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	<title>Arquivo de Opinião - .</title>
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	<title>Arquivo de Opinião - .</title>
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		<title>AFINAL O QUE QUEREM???</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 09:06:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Querem cumprir um percurso democrático normalizado com eleições partidárias e nacionais livres, ou querem uma...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Querem cumprir um percurso democrático normalizado com eleições partidárias e nacionais livres, ou querem uma insurreição, anarquia ou revolução?&nbsp;<br>Temos instalada em Luanda, com fertilizantes externos vergonhosos, uma teia idiossincrática geracional, tecida de aflição, insanidade, vacuidade e taticismos que geram e vão gerando viva repulsa nas militâncias e na cidadania.<br>Há sucessão de vedetas no desfile folclórico hilariante, o líder subserviente deprimido, bacharel tirano psicopata intrujão, Adalberto Costa Júnior, foi relegado na ginga e fantasia por Irina Diniz, e esta foi jogada para a escuridão&nbsp;da passarela porque as luzes foram priorizadas para o momento da conveniência de grupo liderado&nbsp;por Higino Lopes Carneiro.&nbsp;<br>É desolador o ruído que ecoa do vazio político de todas as oposições, abafado pelo silêncio determinado e institucional de João Manuel Gonçalves Lourenço, enquanto líder do MPLA e candidato à liderança, e como Chefe de Estado, vincando uma diferença de substância sem equívocos que criam nervosismo pela percepção da determinação sem hesitações de apoio da cidadania.<br>Nem a UNITA nem Higino Carneiro querem votos, o Galo Negro pondera não marcar presença nas eleições de 2027, o homem de Calulo, dono do Recreativo do Libolo, tem uma missão cada vez mais clara, tentar obstruir a candidatura de João Lourenço à liderança do MPLA.<br>Mas o tempo tudo dissipa, basta dar tempo a João Lourenço, e o tempo dar-lhe-á razão, e eles sabem disso, vão-no revelando com a proximidade da exigência de cumprimento de regras estatutárias e constitucionais, e os “matumbos” vêm-se a um passo do abismo.<br>Movido pelo ódio e reduzido à sua insignificância, Graça Campos e os seus capangas essenciais, banalizados no escárnio e maldizer, já se apoiam em bengalas de Portugal, incentivando insurreições a partir do conforto do ar condicionado de Lisboa, de gentalha instalada com os filhos em bons colégios e universidade pagas com os fundos saqueados do Erário, e que impulsionam um regresso ao passado que combata a probidade que emergiu&nbsp;como opção inevitável em 2017, reforçada em 2022, e garantida na continuidade em 2027, como alicerce da consolidação&nbsp;da democracia, garantia da liberdade, transparência, e renovadora da esperança que se vai erguendo com a Nova República.</p>
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		<title>PUTO DE CARLOS FEIJÓ: N’GUNU TINY O EMPRESÁRIO SÃO‑TOMENSE ASSUME GESTÃO DAS BOLSAS DA ANPG</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 15:10:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Presidente angolano aprovou, desde 2024, fundos destinados a bolsas de estudo nacionais e internacionais,...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Presidente angolano aprovou, desde 2024, fundos destinados a bolsas de estudo nacionais e internacionais, sob tutela da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).</p>



<p>De acordo com apurações, o jurista e empresário são‑tomense N’Gunu Olívio Noronha Tiny foi contratado para gerir este processo através da sua empresa Oak Development FZE.</p>



<p>À decisão insere‑se na estratégia da ANPG de reforçar o programa Okutanga , iniciativa social ligada ao setor petrolífero e financiada por fundos autorizados pelo Presidente da República, João Lourenço, no âmbito da política de responsabilidade social das companhias de petróleo.</p>



<p>Com esta medida, Tiny passa a desempenhar um papel central na coordenação dos processos de seleção, acompanhamento e gestão administrativa dos beneficiários, consolidando a ligação entre o sector petrolífero e a formação de capital humano qualificado.</p>



<p>N’Gunu Olívio Noronha Tiny que se desconhece em que modalidade ficou com o processo de gestão das bolsas da ANPG, é igualmente fundador e CEO do grupo internacional de investimentos Emerald Group. Formado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, completou estudos avançados na London School of Economics e na Harvard Law School. Iniciou a sua carreira no escritório Carlos Feijó &amp; Associados em Luanda, antes de se estabelecer em Londres, onde cofundou a Eaglestone e presidiu ao conselho até 2013.</p>



