A TRISTE REALIDADE DAS MOÇAS QUE FAZEM CURSOS DE SAÚDE, OS ABUSOS SEXUAIS E A HUMILHAÇÃO QUE NINGUÉM NÃO QUER FALAR
Estamos a normalizar uma vergonha que nunca deveria ser normal.
A triste realidade das moças que fazem cursos da área da saúde é um lixo moral que muita gente finge não ver. Existem coisas que acontecem nos estágios que poucos têm coragem de contar. O que antes era sonho de vestir uma bata branca e salvar vidas, hoje virou, em muitos lugares, um palco nojento de assédio, chantagem e prostituição disfarçada de estágio.
Enquanto pais dormem tranquilos achando que as filhas estão a aprender, em alguns hospitais — principalmente nos distritos — estão a passar filmes pesados, silenciosos e sujos. E a pergunta que não quer calar é:
é fome?
é necessidade?
é medo de chumbar?
ou é simplesmente falta de valores?
Há jovens colocadas em situações complicadas, pressionadas, ameaçadas, encurraladas por profissionais que usam a posição como arma. Outras, infelizmente, se entregam como se isso fosse mérito, fama ou status — como se se envolver com profissional da saúde fosse troféu. Essas, desculpem, são coitadas mentais, porque confundem degradação com ascensão.
E não falo de ouvir dizer.
Falo do que vi e vivi em vários estágios durante a minha Licenciatura. Se me contassem na segunda ou terceira pessoa, eu também duvidaria. Mas aconteceu. Acontece. E continua a acontecer.
“Então por que não denunciam?”
Porque em muitos casos não é um indivíduo, é uma rede de psicopatas de merda, colegas que se protegem, se encobrem e se calam. E aí surge outra pergunta pesada: a quem confiar?
Vi profissionais que, quando chegavam novas meninas ao hospital, ficavam felizes como se tivesse chegado carne nova. Isso não é só falta de ética — é podridão humana.
E a culpa é de quem?
Das jovens?
Ou dos “profissionais” que ameaçam dizendo:
“Se não cederes, vais chumbar, vais repetir o estágio.”
Isso dito por homens adultos, pais de família, maridos, gente que devia proteger — cara sem vergonha, covarde, lixo moral.
Então mano, se a tua namorada faz curso da saúde e está em estágio no distrito, se preocupa. Algumas são vítimas de assédio pesado. Outras, infelizmente, são as que seduzem os profissionais de saúde e entram no jogo. Nem todas são santas, nem todas são vítimas.
Nos distritos, as moças da saúde são chamadas de destruidoras de lares — e algumas realmente destroem. Principalmente certas manas de ESMI são as mais famosas, que fique bem claro de que não quero julgar, mas são factos irrefutáveis. Não são todas, mas… quem sabe, sabe.
Agora, moça, senta e pensa:
Vale a pena abrir as pernas por nota?
Qual vai ser o teu orgulho amanhã?
Que profissional tu serás sabendo que foste forçada — ou escolheste — esse caminho?
Dizem que os fins justificam os meios. Mentira clássica que muitos acreditam.
Se ganhares uma doença, uma gravidez indesejada ou um trauma, isso também vai justificar?
Valorizem-se. Pensem no futuro.
E aos profissionais aproveitadores: vocês são uns covardes, uns lixos morais, e que tudo o que fazem volte em dobro. Hospital não é hotel ou pensão, estágio não é moeda de troca e estudante não é objeto.
Às moças, deixo um apelo sincero: não se cansem de denunciar.
À sociedade, o dever de não fingir que não vê, vocês podem fazer a diferença
E às famílias, a importância de dialogar, acompanhar e proteger as filhas.
O hospital deve garantir um futuro melhor, não destruir sonhos.
Hospital deve ser lugar de respeito, aprendizagem e construção de futuro — não um esgoto moral.
Escrito por:
Dr. Alberto Manuel Da Otília