ELEMENTO LIGADO A ALA DO CNJ LIDERADA POR ISAÍAS KALUNGA ACUSADA DE AMEAÇAR DE MORTE JORNALISTA ADELINO PUNGA
COMUNICADO PÚBLICO
Eu, Adelino Punga, venho por este meio tornar públicas as alegadas ameaças que tenho recebido nos últimos tempos, tanto de forma direta como indireta, incluindo através de contactos desconhecidos e de intervenções em grupos de WhatsApp. Segundo a minha perceção e as informações que me têm sido transmitidas, tais atos estariam relacionados com orientações atribuídas ao jovem conhecido como Isaías Kalunga.
De acordo com os elementos e documentos que a MWENE-NEWS afirma ter obtido, Isaías Kalunga teria exercido funções como presidente do CNJ, tendo o seu mandato terminado a 27 de agosto de 2025. Desde então, tenho divulgado matérias relacionadas com esta questão, facto que, alegadamente, terá motivado diversas formas de pressão e intimidação contra a minha pessoa.
Segundo denuncio, o referido cidadão, também conhecido por “IK”, tem demonstrado uma forte ligação ao cargo associativo, tendo alegadamente promovido atos de perseguição, ameaças e tentativas de condicionamento da minha atividade jornalística. Entre esses atos, destaco a emissão de um documento junto da Comissão da Carteira e Ética, que teria como objetivo influenciar a retirada da minha carteira profissional e impedir o exercício da minha profissão.
No dia de ontem, segundo informações que recebi, Isaías Kalunga terá orientado colaboradores próximos, entre os quais Wilber Cassule, para mobilizar conselhos provinciais em todo o país com o objetivo de me remover de diversos grupos de WhatsApp. Tal medida estaria relacionada com a divulgação frequente de conteúdos sobre a alegada caducidade do seu mandato e sobre a nova direção eleita, liderada por Wilson Domingos, apontado como o novo presidente.
Após essa orientação, vários secretários e membros solidários com a situação terão partilhado comigo informações sobre alegadas ações destinadas a atacar a página oficial da MWENE-NEWS e, em particular, a minha pessoa enquanto responsável pelo órgão. Ainda ontem, por volta das 20 horas, recebi uma chamada telefónica de Wilber Cassule, durante a qual, segundo afirmo, foram proferidas ameaças de agressão física e ofensas à minha integridade, situação que alegadamente terá sido registada e divulgada em áudios partilhados em vários grupos de WhatsApp.
Perante estes factos, venho solicitar publicamente a atenção das autoridades competentes, em especial das autoridades da província de Luanda, para que acompanhem esta situação. Entendo que os atos que denuncio representam uma tentativa de silenciar profissionais da comunicação social que exercem a sua atividade de forma independente e que não partilham determinadas posições ou interesses.
Quero deixar claro que, enquanto jornalista de profissão, continuarei a cumprir o meu dever de informar com responsabilidade, rigor e dedicação. Não me deixarei intimidar por pressões, ameaças ou quaisquer tentativas de condicionamento do exercício da atividade jornalística.
A classe jornalística não pode ser vítima de perseguições ou intimidações num Estado que se assume democrático. Nenhuma influência política, institucional ou pessoal deve servir para limitar a liberdade de imprensa ou impedir o trabalho dos profissionais da comunicação social.
Condeno veementemente os comportamentos que denuncio e apelo ao fim de todas as ações que atentem contra a liberdade de expressão, a integridade física e a dignidade dos jornalistas. Reitero ainda que continuarei a exercer a minha profissão com zelo, ética e compromisso para com a verdade e o interesse público.
Luanda, 10 de Junho de 2026.
Adelino Punga.