<p>Ao longo da sua trajetória, Tiny desempenhou cargos de relevo no setor financeiro e empresarial: foi fundador e presidente do Banco Postal (2016–2018) dos filhos mais novos de José Eduardo dos Santos, membro da Comissão do Mercado de Capitais de Angola (2011–2012) e administrador da De Beers Angola Investments.</p>



<p>Club-K</p>
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		<title>OBRAS NÃO APAGAM DÉCADAS DE ABANDONO: O POVO DO ZAIRE NÃO DEVE CAIR NESTA NARRATIVA!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 08:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alguns membros do MPLA no Zaire afirmam que Pedro Tanda deixará de ter argumentos para...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Alguns membros do MPLA no Zaire afirmam que Pedro Tanda deixará de ter argumentos para a campanha eleitoral de 2027 porque o Governo está a concluir ou a executar várias infra-estruturas na província, entre elas:</p>



<p>* O Hospital Geral de Mbanza Kongo;</p>



<p>* O Aeroporto Internacional Nimi a Lukeni;</p>



<p>* A Centralidade de Mbanza Kongo, incluindo os primeiros 200 apartamentos já entregues;</p>



<p>* A via principal do Soyo;</p>



<p>* As estradas de Kuimba, Madimba, Kaluka, Kindeji, Serra de Kanda, Nóqui e Lufico;</p>



<p>* A ponte sobre o rio Mbridge, no N’Zeto.</p>



<p>Segundo essa narrativa, estas obras serão suficientes para calar a boca Tanda e Mbalu, e garantir uma vitória eleitoral do MPLA em 2027.</p>



<p>Mas esta visão revela uma compreensão limitada da política e uma profunda subestimação da consciência do povo do Zaire.</p>



<p>1. Em primeiro lugar, as obras não pertencem ao MPLA.</p>



<p>É importante recordar que o Hospital Geral de Mbanza Kongo, o Aeroporto Nimi a Lukeni, as estradas, as centralidades e todas as demais infra-estruturas não são património do MPLA.</p>



<p>São obras financiadas com recursos públicos, provenientes dos impostos dos cidadãos e das riquezas nacionais, incluindo o petróleo extraído maioritariamente na própria nossa província do Zaire, particularmente no Soyo, (Soyo dieto).</p>



<p>Governar não é fazer favores ao povo. Governar é cumprir deveres.</p>



<p>Nenhum governante deve exigir gratidão eleitoral por realizar aquilo que constitui uma obrigação constitucional do Estado.</p>



<p>2. Em segundo lugar, o povo tem o direito de perguntar: por que demorou tanto?</p>



<p>A questão principal não é apenas o que está a ser feito agora.</p>



<p>A questão é: por que razão estas obras demoraram tantos anos a acontecer?</p>



<p>* O Hospital Geral arrastou-se durante quase 15 anos;</p>



<p>* O aeroporto passou por sucessivos adiamentos;</p>



<p>* Muitas estradas permaneceram degradadas durante décadas;</p>



<p>* As centralidades foram prometidas muito antes de começarem a sair do papel.</p>



<p>Se estas necessidades já eram conhecidas há muito tempo, porque só agora se assiste à sua concretização?</p>



<p>Esta é uma pergunta legítima que nenhum cidadão deve ser impedido de fazer.</p>



<p>3. Em terceiro lugar, desenvolvimento não é apenas cimento e betão</p>



<p>= Uma estrada é importante.</p>



<p>= Um hospital é importante.</p>



<p>= Um aeroporto é importante.</p>



<p>Mas desenvolvimento não se mede apenas por inaugurações.</p>



<p>O povo do Zaire continua a enfrentar problemas profundos:</p>



<p>* Desemprego juvenil elevado;</p>



<p>* Falta de oportunidades económicas;</p>



<p>* Dificuldades de acesso à água potável em várias localidades;</p>



<p>* Problemas enfrentados pelos pescadores;</p>



<p>* Escassez de indústrias locais;</p>



<p>* Pouca integração dos quadros da província em sectores estratégicos;</p>



<p>* Persistência da pobreza em comunidades localizadas numa das regiões mais ricas de Angola.</p>



