NO UÍGE: DOSSIÊ INSTITUTO TÉCNICO DE SAÚDE CARLOS NUNES CONTINUA SOB PRESSÃO APÓS MAIS DE 500 ALUNOS FICAREM SEM AULAS
UNITA realiza visita de seguimento ao colégio encerrado e denuncia alegada cobrança de 4 mil kwanzas por declarações, apesar da falta de vistoria e legalização da instituição.
CORREIO DA MANHÃ
O encerramento do Instituto Técnico de Saúde Carlos Nunes continua a gerar preocupação entre estudantes e encarregados de educação, depois de mais de 500 alunos terem ficado sem aulas e sem acesso aos respectivos estágios. O caso voltou à agenda de acompanhamento do Secretariado Municipal da UNITA no Uíge, liderado por Olavo Castigo, que realizou novas diligências junto das partes envolvidas para avaliar o cumprimento das recomendações apresentadas às autoridades do sector da Educação.
A iniciativa surge na sequência de uma primeira reunião realizada no Gabinete Provincial da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação do Uíge, onde foram discutidas possíveis soluções para salvaguardar o percurso académico dos estudantes afectados pelo encerramento da instituição.
Na ocasião, segundo informações avançadas pela comitiva, a Direcção Provincial manifestou disponibilidade para acolher os mais de 500 alunos, de modo a evitar a interrupção da sua formação académica.
Entretanto, numa segunda etapa, a delegação deslocou-se às instalações do Instituto Técnico de Saúde Carlos Nunes, numa visita de seguimento às recomendações discutidas no encontro de 30 de Outubro, com o objectivo de verificar a situação da instituição e as condições para a sua eventual regularização.
Durante as diligências, a comitiva denunciou a alegada cobrança de 4.000 kwanzas por declarações aos estudantes, numa altura em que o estabelecimento permanece encerrado e ainda não terá sido submetido à vistoria necessária para a sua legalização.
Já na mais recente deslocação ao terreno, realizada esta quinta-feira, 5 de Novembro, Olavo Castigo e os membros da sua comitiva mantiveram contactos com representantes dos estudantes e encarregados de educação, procurando recolher informações sobre as dificuldades enfrentadas pelas famílias e acompanhar os passos dados para a resolução do impasse.
A situação continua a levantar questões sobre o futuro académico dos estudantes, sobretudo no que diz respeito à continuidade das aulas, à realização dos estágios e à regularização dos processos escolares.
A comitiva defende que o encerramento da instituição não deve representar a perda do ano lectivo para os alunos e considera necessária uma intervenção célere das autoridades competentes, de modo a garantir uma solução que respeite os direitos dos estudantes.
Enquanto decorrem as diligências, o Instituto Técnico de Saúde Carlos Nunes deverá permanecer encerrado até à realização da vistoria e à conclusão dos procedimentos legais exigidos para o seu funcionamento.
O caso continua, assim, a aguardar uma solução institucional que permita devolver os estudantes às salas de aula e esclarecer as questões relacionadas com as cobranças denunciadas.