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VOLVIDOS 21 DIAS NENHUM MILITANTE DEU A CARA NA SEDE DO MPLA PARA FORMALIZAR A SUA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DO PARTIDO

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Volvidos 21 dias, desde que oficialmente foi aberto o processo de candidaturas à Presidência do MPLA, nenhum militante “deu a cara” na sede do partido, para oficializar a sua candidatura, no âmbito do 9º Congresso Ordinário agendado para  09 a 10 de Dezembro deste ano.

REDACÇÃO: CORREIO DA MANHÃ

 “Ainda estamos dentro do prazo. Mais até qui ainda não recebemos nenhum militante a formalizar a sua candidatura à presidência do partido”, disse   uma fonte da subcomissão de candidaturas.

A subcomissão chefiada pelo militante Job Pedro Castelo Capapinha, tem como principais competências recepcionar, analisar e validar as candidaturas aos órgãos individuais e colegiais do partido, bem como elaborar relatórios a submeter às instâncias competentes.

Segundo o regulamento, todos os militantes no pleno gozo dos seus direitos estatutários podem candidatar-se, desde que não estejam abrangidos por inelegibilidades, sendo exigido um tempo mínimo de militância que varia entre cinco e 15 anos, conforme o cargo almejado.

Para a candidatura ao cargo de Presidente do MPLA, os proponentes devem reunir o apoio de pelo menos cinco mil militantes, distribuídos por todas as províncias do País, garantindo base de suporte geograficamente distribuída e representativa da estrutura nacional.

Os restantes níveis exigem entre  mil e 2.500 subscritores, estabelecendo escalas diferenciadas conforme a importância e alcance do cargo a ser disputado.

Esta configuração, segundo a subcomissão,  reflete a importância estratégica da posição presidencial e garante que candidatos à liderança suprema do Partido possuam capacidade demonstrada de mobilização nacional e aceitação em todas as regiões geográficas de Angola.

O 9º Congresso Ordinário do MPLA está agendado para os dias 09 a 10 de Dezembro de 2026 tem  o lema “MPLA – Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro”, visa discutir a orientação política, definir estratégias para os próximos anos e consolidar as estruturas do partido.

Até ao início de 2026, pelo menos dois nomes manifestaram publicamente a intenção de se candidatar à presidência do MPLA, visando o IX Congresso Ordinário.

Tratam-se do general na reserva Higino Carneiro e militante António Venâncio já manifestou o desejo de se candidatar à liderança do partido.

Num dos seus pronunciamentos, o actual Presidente do MPLA, João Lourenço, indicou que as candidaturas múltiplas não beliscam a harmonia do partido, mas pediu calma aos “apressados”, afirmando que o candidato será conhecido no congresso.

O congresso contará com 3000 delegados de todo o país e da diáspora, marcando o início do mandato 2026–2031 e servirá como preparação para os desafios eleitorais de 2027, exigindo mobilização, rigor organizativo e reforço do combate político.

Entre as principais novidades no congresso, destaca-se a redução do Comité Central para 593 membros, uma diminuição de 14,5 por cento, mantendo-se os princípios de continuidade de 55 por cento, renovação de 45 por cento e, a garantia de representação feminina de 50 por cento em órgãos colegiais.

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