<p>O verdadeiro desenvolvimento acontece quando as infra-estruturas melhoram efectivamente a vida das famílias.</p>



<p>4. Em quarto lugar, democracia não se resume a inaugurações</p>



<p>Pensar que uma obra inaugura automaticamente um voto é reduzir a democracia a um simples acto de propaganda.</p>



<p>O cidadão consciente avalia:</p>



<p>* As promessas feitas;</p>



<p>* As promessas cumpridas;</p>



<p>* As promessas esquecidas;</p>



<p>* Os resultados alcançados;</p>



<p>* E o impacto real das políticas públicas na sua vida.</p>



<p>A democracia exige prestação de contas, fiscalização e avaliação permanente da governação.</p>



<p>5. Em quinto lugar, ninguém deve ser “calado” numa democracia</p>



<p>Dizer que uma obra servirá para “calar” um dirigente político demonstra uma visão incompatível com os princípios democráticos.</p>



<p>Numa democracia, a função da oposição não é ficar calada.</p>



<p>A função da oposição é:</p>



<p>* Fiscalizar;</p>



<p>* Questionar;</p>



<p>* Denunciar falhas;</p>



<p>* Apresentar alternativas;</p>



<p>* Defender os interesses das populações.</p>



<p>Uma obra pública não elimina o direito ao contraditório nem substitui o debate político.</p>



<p>A verdadeira questão:</p>



<p>O que deve interessar ao povo do Zaire não é saber se Pedro Tanda terá ou não argumentos em 2027.</p>



<p>A verdadeira questão é esta:</p>



<p>Depois de mais de 50 anos de governação, o MPLA conseguiu transformar o enorme potencial económico do Zaire em prosperidade para a maioria dos seus habitantes?</p>



<p>É essa pergunta que cada cidadão deverá responder quando chegar o momento de votar.</p>



<p>Porque as obras podem impressionar.</p>



<p>Mas é a qualidade de vida do povo que determina o verdadeiro balanço de qualquer governação.</p>
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		<item>
		<title>EXIGÊNCIA PÚBLICA À UNITA SOBRE O PARADEIRO DOS RESTOS MORTAIS DE ANTÓNIO NABUCO SEBASTIÃO DEMBO “GENERAL DEMBO ”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:22:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nós, familiares, preocupados com a preservação da verdade histórica e da dignidade humana, vimos por este meio exigir à UNITA que esclareça, de forma pública, transparente e definitiva, as circunstâncias da morte do General António Sebastião Dembo.</p>



<p>Passadas décadas desde o seu falecimento, persistem dúvidas e interrogações legítimas sobre os acontecimentos que antecederam a sua morte, bem como sobre o local exato onde foi sepultado. Consideramos que a família tem o direito inalienável de prestar aos restos mortais do seu ente querido, as devidas homenagens de acordo com as suas tradições e convicções.</p>



<p>Por isso, exigimos a Unita que, indique publicamente o local exacto onde o General Dembo foi sepultado, disponibilize todas as informações e documentos que possua sobre as circunstâncias da sua morte, e, que coopere com a família e com CIVICOP para o esclarecimento histórico dos factos.</p>



<p>O trabalho da CIVICOP representa um importante contributo para a Reconciliação Nacional, para a preservação da memória histórica e para a dignificação de milhares de famílias que, durante décadas, viveram na incerteza quanto ao paradeiro dos seus entes queridos.</p>



<p>A devolução dos restos mortais às respetivas famílias permite não apenas a realização de cerimónias fúnebres dignas, mas também o encerramento de um longo ciclo de sofrimento e espera.</p>



<p>Contudo, lamentamos profundamente o facto de, não terem sido disponibilizadas informações claras e concretas sobre o local onde o nosso ente querido foi sepultado. É igualmente motivo de preocupação que o nosso partido UNITA que detêm estas informações, não tenham tornado público o paradeiro dos seus restos mortais nem fornecido os esclarecimentos necessários para que a CIVICOP possa concluir o seu trabalho.</p>



