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MEA DESAFIA PGR A INVESTIGAR ESQUEMA CORRUPTO DE COMPRAS DE CARTEIRAS NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

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O Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) denunciou esta segunda-feira, 14 de Julho de 2026, a alegada importação de carteiras escolares pelo Ministério da Educação, num procedimento que, segundo a organização, foi feito sem ouvir a indústria nacional.

CORREIO DA MANHÃ

Em documento dirigido às autoridades da PRG, o MEA afirma ter tomado conhecimento, através das redes sociais e da imprensa, de que o Ministério da Educação terá autorizado e/ou executado a importação de carteiras escolares “ao custo global, através do procedimento de contratação”.

Segundo o movimento, a aquisição foi realizada “sem prévia demonstração da inexistência de oferta nacional”, preterindo unidades industriais e carpintarias sediadas em Angola com capacidade técnica e produtiva comprovada.

O MEA sustenta que a conduta viola vários diplomas legais:

Art. 87º da CRA – Princípio da defesa da economia nacional e da valorização do trabalho.

Lei nº 14/16 – Lei do Investimento Privado, que consagra a preferência por bens e serviços produzidos no território nacional.

Decreto Presidencial nº 250/15 – Código dos Contratos Públicos, quanto aos princípios da transparência e concorrência.

Decreto Presidencial nº 213/23 – Regime Jurídico de incentivo à produção nacional

Circular Conjunta Nº 1/2024, sobre o incentivo à produção nacional por meio da contratação pública

O movimento alerta ainda para eventuais ilícitos previstos no Código Penal Angolano, art. 367º e seguintes, sobre gestão danosa.

 Para o MEA, “tal procedimento, se confirmado, gera prejuízo ao erário, desincentiva a indústria nacional e promove evasão de divisas, em detrimento do emprego e do desenvolvimento local”.

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