: *desta vez não me vou contentar com o pote, vou levar a colmeia toda*. 

No bom rigor, o Presidente da Comissão Nacional Eleitoral, não deve voltar a endereçar convite ao CNJ, até a realização da Assembleia Ordinária de Cessação e Renovação de Mandato que deve ser realizada até o dia 27 de Agosto de 2025. 

Isaías Kalunga, já não é presidente do CNJ. Isso é uma questão de legalidade. Kalunga, ao insistir permanecer no cargo, está quebrar a confiança das instituições, do Presidente da República, uma personalidade muito ligada ao cumprimento da legalidade e da ética. Em última instância, Kalunga está desferir golpes violentos ao processo democrático que está ser construído com os esforços de todos. 

Por tanto, cabe ao Ministério da Juventude e Desportos, todos tribunais e demais instituições do país, se pronunciarem sobre o assunto.

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