<p>Manifestamos a esperança de que todos os angolanos desaparecidos ou cujos locais de sepultamento permanecem desconhecidos possam, um dia, ser localizados e devolvidos às suas famílias.</p>



<p>Apelamos ao nosso partido Unita e ao nosso Líder, Adalberto da Costa Júnior, para que assumam a responsabilidade histórica de esclarecer estes factos e tragam ao conhecimento público, pela verdade, pela memória e pela dignidade do General António Nabuco Sebastião Dembo.</p>



<p>Maio / 2026</p>



<p>&nbsp;A Família</p>
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			</item>
		<item>
		<title>NOVELA JU MARTINS: EM ANGOLA, ASSISTIMOS A UM CASO QUE MERECE REFLEXÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 09:10:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vídeo íntimo envolvendo o radialista Almir Agria foi suficiente para resultar na sua expulsão...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um vídeo íntimo envolvendo o radialista Almir Agria foi suficiente para resultar na sua expulsão da Rádio Nacional de Angola e no afastamento dos órgãos públicos de comunicação social. As consequências recaíram sobre ele, independentemente de quem tenha sido responsável pela divulgação do conteúdo.</p>



<p>Perante esse precedente, surge uma questão legítima: os critérios morais e disciplinares são aplicados de forma igual para todos ou existem exceções para determinadas figuras protegidas pelo poder?</p>



<p>Se a defesa da moral pública justificou sanções severas num caso, por que razão situações semelhantes parecem receber tratamentos diferentes?</p>



<p>O silêncio também comunica. E quando as regras deixam de ser universais, instala-se a perceção de que existem cidadãos de primeira e de segunda categoria.</p>



<p>Por isso, apelamos ao Presidente da República e Presidente do MPLA, Camarada João Lourenço, para que faça prevalecer o bom senso, a coerência e o respeito pelos valores que o partido sempre afirmou defender.</p>



<p>A manutenção de Ju Martins no centro desta polémica, sem qualquer esclarecimento ou posição clara, levanta dúvidas legítimas entre militantes e cidadãos. O MPLA não pode correr o risco de ser visto como uma organização que pune uns e protege outros.</p>



<p>Ainda há tempo para demonstrar que ninguém está acima dos princípios, que a moral pública não é seletiva e que a credibilidade do partido continua a assentar na justiça, na ética e na igualdade de tratamento.</p>



<p>O momento exige reflexão e ação. Porque nenhuma conveniência política pode valer mais do que a honra, os valores e o bom nome do MPLA perante os seus militantes e perante o povo angolano.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O MPLA NO FOGO CRUZADO: CASO JÚ MARTINS CONSIDERADO COMO “DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 20:14:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vamos ver até onde vai chegar!!! Dois pesos, duas medidas. O deputado da UNITA foi...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vamos ver até onde vai chegar!!!</p>



<p>Dois pesos, duas medidas.</p>



<p>O deputado da UNITA foi expulso por causa de uma viatura usada em serviço de táxi.</p>



<p>Mas Jú Martins, mesmo envolvido num escândalo de vídeos com várias mulheres, continua na Assembleia Nacional como se nada tivesse acontecido.</p>



<p>Então a pergunta é simples:</p>



<p>A moralidade só vale quando é contra a oposição?</p>



<p>Quando é oposição, há punição.</p>



<p>Quando é alguém do poder, há silêncio e proteção.</p>



<p>Isto não é ética.</p>



<p>É conveniência política.</p>
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		<item>
		<title>ANGOLA: 28 DE MAIO DE 2026 – KAMALATA NUMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 19:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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<p>O dia 28 de Maio possui um profundo significado histórico na tradição política portuguesa. Em Portugal, o 28 de Maio de 1926 representou o golpe militar que pôs fim à Primeira República e abriu caminho para a instalação de uma longa ditadura que mais tarde consolidaria o Estado Novo sob liderança de António de Oliveira Salazar.</p>



<p>A partir daquele momento, Portugal entrou num ciclo de centralização extrema do poder político, controlo institucional, censura, repressão e limitação das liberdades fundamentais, realidade que apenas terminaria com o 25 de Abril de 1974.</p>



