ANGOLA DEFENDE APOSTA GLOBAL EM ESTRADAS SEGURAS ENQUANTO EMPRESAS DO SECTOR FAZEM ESTRADAS DESCARTAVEIS
Angola reafirmou o seu compromisso com a promoção da segurança rodoviária como uma prioridade estratégica para o desenvolvimento sustentável, enquanto que no país, as empresas OMATAPALO, GRINER, ENGEVIA, CARMON e outras, continuam a executar obras consideradas de contrução de estradas consideradas descartaveis em todo o país.
Dados em posse doeste portal, as obras realizadas em vários pontos do país, não têm durabilidade de mais de quatro anos sem voltarem a ser intervencionadas por parte das mesmas.
De acordo com uma fonte do Ministerio das Obras Públicas em Angola, as obras de construção de estradas e não só são muito caras, comparando com alguns paises da região que fazem grandes obras com mais qualidade que as nossas que custão bilhões de kwanzas ou dolares e consideradas tão descartaves e que duram menos de quatro anos.
O país tem trabalhado em estreita colaboração com as Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e demais parceiros internacionais.

A posição foi reiterada segunda-feira, em Nova Iorque, Estados Unidos, pelo secretário de Estado para o Interior, Arnaldo Carlos, durante os trabalhos da Reunião de Alto Nível da Assembleia-Geral da ONU sobre Segurança Rodoviária Global.
Na ocasião, o governante sublinhou que a comunidade internacional atravessa um momento decisivo para intensificar os esforços rumo ao cumprimento das metas globais.
Segundo Arnaldo Carlos, o alcance da Meta 3.6 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) — que visa reduzir para metade o número de mortes e feridos graves em acidentes de viação até 2030 — vai depender da capacidade dos Estados de traduzir os compromissos políticos em medidas efectivas. Isso exige o fortalecimento das instituições, a mobilização de investimentos sustentáveis e o aprofundamento da cooperação internacional.
O secretário de Estado defendeu uma resposta global mais ambiciosa para acelerar as metas da Década de Acção para a Segurança Rodoviária 2021–2030.
Lembrou que as directrizes consagradas na Declaração de Estocolmo, na Declaração Política de Nova Iorque e na Declaração de Marraquexe exigem uma acção coordenada e orientada para resultados concretos.
IMPACTO SOCIAL E ECONÓMICO
Os acidentes de viação continuam a ser uma das mais graves ameaças à saúde pública mundial, provocando anualmente mais de um milhão de mortes e figurando como uma das principais causas de mortalidade entre crianças e jovens.
O governante angolano alertou que o impacto vai além da dimensão humana, pois compromete o crescimento económico, agrava desigualdades e dificulta a concretização da Agenda 2030.
Ao abordar a realidade nacional, Arnaldo Carlos assinalou que a sinistralidade rodoviária em Angola se concentra sobretudo nos grandes centros urbanos, devido ao aumento da mobilidade e à rápida urbanização.
Para responder ao desafio, o Executivo angolano tem implementado uma estratégia integrada. O plano assenta no reforço jurídico, na intensificação da fiscalização, na educação rodoviária, na melhoria das infra-estruturas, na modernização do trânsito e no fortalecimento dos serviços de emergência médica.
O governante concluiu que o êxito operacional e prático destas acções estará directamente condicionado à consolidação de parcerias internacionais sólidas.
Este ecossistema de cooperação multilateral deve priorizar a transferência contínua de tecnologia de ponta, o intercâmbio de boas práticas e a mobilização de recursos financeiros previsíveis, regulares e sustentáveis.
Arnaldo Carlos sublinhou que os mecanismos de apoio técnico e de financiamento global precisam de conferir uma atenção especial às vulnerabilidades estruturais enfrentadas pelos países em desenvolvimento.
Sob a óptica interna da governação angolana, o secretário de Estado enfatizou que a segurança rodoviária deixou de ser uma questão estritamente policial para se posicionar no centro nevrálgico das macropolíticas públicas.
Para se alcançar um impacto duradouro, o Executivo defende uma abordagem transversal que integre os sectores da saúde pública — com foco no socorro pós-acidente —, da educação básica para a cidadania e do ordenamento do território.