TRABALHADORA DA EMPRESA GRUPO SANABEL ENTRA VIVA SAI MORTA SEM EXPLICAÇÃO PLAUSIVE DA DIRECÇÃO
Esmeralda Luzia Francisco Almeida, 30 anos, funcionária a seis anos na fábrica SABANEL, indústria alimentar, dirigida pelos irmãos Jalalah e Abbas Nasrallh, localizada no bairro Kikuxi, município do Kilamba, foi a óbito domingo 09, pelas 00H00, contrariamente aos depoimentos dos responsáveis da empresa que referiam às 02H00 de domingo. A família acredita existir mão invisível e, considera “morte misteriosa”.
Madalena Caetano Francisco (tia-mãe) de Esmeralda Almeida (vítima), em exclusivo ao Na Lente do Crime, ”olha hoje é o segundo dia, ainda não apareceu aqui nenhum dirigente da fábrica, não deram nada e disseram-nos que não podem dar caixão, nem fazer algum apoio porque o regime deles não permite nada disso, vão apenas fazer as contas do salário, juntar os subsídios de férias e ponto final”. Será estamos no Líbano? Pergunta.
“Nós aqui nos falta tudo, desde a água a alimentação, estamos agastados com os responsáveis da fábrica Sanabel, se na morte de um trabalhador tratam assim o caso, e o que será que acontece com os funcionários? Eles não querem saber de nada”.
Continuou: “A Esmeralda no sábado passou o dia todo em casa a retemperar energias para a noite que se seguia. Disse-nos que faria turno no trabalho. As 18H00 confecionou o jantar, deu banho a filha e as 18H20 despediu-me, rumo a fábrica Sanabel”, disse.
As 02H00 da madrugada recebemos um telefonema de um suposto colega, alegava que a Esmeralda teve um desmaio repentino e foi levada ao posto médico interno, para os primeiros socorros. O meu esposo retorquiu directo, você me esta dizer que a Esmeralda morreu? Ele respondeu que sim, voltou a interrogar, onde esta o corpo? Ele respondeu que esta mesmo aqui no posto médico, asseverou.
Chegamos às 03H00 na fábrica Sanabel. No interior da empresa encontravam-se agentes da polícia, algumas colegas e uma viatura do estilo de Toyota Hyace curto conhecido como “agarrar bebé” cor branca, vidros fumados, com as portas trancadas. Longe de mim que o corpo da minha filha estivesse aí, agachada nos bancos apertados. Como não via o corpo, pedi que me levassem ao posto médico afim de observar, mas, a polícia não permitia.
AS DESCONFIANÇAS
Segundo Madalena, ao Na Lente do Crime, “o telefonema foi feito com o telefone da Esmeralda, das 02H10 adiante o telefone já não chamava. Assim que cheguei na empresa as o3h00, ao interrogar o referido colega, dizia que o telefone bloqueou, aceitei porque a Esmeralda tinha código em tudo, até nas pastas.
Enquanto chorava e lamentava no exterior da Sanabel, uma colega da malograda por compaixão confidenciou-me, que a Esmeralda chegou toda alegre e bem-disposta, mas ligeiramente atrasada, o que era suposto o branco (chefe), não permitir que trabalhasse.
Aconselhei-a ir falar com a chefia e perguntar se podia trabalhar, no seu regresso disse que foi autorizada. Serviu-se o jantar no refeitório, depois rumaram para as áreas de serviço. Quinze minutos depois, a Esmeralda caiu duro no chão, mijou-se e ficou.
Madalena sublinhou que, voltou a entrar para a fábrica, aguentou até as 10H00, foi quando abriram a porta da viatura e para o seu espanto, observou a filha agachada entre os bancos, toda apertada e a viatura toda quente. Tentou aproximar-se mas não foi permitida. Neste momento, os familiares revoltaram-se.
A polícia transferiu o corpo para a viatura de remoção do SIC “. Neste momento, notou-se um líquido estranho. Ao perguntar de que líquido se tratava e de onde saiu, imediatamente mandaram um funcionário limpar o líquido.
Acrescentou que as colegas que supostamente presenciaram o caso e nós os familiares, nos dirigimos ao comando da polícia da centralidade do Kilamba. No interrogatório, os colegas contradiziam-se. Primeiro diziam que morreu às 02H00, mas, nos depoimentos disseram que morreu às 00H00, isto esta registado nos autos, conta.
OS CÓDIGOS
Os Serviços de Investigação Criminal (SIC), queriam explorar o telefone, só que tinha códigos. Mais uma vez, o referido colega, foi chamado para desbloquear, e fê-lo. A minha pergunta é: Como é que esse colega tinha acesso aos códigos das pastas de mensagens, fotografias, etc? Fiz esta pergunta a frente do investigador que achou impertinente. Minutos depois surge o DRH e um suposto advogado. Ao aperceber-se da actitude do jovem colocou-se a ralhar, e, de seguida o expulsou da sala.
Esmeralda Almeida, deixa uma filha de 10 anos. Vai a enterrar na quinta-feira 13.08.26 no cemitério municipal de Viana.