<p>O 28 de Maio português não foi apenas uma ruptura institucional. Foi a transformação estrutural do Estado português num sistema político fechado que durante décadas procurou perpetuar-se através do controlo da sociedade, da administração, da economia e da narrativa nacional.</p>



<p>Em Angola, a reflexão histórica sobre o poder e a centralização política também exige coragem intelectual e honestidade histórica. Depois do colapso dos Acordos de Alvor e da proclamação unilateral da independência a 11 de Novembro de 1975, o país mergulhou numa longa trajectória de concentração do poder político.</p>



<p>Sob a lógica da República Popular, instalou-se um modelo de partido dominante que rapidamente absorveu o aparelho do Estado, as forças de segurança, a economia e as instituições fundamentais da República. O pluralismo político praticamente desapareceu e Angola passou a viver sob um modelo profundamente centralizado, fortemente militarizado e estruturado em torno da hegemonia do MPLA.</p>



<p>Os Acordos de Bicesse, em 1991, surgiram como esperança de abertura nacional, reconciliação política e democratização do Estado angolano. Pela primeira vez, Angola parecia caminhar para a construção de um sistema multipartidário baseado na coexistência política, na competição eleitoral e na reconstrução institucional. Contudo, a trajectória histórica demonstrou que a transição democrática angolana permaneceu profundamente incompleta.</p>



<p>As instituições nunca chegaram verdadeiramente a libertar-se da captura partidária e o Estado continuou largamente confundido com os interesses do partido dominante. A cultura de hegemonia política sobreviveu às reformas formais e consolidou-se através de novas formas de controlo administrativo, económico, institucional e comunicacional.</p>



<p>Com o fim da guerra em 2002, o povo angolano acreditou que finalmente começaria uma era de verdadeira reconciliação nacional. Muitos esperavam o nascimento de uma nova Angola assente na justiça social, na reconstrução moral do país, na valorização da cidadania e no desenvolvimento equilibrado das províncias.</p>



<p>Esperava-se a construção de uma economia capaz de transformar as enormes riquezas nacionais em prosperidade colectiva. Contudo, passadas mais de duas décadas sobre o fim formal da guerra, Angola continua marcada por profundas desigualdades sociais, extrema concentração da riqueza, exclusão económica e fragilidade institucional.</p>



<p>A realidade social angolana transformou-se numa das maiores contradições do continente africano. Um país imensamente rico em petróleo, diamantes, minerais estratégicos, terras férteis e potencial humano continua mergulhado em níveis alarmantes de pobreza estrutural. Enquanto milhões de angolanos enfrentam dificuldades extremas no acesso à alimentação, saúde, educação, água, energia e emprego, pequenas elites ligadas ao poder acumulam níveis extraordinários de riqueza e influência. Esta fractura entre o país oficial e o país real tornou-se uma das mais perigosas ameaças à estabilidade nacional futura.</p>



<p>O mais preocupante é que grande parte da elite dirigente parece incapaz de compreender a profundidade da crise histórica que se aproxima. Muitos continuam presos à lógica da arrogância institucional, do controlo administrativo e da perpetuação artificial da estabilidade política.</p>



<p>Contudo, a História demonstra repetidamente que nenhum sistema político consegue sobreviver indefinidamente quando perde progressivamente ligação moral com o sofrimento do seu povo. Os sinais de desgaste estrutural começam sempre silenciosamente, mas aceleram-se quando as instituições deixam de possuir legitimidade social suficiente para sustentar a ordem política existente.</p>



<p>Hoje, Angola vive um perigoso cruzamento entre desgaste económico, frustração juvenil, perda de esperança social, deterioração institucional e crescente crise de confiança nacional. A juventude angolana, altamente conectada ao mundo digital, passou a comparar diariamente a realidade nacional com outras experiências internacionais.</p>



<p>A narrativa oficial já não possui o monopólio da informação. As redes sociais, a circulação global de conteúdos e o crescimento da consciência política criaram uma nova geração menos disposta a aceitar passivamente a reprodução infinita das mesmas estruturas de poder.</p>



