TRIBUNAL E PGR ASSOCIADAS A ESQUEMA DE CORRUPÇÃO QUE ENVOLVE CIDADÃO CHINÊS E OFICIAIS DA POLÍCIA EM NEGÓCIO “MILIONÁRIO” DE TERRAS
Dezassete hectares de terras, localizados no município do Kilamba, próximo a via expressa, consideradas como “mina de ouro”, estão a ser invadidas por “veteranos” invasores, denominadamente Xavier Francisco Cuela “Black”, Dede Kalama, Alfredo Cayesse (oficial de justiça do tribunal do Nova Vida sala do cível 9ª secção letra B), em coluio com juízes, a procuradora do Kilamba e oficiais da polícia denunciou a nossa fonte.
KIAMUKULA KANUM
Apesar de possuir a restituição da posse do processo n° 323/2025, sentença n° 186, a favor de Januário da Cunha, passado em 18 de Dezembro de 2025 pelo juiz de garantia da comarca de Belas, segundo acusações.
A procuradora Palmira Vissapa Dinis, dando guarita de forma injusta aos “invasores”, mandou prender Januário Cunha. Está façanha valeu-lhe o processo nº 4755/02-MP-KL, que corre os seus trâmites na DNIAP onde já deveria estar a responder, infelizmente a DNIAP continua muda e surda.
Segundo o representante de Januário da Cunha, “a participação foi feita no dia 09 de janeiro de 2026, mas, até hoje não fomos notificados pela DNIAP”, (queixar o porco no javali, é nisso que dá), ironizou.
Edmilson Samavela, filho de Januário da Cunha, proprietário de 17 hectares de terreno rústico, situado no bairro Bita Sapu, Vila Flôr, junto a via expressa, município do Kilamba, em exclusivo ao Na Lente do Crime, “ inicialmente fomos invadidos por quatro grupos de invasores, nomeadamente a Sociedade comercial Estrela Africana, Organizações Cermil, Lda, Gesterra S.A e Gestão Yusso Internacional, Lda, todas derrotadas em tribunal da comarca de Belas no processo nº 323/2025 sob a sentença nº 186 de 18 de Dezembro de 2025. O imóvel concedido pelo Estado angolano em 2002 mediante contrato de concessão de exploração, obteve o título de concessão de terras do ministério da Agricultura”.
No início de 2026, apareceu o emblemático invasor Xavier Francisco Cuela, mais conhecido por Black e o comparsa Dede Kalama, este último apesar de ser civil anda armado, e faz proveito dela, ameaçando matar. É reincidente nestas práticas porque já matou uma senhora camponesa antes residente no bairro Popular por ter cobiçado o espaço dela e está não cedeu. acusa.
Foi julgado e sentenciado com 20 anos de prisão, por este facto, esta condicionado com termo de liberdade e residência desde 2017, por este factor tememos este senhor, disse.
Com a investida dos invasores, abrimos uma participação no dia 06 de Fevereiro de 2026 na esquadra da Engevia, mas, por incrível que pareça, não temos qualquer resposta das autoridades.
GENERAL CARLITOS WALA
Dede Kalama, surge na altura que o general Carlitos Wualla era o comandante da Região Militar de Luanda, ao delegar poderes ao seus homens como, Lindamau, Luisinho já falecido, afim de negociar o espaço com o meu pai, foi nesta altura que os invasores Black e Dede apareceram.
ORDEM JUDICIAL É IGNORADA
O nosso entrevistado adiantou ao Na Lente do Crime, que, apesar da ordem judicial número 186, a procuradora ignorou a sentença de um juiz. Foi assim que Palmira Dinis, procuradora, que atende o Município do Kilamba, entra neste caso, dando suporte aos invasores que nos estão a impedir de construir.
Depois de mais de quatro anos desaparecidos, enquanto litigávamos com a Gesterra, eles criaram aliados na Polícia Nacional, no Tribunal da Comarca de Belas sala do cível.
Realçou também, que o oficial de justiça Alfredo Cayesse faz parte do complô.
Senhores jornalistas, neste momento, o Dede Kalama e o Black, com ajuda de oficiais da polícia encontram-se no espaço devido a força das armas de fogo. “Eles colocaram uma empresa de segurança que me esta impedir de entrar no meu próprio terreno, soube ainda que roubaram duas baterias do tractor”, lamenta.
POR ENVELOPES ATROPELAM A LEI
Estranhamente os órgãos de justiça, estão a dar proteção aos invasores em detrimento de alguém que possui toda documentação que a Lei confere. Procuradores e polícias “comem” com os invasores. Por dinheiro colocam as suas carreiras em risco. “Se o sr. jornalista está recordado, uma matéria que já passou nos portais, o Black, chegou a vender este mesmo espaço que nunca foi dele no valor de KZ 400 milhões a um cidadão de nacionalidade chinesa, conhecido apenas por Zhongpinge He, tenho inclusive as fotografias da detenção do Black”, exibiu.
Apelo as instituições de direito, que restituem a legalidade, o país rege-se por leis, não podemos nos abdicar disso, temos uma ordem judicial e deve ser cumprida, rematou.
CONTRADITÓRIO
Na Lente do Crime, ouviu Alfredo Caysse ” eu só cumpri ordens daquilo que é a minha actividade enquanto oficial de justiça, foi emitida uma ação cautelar provisória eles podem voltar a recorrer”. Já o Dede Kalama considerou informações infundadas, quem não este bem na fotografia foi o oficial e 2° comandante de Viana Bernabé Chico António Físico que defendeu -se: “eles são invasores”.
A pergunta é: o que o oficial fazia numa área foram da sua jurisdição? É a “Mixa”???