DENÚNCIA DE VIOLAÇÃO A MENOR DE IDADE E O CRIMINOSO QUER FUGIR EM PORTUGAL
Vim a público denunciar formalmente um crime grave de violação sexual e ameaça de morte cometido contra a minha sobrinha, menor de 15 anos de idade. Para salvaguardar a imagem, a privacidade e a reputação da minha sobrinha, não divulgarei o seu nome nem a sua fotografia.
Eu sou tia da menor (irmã do pai dela, que infelizmente é falecido) e não posso permitir que a impunidade prevaleça diante de um acto tão hediondo.
O agressor é o senhor Josemar Luamba Ferreira, de 35 anos, conhecido na família pelo apelido de “Fofo” (primo da mãe da menina). O indivíduo encontrou a minha sobrinha numa paragem de táxi, ela indo para a escola, próxima das suas residências e ofereceu-lhe boleia. Em vez de a levar ao destino, conduziu a menor até à zona do Benfica, onde cometeu o abuso sexual, a menina era virgem e ainda assim ele não teve piedade, pediu-lhe para fazer sexo oral e a menina dizendo que não sabe fazer isso ameaçou-a com faca.
Em seguida, levou-a até aos Ramires, voltando a abusar dela com penetração e deixou o seu sémen . Por fim, deixou a menor na escola, sob graves ameaças de morte a sua mãe e a ela caso contasse o ocorrido a alguém, afirmando que a “estava a lhe guardar há muito tempo”.

Gostaria de ressaltar com indignação os seguintes pontos:
A mãe da minha sobrinha (minha ex-cunhada) já apresentou queixa formal às autoridades policiais. Contudo, a família do lado materno da menor está a tentar abafar o caso. O irmão do agressor é advogado e está a interceder no sentido de influenciar o processo e coagir familiares a manterem o silêncio como já fez muitas vezes inclusive em Benguela.
O acusado já cometeu outros crimes graves nas províncias de Benguela e noutras regiões, tendo sido constantemente protegido e livrado de responsabilização criminal pela família da sua mãe. Neste momento, o indivíduo possui visto emitido para Portugal, existindo um risco iminente de fuga do país para se esquivar à justiça.
Como família por parte do pai falecido, recusamo-nos a ser cúmplices deste crime que destruiu a integridade física e psicológica de uma criança no seio do que deveria ser o seu ambiente de proteção.
Apelo às autoridades competentes, aos órgãos de investigação criminal e à sociedade civil para que este caso não fique impune e que sejam tomadas as devidas medidas cautelares para deter o suspeito antes da sua saída do território nacional.