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EFECTIVO DA POLÍCIA NACIONAL ACUSADO DE EXTORQUIR MAIS DE UM MILHÃO DE KWANZAS COM PROMESSA DE EMPREGO NA CORPORAÇÃO

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Um agente da Polícia Nacional, identificado por Domistévio Manuel Inácio Júnior, agente de 2.ª classe, que anteriormente frequentou o curso no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais “Serra Van-Dúnem”, é acusado de burlar mais de um milhão de kwanzas a vários cidadãos, com promessas de ingresso na corporação, em Luanda. Mas o acusado negou todas acusações e diz estar disposto a colaborar.

Três cidadãos burlados, que preferiram o anonimato, relatam que os factos ocorreram no dia 15 de Setembro de 2023, entre às 09 e às 15 horas, quando foram aliciados pelo referido efectivo da Polícia Nacional.

Os denunciantes explicaram que tudo começou quando, na qualidade de fotógrafos de eventos, prestaram serviço num casamento em que o acusado era cliente e, após o trabalho, houve troca de contactos telefónicos.

Ainda de acordo com os lesados, um deles apercebeu-se, através do estado do WhatsApp do acusado, de que este era efectivo da Polícia Nacional, tendo posteriormente manifestado interesse em ingressar na corporação.

Foi neste contexto que, segundo os denunciantes, o agente afirmou que conseguiria enquadrá-los no Ministério do Interior, mediante o pagamento de valores monetários.

O primeiro lesado, segundo conta, foi alegadamente acompanhado pelos seus progenitores ao Instituto “Serra Van-Dúnem”, onde terá entregue ao acusado o valor de 500 mil kwanzas.

Posteriormente, este comunicou o facto aos seus dois amigos, informando que o agente poderia facilitar o ingresso mediante pagamento.

Motivados pela mesma intenção, os outros dois também terão contactado o acusado, tendo entregue inicialmente uma suposta quantia de 250 mil kwanzas.

Um dos denunciantes contou que, após o primeiro pagamento, o suspeito continuou a criar novas exigências financeiras, sempre com a promessa de acelerar o processo de ingresso.

“Depois pediu mais 200 mil kwanzas, dizendo que havia outra vaga disponível e que o processo estava a avançar, criando em mim a expectativa de que tudo estava bem encaminhado, e eu também paguei”, referiu, acrescentando que agiu de boa-fé por acreditar tratar-se de um agente da corporação.

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