“MAN GENAS” REAFIRMA ENVOLVIMENTO DE ALTAS PATENTES NO TRÁFICO DE DROGAS

Gelson Quintas, mais conhecido por “Man Genas”, reiterou esta terça-feira, 12, aquando do arranque do seu julgamento no Tribunal da Comarca de Luanda “Dona Ana Joaquina”, o envolvimento de altas patentes da Polícia Nacional no tráfico de drogas.
Man Genas em co-autoria com Clemência Vumbi, sua esposa, são acusados de calúnia e difamação, pelo antigo-ministro do Interior, Eugénio Laborinho.
Questionado pelo juiz sobre a razão pela qual acusou o também general, de estar envolvido no tráfico de drogas, Man Genas respondeu que se deveu ao facto do então governante ter rejeitado as denúncias e porque logo depois ter sido alvo de uma tentativa de homicídio.
Eugénio Laborinho pediu uma pena de prisão não inferior a oito anos para cada arguido, e uma indemnização de pelo menos 5,5 milhões de kwanzas por pessoa.
Sobre o assunto, o jurista Rui Verde disse existir mais dois aspectos fundamentais a considerar neste processo, sendo em primeiro lugar, aquilo que como se costumava dizer de que “quem não gosta do quente da cozinha, não deve estar perto do fogão”.
O especialista explicou, por outras palavras, que isto quer dizer que os ministros e os políticos têm que ter uma capacidade maior do que o cidadão normal para serem submetidos a ataques.
O académico português defendeu que estes casos, não deviam ser crimes de difamação, mas deviam ser apenas objecto de responsabilidade civil, dando origem a indemnizações, mas nunca apenas de prisão.
Rui Verde considerou, por outro lado, que este julgamento, está com carga política, mas do que jurídica.