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ÚLTIMA HORA-PROFESSORES DAS ZONA RECÔNDITAS DE CABINDA EXIGEM PAGAMENTO JUSTO DE RETROATIVOS

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Os professores colocados nas zonas recônditas da província de Cabinda manifestam a sua indignação face à exclusão no pagamento de subsídios retroativos, recentemente atribuídos apenas a docentes de outros municípios. De acordo com os relatos, os nomes destes profissionais constam no relatório elaborado pela Inspeção Geral da Administração do Estado (IGAE), juntamente com os respetivos subsídios. No entanto, no momento do pagamento, muitos destes professores foram inexplicavelmente retirados das listas.

A principal justificação apresentada tem sido o facto de terem sido transferidos para outras escolas argumento que os docentes consideram injusto e inaceitável, uma vez que os direitos adquiridos não devem ser anulados por mudanças administrativas. Esta situação tem gerado um sentimento crescente de desvalorização e revolta entre os professores que, durante anos, trabalharam em condições extremamente difíceis.

Muitos enfrentaram isolamento, ausência de água potável, falta de energia elétrica e longos períodos longe das suas famílias, sobretudo em regiões como a mata do Mayombe. Além disso, há denúncias de que vários professores estão a ser exonerados sem terem recebido os seus devidos retroativos, justamente no momento em que aguardavam por esse apoio financeiro essencial.

Historicamente, a educação sempre foi considerada a base de desenvolvimento de qualquer sociedade, a mãe de todos os ministérios. É no setor educativo que se formam cidadãos, se constrói o pensamento crítico e se desenvolve o raciocínio lógico. Contudo, segundo os professores, essa valorização parece ter diminuído significativamente nos dias atuais.

Hoje, cresce a perceção de que trabalhar no setor da educação deixou de ser sinónimo de dignidade e reconhecimento, sendo frequentemente associado à precariedade e à falta de valorização profissional. Diante deste cenário, os professores das zonas recônditas apelam às autoridades competentes para que haja justiça, transparência e equidade no tratamento de todos os profissionais, independentemente da sua localização ou histórico de mobilidade. “Nós trabalhámos, nós sacrificámo-nos durante anos. Merecemos receber aquilo que é nosso por direito”.

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