<p>Entretanto, o próprio sistema político parece revelar enormes dificuldades em construir um verdadeiro Pacto de Estabilidade Nacional. Em vez de abertura política, diálogo profundo e reformas estruturais, muitas vezes prevalecem mecanismos de fechamento institucional, desconfiança e sufocamento das iniciativas capazes de gerar reconciliação efectiva. A estabilidade nacional não pode existir apenas como controlo administrativo ou domínio partidário. A verdadeira estabilidade nasce da confiança entre governantes e governados, da justiça institucional, da inclusão económica e da percepção colectiva de esperança nacional.</p>



<p>Existe hoje uma sensação crescente de esgotamento moral do sistema político angolano. Muitos sectores da sociedade observam com preocupação a incapacidade das elites nacionais em construir consensos estratégicos para o futuro do país. O perigo não reside apenas nos erros do presente, mas sobretudo na incapacidade de reconhecer os sinais de transformação histórica que começam a surgir. A História raramente anuncia claramente os seus pontos de ruptura. Muitas vezes, os sistemas entram em declínio exactamente quando acreditam possuir controlo absoluto sobre tudo.</p>



<p>É neste contexto que o papel das forças políticas na oposição ganha enorme relevância histórica. A oposição não pode limitar-se apenas à crítica emocional ou à reacção episódica. Precisa apresentar visão nacional, maturidade institucional, capacidade governativa e responsabilidade histórica.</p>



<p>A pressão democrática legítima constitui parte essencial de qualquer sociedade que pretenda evitar o colapso institucional futuro. A continuidade da pressão política, da mobilização cívica e da defesa da transparência torna-se fundamental para impedir que Angola caminhe para uma situação de ruptura social imprevisível.</p>



<p>A liderança de figuras políticas da oposição, incluindo Adalberto Costa Júnior, continuará inevitavelmente a desempenhar papel importante neste ambiente de crescente tensão política e social. Contudo, o desafio histórico vai muito além de indivíduos. O verdadeiro desafio consiste em preparar o povo angolano para pensar Angola para além da sobrevivência imediata, para além das disputas partidárias e para além dos ciclos de medo político. O país precisa construir consciência nacional suficiente para impedir que uma eventual crise estrutural arraste toda a sociedade para um precipício colectivo.</p>



<p>O grande drama histórico de Angola é que o país possui todas as condições materiais para tornar-se uma potência africana de estabilidade, desenvolvimento e influência regional. Contudo, continua aprisionado por estruturas políticas excessivamente centralizadas, por elites incapazes de produzir consensos nacionais duradouros e por um modelo económico que ainda não conseguiu transformar riqueza nacional em prosperidade colectiva. A distância entre o potencial de Angola e a realidade dos angolanos tornou-se um dos maiores paradoxos políticos africanos contemporâneos.</p>



<p>O 28 de Maio de 2026 deve, por isso, servir como momento de profunda reflexão histórica. Não apenas sobre Portugal e o seu passado autoritário, mas sobre o próprio destino político de Angola. As sociedades que ignoram os sinais de desgaste institucional acabam frequentemente surpreendidas pelas consequências da sua própria incapacidade de reforma. A História não destrói apenas regimes. Também pune sociedades incapazes de corrigir os seus próprios erros históricos a tempo.</p>



<p>Angola encontra-se diante de uma escolha decisiva: construir progressivamente uma verdadeira República democrática, inclusiva e reconciliada, ou continuar a aprofundar um modelo de concentração política que poderá gerar instabilidade futura imprevisível. O tempo histórico começou a acelerar-se.</p>



<p>Os sinais multiplicam-se em todas as direcções. O futuro dependerá da capacidade colectiva dos angolanos em compreender que nenhuma nação consegue sobreviver indefinidamente separada entre riqueza extrema de poucos e sofrimento estrutural da maioria.</p>



<p>O 28 de Maio de 2026 é, acima de tudo, um convite nacional à reflexão, à responsabilidade histórica e à consciência profunda sobre o destino de Angola.</p>



<p>OBRIGADO!</p>
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		<title>A PROSTITUIÇÃO NA OMA E NA JMPLA COM DETENTORES DO PODER E O ROUBO DEIXOU DE PROVOCAR VERGONHA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 17:47:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 25 de Abril de 1974 representou, para Angola, uma ruptura histórica de proporções gigantescas....</p>
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<p>O 25 de Abril de 1974 representou, para Angola, uma ruptura histórica de proporções gigantescas. A queda do regime colonial português abriu as portas para a independência política, para a reconstrução da dignidade africana e para a possibilidade de constituição de um Estado soberano orientado pelos interesses do povo angolano.</p>



