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OSSADAS DESENTERRADAS POR EMPREITEIRO CHINÊS DEIXA POPULAÇÃO AOS PRANTOS

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Anderson Alberto Pedro, nomeado administrador do distrito urbano de Catete, a 16 de Fevereiro de 2024, volta as colunas sociais, desta feita é acusado de falta de humanização (deixar a sua sorte ossadas de seis famílias desenterradas por um empreiteiro chinês). Abuso de autoridade, usurpação de terras, recebimento de valores monetários aos camponeses do bairro Domingos João em Catete, constam da sua folha de serviço.

KIAMUKULA KANUMA

Moradores do bairro Domingos João, continuam agastados com o administrador Anderson Pedro, pela falta de humanização, derivada do tratamento que esta a dar as ossadas de ente queridos  dos camponeses, desenterrados em algumas parcelas de terreno localizadas naquela circunscrição, para a construção de uma fábrica de montagem de veículos.

Os camponeses alegam estar no quarto dia que as máquinas estão a trabalhar no terreno, e ainda assim, não  existe um pronunciamento da administração.

“Aqui estão os nossos avôs, pais, tios, já falecidos. O mano Catarino e a esposa, (estes que aí estão) apontou, não conseguem se conter com a dor de ver as ossadas da mãe dele e da filha, ainda com os lençóis húmidos sepultados a seis anos ao relento”, disse.

Madalena Mateus, uma das oito camponesas em representação de sete humildes famílias camponesas, que contactaram o Na Lente do Crime, para lançar o grito de socorro, “fomos notificados pelo coordenador do bairro Domingos João, dizendo que apareceu um empresário chinês interessado no espaço de 24 hectares, nossa propriedade, e que quer negociar, só que, no dia seguinte, demos conta que no referido local já lá estavam contentores depositados com material de construção. Sem hipóteses, concordamos pelo facto de ser alguém ligado ao governo da província, mas, advertimos que aí estão depositados os nossos ente-queridos já falecidos”.

Por este facto, sugerimos que eles deveriam ocupar apenas  a parte de trás, até que concertássemos com a administração sobre a exumação dos corpos.  infelizmente, isto não foi respeitado, nem sequer a indemnização foi concretizada, mas,  o chines diz que já pagou tudo, insinuou.

Temos estas terras como  fonte de sustento/rendimento, daqui saí a batata e todo resto que plantamos para dar a lapis aos nossos filhos.

Conseguimos ter informação que o cidadão chinês, pagou valores monetários bastante altos para indemnizar a população, mas, a equipa “gananciosa” criada pelo administrador, tem vindo a brincar connosco. Convoca-nos, pede  as listas para que a indeminização seja feita, e no dia  seguinte volta tudo a estaca zero. Estamos num vai e vem. Depois de muita conversa,  apresentam argumentos de que a terra é estado. Os camponeses acusam o senhor Nogueira e o Celso Vasconcelos, como sendo os homens do “bisno” de Anderson Pedro, disse.

Olga Adão Lopes, “o que nos aflige é a falta de tratamento das ossadas dos nossos ente queridos e as terras que nos estão a receber. Nascemos e crescemos no bairro Domingos João, como deve saber, no mato as sepulturas são feita por detrás das casas, é  um ritual que vem dos nossos ancestrais. O sr. Anderson Pedro, tem estado a nos fintar, usa o Nogueira e o Celso que trazem  vários recados como,  “o administrador vos mandou chamar para negociar, pedem as  listas, fotocópias de bilhete, vêem amanha, depois de amanhã, com fome, sede e cansadas, estamos agastadas”.

QUEM ABRIR A BOCA VAI PARA RUA

Segundo as denunciantes, o  cidadão de nacionalidade chinesa, Lyu Sihai (dono da obra), ao tomar conhecimento das ossadas, pretendia que os funcionários ocultassem os factos. Como Deus é maior, um funcionário veio até  nós e contou-nos que no local estavam a sair muitas ossadas humanas que eles voltavam a enterrar num único lugar,   proibindo os trabalhadores de anunciar tal facto.

A equipa do Na Lente do Crime, recebeu a denúncia pública e um vídeo a explanar os factos, no passado  domingo dia 20 de Abril. Na segunda-feira  tornou público na plataforma digital, e às 10H00 dirigiu-se ao local do crime. No momento fez-se presente equipas dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) e polícia de ordem pública,  mas, esperávamos ver a administração e uma equipa do ministério da Saúde local, mas estes não se fizeram presentes, apesar de tomarem conhecimento desta situação.

No direito ao contraditório, dirigimo-nos a administração local, o administrador Anderson Pedro, não nos recebeu, muito menos atendeu os telefonemas bem como os seus adjuntos Nogueira e Celso Vasconcelos,  director da fiscalização e director de Infraestruturas.

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