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ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO NA DIREÇÃO MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO EM MBANZA CONGO

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Têm surgido sérias preocupações relacionadas com a gestão dos recursos financeiros destinados ao funcionamento do sector da Educação no Município de Mbanza Kongo, particularmente no que diz  aos processos de aquisição, cabimentação, pagamento e receção de materiais escolares e administrativos.

De acordo a  análise dos documentos em posse da NSISA REFLEXÕES, foram identificados, num período de três meses consecutivos, três pagamentos no IBAN  relacionados com o fornecimento de tinteiros, resmas de papel e quadros nos seguintes valores:

1- 28 de fevereiro de 2026 : 13.074.032,72 Kz;

2-28 de março de 2026 : 9.649.122,91 Kz;

3- 29 de abril de 2026: 3.508.701,97 Kz.

Os três pagamentos perfazem o montante global de 26.231.857,60 Kz (vinte e seis milhões, duzentos e trinta e um mil, oitocentos e cinquenta e sete kwanzas e sessenta cêntimos).

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Segundo os documentos, os referidos processos encontram-se relacionados com a empresa GEMKEVE COMÉRCIO E SERVIÇOS, LDA associado ao IBAN : 0040.0000.7814.9851.1011.8.

Um dos aspectos que suscita particular preocupação,  é a informação segundo a qual, os materiais correspondentes aos pagamentos acima referidos,  não teriam sido efetivamente entregues aos destinários ou seja, os directores das escolas reclamam da falta de materiais quase em 97% das escolas no município de Mbanza Congo na Província do Zaíre.

A nossa equipa   apurou que,  a empresa GEMKEVE COMÉRCIO E SERVIÇOS, LDA não dispõe de escritório ou estabelecimento conhecido no Zaíre e a nossa  investigação  sobre a empresa,  estendeu-se noutras províncias, porém pelas informações recolhidas, a empresa em causa supostamente não dispõe de um endereço fiscal, até se prove o contrário, essa é igual as diversas empresas que só existem no papel .

Os indícios de corrupção, assumem uma dimensão que merece investigação mais aprofundada  da PGR   e do SINSE,  quando após a primeira denúncia da NSISA REFLEXÕES  relacionada com as irregularidades na gestão dos recursos destinados à Educação, particularmente no âmbito do denominado “Plano BOSS, a nossa redação terá enviado uma mensagem  ao senhor Eduardo Lemos,  chefe da direcção municipal da educação de Mbanza Congo,  sobre a compra do material por parte da VIETTEC – PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (SUC), LDA, do suposto cidadão vietinamita  associada ao IBAN  0006.0000.5821.8168.3014.3 e que até o final do ano lectivo, a entregue nunca tinha sido feita  – Lemos, não respondeu ao contraditório e pressionado, apareceu com o material as pressas na província  alegadamente dos valores  conforme os pagamentos abaixo :

1- 28 de Fevereiro de 2026  : 10.889.861,00

2- 29 de Abril de 2026 :  17. 820.720,00

Perfazendo um total de  um total de 28 milhões  para o mesmo material que não forneceu às escolas do município de Mbanza Congo do Zaíre.

 De acordo as nossas investigações, a empresa VIETTEC – PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (SUC), LDA é ligada ao senhor Eduardo Lemos e  também supostamente  não possuí escritório ou estabelecimento conhecido em Mbanza Kongo, circunstância que, tal como no caso anterior, deverá ser documentalmente verificada pelas entidades competentes.

Um outro aspecto que mereceu a nossa  especial atenção,  é o facto de os materiais apresentados através da VIETTEC – PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (SUC), LDA  serem  iguais ou substancialmente semelhantes aos materiais anteriormente associados aos pagamentos efetuados à GEMKEVE COMÉRCIO E SERVIÇOS, LDA e só chegaram em Mbanza Congo após o fim do ano lectivo e também por força da nossa denúncia .

A fonte informou a nossa redação que,  há  informações que apontam para a existência de uma alegada proteção ou influência político-partidária em benefício de Eduardo João Lemos, responsável municipal ligado ao sector da Educação.

Segundo as informações recebidas, essa alegada proteção estaria relacionada com Manuel Matangu Mfutila, Segundo Secretário Municipal do MPLA, e Garcia Vieira, Segundo Secretário provincial do MPLA sendo apontadas como possíveis razões da alegada origem comum no Município do Kuimba e a condição de militante do MPLA atribuída a Eduardo João Lemos. 

Ainda ao senhor Eduardo João Lemos,  é atribuida uma suposta protecção dos serviços de inteligência e segurança do estado, tal alegada proteção faz com que o director municipal da educação em Mbanza Congo, gabe-se nos bastidores de que podem denunciar o que quiserem, o governador orientou que não se pode exonerar alguns minlitantes de proa na para não fragilizar o partido.

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