RIO LOGE: A PORTA DE ENTRADA DO ZAIRE NÃO PODE CONTINUAR MERGULHADA NA SUJIDADE!
É lamentável que o Rio Loge, um ponto estratégico de entrada para a província do Zaire, na fronteira com o Bengo, continue a apresentar um cenário de degradação ambiental que ameaça a saúde pública e mancha a imagem da nossa província.
As imagens que circulam merecem uma reflexão séria e uma resposta urgente das autoridades competentes. Como é possível que, num local de passagem obrigatória para tantos cidadãos que viajam de Luanda para o Zaire e vice-versa, se encontre um ambiente tão degradado, sem condições sanitárias mínimas e sem instalações adequadas para satisfazer as necessidades biológicas?
O mais preocupante é que existe ali um controlo policial, onde os cidadãos são obrigados a parar e, muitas vezes, a sair das viaturas, mas não existem condições básicas de higiene e dignidade para quem passa por aquele lugar.
Isto levanta uma questão legítima: o Governo do MPLA, que administra os recursos públicos e tem a responsabilidade de garantir serviços essenciais, não consegue assegurar a limpeza, o saneamento básico e condições humanas num dos principais pontos de acesso ao Zaire?
Não basta controlar a circulação de pessoas e viaturas. É igualmente necessário garantir a segurança sanitária, a higiene pública e o respeito pela dignidade dos cidadãos.

O Rio Loge não é apenas uma fronteira geográfica entre duas províncias. É também uma porta de entrada para o Zaire, uma referência para quem chega e um cartão de visita da nossa província. Permitir que esse espaço permaneça abandonado é demonstrar falta de prioridade na gestão ambiental e no bem-estar das populações.
O Governo do MPLA deve ser chamado à responsabilidade! É urgente realizar uma intervenção de limpeza, instalar sanitários públicos condignos, assegurar a recolha regular de resíduos e implementar um plano permanente de conservação daquele espaço.

O Zaire merece respeito. Os cidadãos merecem dignidade. E a saúde pública não pode continuar a ser tratada como uma questão secundária.
Governar não é apenas fiscalizar, cobrar e exercer autoridade. Governar é também cuidar das pessoas, preservar o ambiente e garantir condições mínimas de vida.
Até quando o povo terá de conviver com situações desta natureza?