<p>Contudo, entre a promessa revolucionária e a realidade concreta do poder emergiu um fenómeno profundamente corrosivo: a transformação gradual do aparelho do Estado num mecanismo de apropriação sistemática de recursos públicos por grupos políticos, militares, económicos e administrativos. É neste contexto que surge a noção de Kleptognosia.</p>



<p>A palavra “Kleptognosia” constitui um neologismo de matriz greco-filosófica formado pela junção de dois elementos etimológicos fundamentais: “klepto-”, derivado do verbo grego kléptein, que significa roubar, furtar, saquear ou apropriar-se indevidamente, e “-gnosia”, proveniente de gnôsis, termo associado ao conhecimento, consciência, compreensão profunda ou capacidade de reconhecimento intelectual.</p>



<p>A fusão destes dois elementos dá origem a um conceito que pode ser compreendido como “consciência estruturada do saque”, “conhecimento sistemático da apropriação ilícita” ou “ciência do roubo institucionalizado”. Diferentemente da simples ideia de corrupção ocasional, a Kleptognosia representa um estágio superior de sofisticação política, psicológica e administrativa do desvio, onde o acto de pilhagem deixa de ser episódico e transforma-se numa racionalidade organizada de poder.</p>



<p>A Kleptognosia gerou o kleptognoso que não é simplesmente um ladrão comum; é um técnico político do desvio, um engenheiro da captura do Estado, um estratega da drenagem nacional. O seu conhecimento não se limita ao furto material: ele domina redes, silêncios, cumplicidades, discursos ideológicos, mecanismos jurídicos e instrumentos de intimidação.</p>



<p>Depois da independência, Angola mergulhou num processo complexo de guerra, centralização do poder e militarização do Estado. Em meio ao conflito, formou-se uma nova aristocracia político-administrativa que começou a confundir partido político, governo, Estado e património nacional numa única estrutura de controlo. Foi aí que a Kleptognosia encontrou terreno fértil. O saque deixou de ser um acto isolado para transformar-se em uma racionalidade sistémica. A corrupção deixou de ser acidente e converteu-se em método de governação.</p>



<p>O kleptognoso angolano — ironicamente apelidado de “Doutor Come-Tudo” — tornou-se uma figura quase institucional da vida nacional. O Doutor Come-Tudo possui uma característica singular: apresenta-se publicamente como patriota enquanto silenciosamente transforma os cofres públicos em extensão da sua propriedade privada. Discursa sobre sacrifício popular enquanto multiplica contas bancárias, propriedades, contratos fictícios e redes clientelares. Defende o nacionalismo, mas exporta capitais; fala de soberania, mas importa luxos; exalta o povo, mas teme profundamente qualquer forma de transparência.</p>



<p>A Kleptognosia angolana desenvolveu uma linguagem própria. O saque passou a ser chamado de “gestão”. O favorecimento familiar converteu-se em “confiança política”. A captura económica tornou-se “parceria estratégica”. O enriquecimento sem produção passou a ser visto como sinal de inteligência e não de deformação moral. Gradualmente, criou-se uma pedagogia social perigosa: muitos jovens começaram a perceber que, em vez do mérito, da ciência, da produção ou da criatividade, o caminho mais rápido para ascensão social era a proximidade com os corredores do poder kleptognoso.</p>



<p>Ao longo das décadas, consolidou-se um modelo onde o acesso ao Estado equivalia ao acesso privilegiado à riqueza nacional. Empresas públicas tornaram-se centros de extracção financeira. Contratos foram distribuídos por lealdade política. Recursos minerais passaram a alimentar estruturas privadas de acumulação. A burocracia converteu-se, em muitos casos, numa espécie de alfândega informal da sobrevivência nacional, onde cada assinatura possuía preço invisível. O cidadão comum passou a enfrentar não apenas dificuldades económicas, mas também uma cultura de intermediação permanente.</p>



