UNITA RECEBE RELATÓRIO DE OBSERVADORES DO XIV CONGRESSO E REFORÇA COMPROMISSO COM TRANSPARÊNCIA
A UNITA recebeu hoje o relatório final dos observadores nacionais e internacionais que acompanharam o XIV Congresso Ordinário da organização, realizado em novembro passado. A entrega formal do dossiê de observação marca, segundo a direção do partido, um momento de reafirmação do compromisso com a transparência, a integridade dos processos internos e o respeito pelas regras democráticas.
De acordo com a nota tornada pública, o Congresso foi conduzido com elevado rigor organizativo, sendo considerado exemplar nos domínios da observação e do monitoramento. A existência de uma missão independente de acompanhamento foi apontada como um dos elementos centrais da credibilidade do processo.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, destacou que o relatório agora recebido resulta do trabalho de equipas de observadores nacionais e internacionais que acompanharam todas as etapas do Congresso, desde a campanha eleitoral interna até à eleição do presidente do partido.
“Como sabem, houve um conjunto de observadores nacionais e internacionais que fizeram o acompanhamento de todas as etapas do Congresso, não apenas a parte da eleição do Presidente. Deslocaram-se em equipas, acompanharam a campanha eleitoral e fizeram a observação da própria eleição em si. Produziram um relatório, relatório que acabei de receber e que, enfim, não tive ainda a oportunidade de ler, mas que é um exercício extremamente importante”, afirmou.
Segundo o líder da UNITA, o partido criou todas as condições para que o Congresso decorresse de forma democrática, plural e aberta, sem qualquer restrição à observação interna ou externa. “Nós, enquanto partido, fizemos tudo para termos um Congresso democrático, plural e aberto”, sublinhou.
Questionado sobre a mensagem que o partido pretende transmitir com esta abertura à observação independente, Costa Júnior foi enfático: “Acima de tudo, o facto de que, para nós, a democracia é algo que nós abraçamos sem qualquer tipo de constrangimentos. Ela pressupõe pluralidade. Ela também pressupõe transparência dos nossos atos, respeito escrupuloso dos mandatos e dos seus limites.”
O dirigente defendeu ainda que a renovação de mandatos deve ocorrer sem receios quanto ao escrutínio externo. “Quando chega o momento de ir buscar a confiança do membro para a renovação destes mandatos, nós não devemos ter receio de sermos acompanhados por quem quer que seja”, afirmou, acrescentando que a UNITA tem demonstrado estar preparada para a pluralidade.
Para o presidente do partido, seria desejável que o país refletisse essa mesma abertura institucional. “Bom seria que o país pudesse ser um espelho desta abertura, desta necessidade de transparência e desta presença da observação”, considerou.
Adalberto Costa Júnior adiantou ainda que, após a leitura detalhada do relatório, o partido estará disponível para acolher recomendações que contribuam para o aperfeiçoamento de futuros processos internos. “Se houver ali propostas e sugestões, estaremos absolutamente disponíveis para as abraçar na melhoria de atos futuros”, garantiu.
Recorde-se que, na estrutura da UNITA, são eleitas três lideranças principais: o presidente do partido, a presidente da LIMA — Organização da Mulher — e o secretário-geral da JURA. Segundo o líder partidário, todos estes processos poderão beneficiar da experiência e das conclusões apresentadas no relatório de observação agora recebido.
Com este gesto, a UNITA reforça a sua aposta numa cultura institucional assente na responsabilidade, abertura e prestação de contas, valores que, segundo a direção, devem inspirar todas as instituições do país.