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“GUERRA PELA HERANÇA DE NANDÓ CHEGA AO CEMITÉRIO PARA DESTRUIÇÃO DA CAMPA”

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Viúva e alguns filhos do antigo Presidente da Assembleia Nacional são acusados de tentar destruir estrutura provisória construída pela filha Elisabeth Dias dos Santos

ºUma alegada disputa familiar em torno do património deixado pelo antigo Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, terá chegado ao cemitério dos Altos das Cruzes, em Luanda, onde uma intervenção policial terá impedido a destruição da campa provisória construída pela filha Elisabeth Dias dos Santos.

Segundo uma fonte que pediu anonimato, a estrutura teria sido construída pela terceira filha de Nandó depois de constatar que a campa do pai se encontrava degradada e abandonada há vários meses. A mesma fonte afirma que, quando Elisabeth procurou melhorar as condições do local, surgiu a informação de que a viúva do antigo governante e alguns dos seus filhos pretendiam destruir a estrutura, situação que levou à intervenção da Polícia para impedir que a acção avançasse.

A alegada tentativa de destruição da campa ocorre num contexto de uma disputa familiar relacionada com a gestão do património deixado por Nandó. De acordo com a fonte, Elisabeth Dias dos Santos encontra-se há cerca de nove meses sem exercer plenamente a gestão de patrimónios e empresas nos quais trabalhava com o pai na qualidade de sócia e gestora. A fonte sustenta que a situação se agravou depois de surgirem informações de que Elisabeth poderia assumir a posição de cabeça de casal na gestão da herança.

A fonte considera que Elisabeth teria sido uma das pessoas mais próximas do pai, destacando a sua participação em actividades empresariais e institucionais ao lado do antigo Presidente da Assembleia Nacional, tanto em Angola como no exterior. Por esse motivo, segundo a mesma fonte, a possibilidade de ela assumir responsabilidades na gestão do património teria provocado divergências no seio da família.

A fonte acusa ainda a viúva e alguns filhos de promoverem alegadas campanhas de calúnias e difamações contra Elisabeth nas redes sociais. Estas acusações, contudo, não foram acompanhadas de elementos independentes que permitam confirmá-las.

No centro da controvérsia está também a discussão sobre quem reúne condições para assumir a responsabilidade de cabeça de casal. A fonte questiona se alguns dos familiares envolvidos na disputa teriam condições para exercer essa função, fazendo referência, entre outros aspectos, a alegados problemas comportamentais e pessoais de alguns filhos.

São citados os nomes de Cláudio Dias dos Santos e Hélder Dias dos Santos, a quem a fonte atribui comportamentos agressivos e outros problemas pessoais. Estas alegações são apresentadas exclusivamente pela fonte e carecem de confirmação independente.

A mesma fonte questiona igualmente a forma como a família tem conduzido o processo e defende que as instituições competentes devem intervir para encontrar uma solução que permita preservar o património e evitar o agravamento das divergências familiares.

Outro ponto levantado pela fonte prende-se com a situação dos trabalhadores das empresas associadas ao património de Fernando da Piedade Dias dos Santos. Segundo a denúncia, mais de 500 trabalhadores estarão a enfrentar dificuldades relacionadas com salários e outros encargos, enquanto permanece indefinida a situação de gestão dos negócios.

Apesar das acusações e divergências, a fonte afirma que Elisabeth Dias dos Santos tem optado pelo silêncio, considerando que essa postura não deve ser interpretada como admissão de culpa ou concordância com as acusações, mas como uma possível estratégia para evitar o agravamento do conflito familiar.

A fonte defende, por isso, que o processo seja resolvido com celeridade pelas instituições de direito, tendo em conta os interesses dos herdeiros, a preservação do património e, sobretudo, a situação dos trabalhadores afectados.

Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó” morreu a 18 de Dezembro de 2025 e foi sepultado quatro dias depois, a 22 de Dezembro, no cemitério dos Altos das Cruzes, em Luanda.

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