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ALUNOS DO COLÉGIO CARLOS NUNES MANIFESTARAM-SE EM FRENTE ÀS DIRECÇÕES PROVINCIAIS DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE, A EXIGIR ESTÁGIO PARA COMPLETAR A FORMAÇÃO

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Centenas de estudantes do curso de Enfermagem do Colégio Carlos Nunes saíram, na manhã desta terça-feira, 29 de Setembro, às ruas da cidade do Uíge, para protestar contra a alegada falta de estágios práticos há mais de dois anos.

CORREIO DA MANHÃ

Os estudantes concentraram-se nas imediações das Direcções Provinciais da Educação e da Saúde, onde exigiram uma solução para o problema que, segundo os manifestantes, está a comprometer a componente prática da sua formação profissional.

De acordo com os alunos, o Colégio Carlos Nunes deixou de ter acesso a campos de estágio em hospitais e centros de saúde da província, situação que terá resultado na interrupção da prática hospitalar.

“Estamos aborrecidos com muita teoria. Como vamos ser enfermeiros se, em dois anos, nunca tivemos contacto com pacientes? Somos estudantes de um curso de saúde e isso vai prejudicar a nossa formação”, afirmou um dos manifestantes, trajado de bata branca.

Outra estudante lamentou a situação e apelou às autoridades para encontrarem uma solução. “Pagamos propinas, estudamos, mas sem estágio não sabemos como será o nosso futuro profissional. O Uíge precisa de enfermeiros e nós estamos sem possibilidade de realizar a prática”, declarou.

Imagens a que Os Caminhos Fiotes teve acesso mostram dezenas de estudantes, na sua maioria vestidos de batas brancas, concentrados junto às instalações das instituições públicas, empunhando cartazes e entoando palavras de ordem, entre as quais “Queremos estágio”.

A Polícia Nacional esteve no local para acompanhar a manifestação e procurar garantir a circulação rodoviária e a manutenção da ordem pública. Num dos vídeos, um efectivo da corporação aparece a dialogar com os estudantes, numa tentativa de desobstruir a via.

Até ao fecho desta matéria, não havia informação sobre detenções relacionadas com o protesto.

Os estudantes questionam as razões que estarão na origem da falta de campos de estágio e pedem uma intervenção das autoridades competentes para que possam retomar a componente prática da formação.

A situação preocupa igualmente pais e encarregados de educação, que defendem um posicionamento urgente das autoridades provinciais e admitem participar em futuras manifestações, caso não seja encontrada uma solução.

Os Caminhos Fiotes tentou obter esclarecimentos junto da Direcção Provincial da Saúde e do Gabinete Provincial da Educação do Uíge, mas, até ao fecho desta edição, não tinha recebido qualquer resposta oficial.

O Jornal continuará a acompanhar o caso e as eventuais medidas das autoridades para solucionar a falta de estágios reclamada pelos estudantes.

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