E-mail para denúncia: correiodamanha18@gmail.com

1º SUBCHEFE DA UPIP MATA CIDADÃO A TIRO DEPOIS DE “DELIRAR” E ACUSAR A SUA ESPOSA DE FEITIÇARIA

0

Um efectivo da Unidade de Protecção de Individualidades Protocolares (UPIP), colocado em Luanda, de nome José António Choia, natural do município de Quipungo, província da Huíla, de 39 anos de idade, é acusado de ter disparado mortalmente, nesta terça-feira (12) do mês em curso, contra um cidadão ainda não identificado, de aproximadamente 40 anos de idade, ocorrido às 05horas, no condomínio junto a estação da Mukanka, bairro Tchioco, na cidade do Lubango.

De acordo com José Malungo, inquilino do suspeito, na segunda-feira (11), o mesmo informou que seguiria viagem para Luanda, onde trabalha, e que iria a uma operadora para adquirir o bilhete de viagem, tendo saído com a sua bagagem.

“Fiquei surpreso porque, por volta das 20 horas deste mesmo dia, alguém batia ao portão com muita intensidade, quando abri era ele, estava descalço, sem camisa e bastante agitado, pensei que tivesse sido assaltado na paragem”, explicou.

Segundo o interlocutor, o suspeito começou a falar de feitiçaria, alegando que alguém lhe queria fazer mal, sobretudo a sua ex-mulher que se encontra na província do Cunene.

“Quando tentei falar com ele, empurrou-me e começou a tirar toda a roupa que usava, batia em qualquer parte da casa”, referiu.

José Malungo acrescentou ainda que, posteriormente, efectivos da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP), bem como uma ambulância do Hospital Militar, deslocaram-se ao local e encontraram o suspeito já mais calmo.

“Nós sabíamos que ele tinha uma pistola, mas não sabíamos que estava na sua posse, os efectivos da URP questionaram-no sobre a arma e ele respondeu que estava num local seguro, depois disso, já não voltaram a insistir”, frisou.

Negligência por parte dos agentes?

De acordo com o nosso entrevistado, se os polícias tivessem apreendido a arma, essa situação não teria acontecido.

“Nós comunicámos que o suspeito não estava bem psicologicamente, não se entende por que lhe deixaram com a arma de fogo”, sublinhou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *