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CHEFE DA FISCALIZAÇÃO DO MERCADO DO HOJI-YA-HENDA ACUSADO DE AGREDIR BRUTALMENTE UM COMERCIANTE E ROUBO DE MAIS DE UM MILHÃO DE KWANAZAS

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Um cidadão nacional, identificado como Geal Matoto, comerciante, de 27 anos de idade, encontra-se internado no Hospital dos Cajueiros, em Luanda, após ter sido alegadamente agredido por fiscais do mercado do Hoji-ya-Henda, nesta segunda-feira, 25 de Maio, supostamente liderados pelo chefe da fiscalização, conhecido por Senhor Pinheiro.

Segundo contou Jemima Matoto, irmã da vítima, durante a entrevista exclusiva ao Jornal Na Mira do Crime, o seu irmão trabalha há vários meses como comerciante informal na Rua das Chinelas, no mercado já referido, onde se dedica à venda de recargas telefónicas.

‎De acordo com a nossa entrevistada, o chefe da fiscalização do mercado, tem vindo a intimidar comerciantes, sobretudo mulheres, apreendendo mercadorias e exigindo dinheiro em troca da devolução dos produtos.

‎“Os problemas já vêm de há vários meses. O Senhor Pinheiro tem vindo a intimidar vários comerciantes, sobretudo mulheres, apreendendo mercadorias e exigindo dinheiro para devolver os produtos. Muitas pessoas têm medo de falar, mas a situação é recorrente”, denunciou.

‎Jemima Matoto afirma ainda que, há cerca de duas semanas, o referido fiscal terá apreendido os bancos, cartões de recarga, a bancada e um Terminal de Pagamento Automático (TPA) pertencentes ao seu irmão.

‎Ao se dirigir posteriormente à esquadra onde os bens haviam sido levados, Geal terá constatado o desaparecimento de 200 mil kwanzas que se encontravam guardados numa carteira utilizada para o negócio.

‎A família diz ter apresentado participação às autoridades policiais e, na ocasião, um agente orientou o acusado a proceder à devolução dos valores. No entanto, segundo a irmã da vítima, durante a devolução, o suspeito terá ameaçado Geal Matoto, afirmando que o colocaria “num buraco de onde nunca mais sairia”.

‎Apesar do sucedido, Geal retomou as suas atividades comerciais e, na última segunda-feira, 25, enquanto decorria o processo de legalização do seu negócio, incluindo a obtenção da licença de ocupação de zona, o chefe da fiscalização terá supostamente derrubado todos os seus produtos no chão.

Na tentativa de recolher os seus pertences, a vítima terá sido violenta*mente agredida pelo referido fiscal e por outros agentes de fiscalização, num grupo estimado em cerca de 20 indivíduos, que o terão atingido com bancos e paus, sendo ainda denunciado o desaparecimento de um milhão e quinhentos mil kwanzas.

‎“Ainda tentaram socorrê-lo. Algumas zungueiras e jovens comerciantes intervieram para ajudar, e um lojista conseguiu carregá-lo às costas. Mesmo assim, o Senhor Pinheiro voltou a agredi-lo com um pau na cabeça”, contou Jemima Matoto.

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