MILICIA DE KALUNGA ATACA CUMBI JÚNIOR APÓS ANÚNCIO DE CANDIDATURA A PRESIDÊNCIA DO CNJ NA TV ZIMBO
Alfredo Cumbi, também conhecido por Cumbi Júnior, presidente da ANJE Angola, afirmou estar a ser alvo de ataques e tentativas de descredibilização na sequência do anúncio da sua candidatura, feito durante uma entrevista concedida à TV Zimbo.
Segundo fontes próximas ao dirigente juvenil, as críticas intensificaram-se após a entrevista, com conteúdos a circularem em alguns órgãos e plataformas mediáticas que questionam a legitimidade e as motivações da sua candidatura. Os mesmos interlocutores apontam o Conselho Nacional da Juventude (CNJ) como um dos espaços de onde teriam partido os ataques.
De acordo com essas fontes, Isaías Kalunga, presidente cessante da organização, é acusado de ter partilhado informações internas com jornalistas próximos, o que, alegadamente, teria contribuído para uma campanha de desgaste contra Cumbi Júnior. Até ao momento, não foram apresentadas provas públicas que confirmem estas alegações.
Contactado para comentar o assunto, Alfredo Cumbi reiterou que a sua decisão de se candidatar “faz parte do exercício democrático” e defendeu que o debate de ideias deve ocorrer “com elevação e respeito institucional”, sublinhando que continuará focado no seu projeto para a juventude angolana.
Por sua vez, tentativas de contacto com a liderança do CNJ e com Isaías Kalunga para obter esclarecimentos não tiveram resposta até ao fecho desta edição. Analistas ouvidos pelo jornal consideram que o episódio revela tensões internas no movimento associativo juvenil, num momento em que a disputa por liderança ganha visibilidade pública.
O caso reacende o debate sobre ética institucional, transparência e liberdade de participação política no seio das organizações juvenis do país.