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EFECTIVO DAS FAA ACUSADO DE MATAR A TIRO HOMEM QUE CIRCULAVA NA VIA PÚBLICA

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Um jovem identificado por Mauro Couto André, de 21 anos de idade, residente na rua 08, bairro Balumuca, município do Kilamba Kiaxi, foi assass!nado com um disparo de arma de f0go, efectuado supostamente por um efectivo das Forças Armadas Angolanas (FAA), quando a vítima circulava na via pública a caminho do serviço.

“O meu sobrinho trabalha com uma motorizada de três rodas, ele comprava os ferros e outros artigos ferrosos para a posterior levar até a casa de pesagem. Ontem, por volta das 19 horas e 30 minutos, quando seguia a caminho do seu local de trabalho, encontrou uma confusão, parou a motorizada para o pessoal afastar-se e ele passar, foi assim que um dos jovens pegou no ferro que estava na sua motorizadas e agrediu na região da cabeça de um efectivo da Polícia Nacional, e este caiu inanimado, o amigo, assim que viu o outro inconsciente, manipulou a pistola e efectuou os disparos de arma de f0go a queima-roupa”, contou Délcio Joaquim Cumprido, tio do malogrado.

“Ele efectuou três tiros, um que atingiu o meu sobrinho na região torácica, e dois tiros que atingiram o pé do seu ajudante, ambos foram levados até ao hospital clínica do Prenda, onde o meu sobrinho foi declarado morto, já o ajudante encontra-se internado e foi amputado uma das pernas dada a gravidade dos feri*mentos” disse.

O tio conta que, depois de tudo fizeram algumas deligências e descobriram que o efectivo agredido com o ferro trabalha no Inter Clube, o senhor que disparou a queima-roupa é um efectivo das Forças Armadas Angolanas, e conhecido como “Pai Grande”, residente no bairro Mandongo.

O nosso entrevistado conta ainda que, depois de receberem a notícia, foram até a esquadra do bairro Malanjinho, onde lhes foi orientado a voltar na manhã de sexta-feira 22.

“Assim que chegamos na esquadra, os efectivos nos disseram para ficarmos tranquilos, que já conseguiram identificar o homem que efectuou os disparos”.

Teodora Carlos, viúva, explicou que nos 4 anos de convivência com o marido, este era obediente, calmo, não gostava de confusão.

“Ontem, por volta das 19 horas, o meu marido chegou em casa e deixou o dinheiro do jantar e banana para a sua filha, e depois seguiu para terminar o trabalho”, explicou.

Por volta das 22 horas, um dos familiares bateu a sua porta informando que o seu marido foi alvejado e que se encontrava no hospital do Prenda, ao chegar na unidade de saúde recebeu a informação que o seu esposo estava morto.

“Tudo que eu peço é justiça pela mo*rte do meu marido”, chorou.

CREDITO: NA MIRA DO CRIME

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