<p>Foi neste ambiente histórico que surgiram diferentes correntes de resistência política e moral ao modelo kleptognósico. Entre elas destacou-se a luta de Jonas Malheiro Savimbi, cuja trajectória política foi marcada por um discurso de construção de um Estado angolano assente na mobilização popular, na descentralização e na resistência contra aquilo que considerava ser a captura do país por uma elite político-militar centralizada.</p>



<p>A figura de Jonas Savimbi permanece associada, para muitos sectores da sociedade angolana, à denúncia da concentração do poder e da instrumentalização do Estado para fins oligárquicos. A sua luta inseriu-se numa Angola onde o confronto político ultrapassava a dimensão militar e assumia também a forma de disputa sobre a natureza moral do próprio Estado.</p>



<p>Décadas depois, já em um contexto pós-guerra, a persistência estrutural da Kleptognosia continuou a alimentar novas propostas políticas de reorganização nacional. Neste quadro emergiu o discurso de Adalberto Costa Júnior em torno da normalização institucional democrática e do chamado Pacto de Estabilidade Nacional, apresentado como tentativa de reconstrução do consenso político, redução da tensão social, fortalecimento institucional e criação de mecanismos de confiança entre Estado e sociedade.</p>



<p>O Pacto de Estabilidade Nacional surge, neste contexto, como reacção à percepção crescente de que a estabilidade sustentada apenas pelo controlo coercivo e pela concentração económica não resolve as fracturas profundas criadas por décadas de degradação institucional.</p>



<p>A Kleptognosia, entretanto, não se limita ao domínio político e económico. Ela produz uma verdadeira depravação política, cultural, económica e social. Politicamente, corrói o sentido do serviço público e substitui a governação pela lógica da sobrevivência das elites dominantes. Culturalmente, promove o culto da ostentação fácil, da bajulação e do enriquecimento sem produção. Economicamente, destrói a competitividade, favorece monopólios informais e desencoraja o mérito. Socialmente, amplia desigualdades e cria uma sociedade onde a confiança colectiva vai sendo lentamente dissolvida.</p>



<p>Neste ambiente, certos episódios públicos transformam-se em símbolos da profundidade do problema. Os casos envolvendo o General Furtado e o Sr. Jú Martins passaram, para muitos sectores críticos da sociedade, a representar apenas pequenas “pintas de um icebergue” enorme, revelando fragmentos visíveis de uma engrenagem sistémica profundamente enraizada. Mais do que acontecimentos isolados, estes casos passaram a ser interpretados como manifestações de um sistema onde a proximidade ao poder tende frequentemente a funcionar acima das normas institucionais, jurídicas e morais.</p>



<p>A Kleptognosia possui ainda uma dimensão psicológica profunda. O kleptognoso raramente se vê como criminoso. Pelo contrário, considera-se frequentemente um sobrevivente inteligente dentro de um sistema onde “todos fazem o mesmo”. A consciência moral vai sendo substituída pela normalização da depravação e do desvio. A prostituição na OMA e na JMPLA com detentores do poder e o&nbsp; roubo deixou de provocar vergonha e começa a produzir prestígio. Viaturas luxuosas, mansões desproporcionais e ostentação tornam-se símbolos de “sucesso”, mesmo quando a origem da riqueza permanece obscura.</p>



<p>Mas a Kleptognosia não destrói apenas a sociedade e a economia. Ela fragmenta o espírito nacional. Quando o cidadão percebe que o esforço honesto raramente é recompensado, instala-se uma erosão silenciosa da confiança colectiva. O trabalhador perde motivação. O estudante perde horizonte. O empreendedor perde competitividade. A juventude começa a acreditar que a integridade é ingenuidade. Este é talvez o maior triunfo do Doutor Come-Tudo: transformar a degradação ética numa paisagem considerada normal.</p>



<p>A sobrevivência da Kleptognosia depende frequentemente da substituição do direito e da Constituição pela força que alguns generais e Comissários usam contra o povo. Quando as estruturas institucionais deixam de servir prioritariamente a legalidade e passam a proteger interesses de conservação do poder, a violência — física, psicológica, administrativa ou simbólica — converte-se em instrumento recorrente de intimidação social.</p>



<p>O medo passa a funcionar como mecanismo complementar da corrupção. O kleptognoso teme auditorias independentes, imprensa livre, instituições fortes e cidadania consciente (no Executivo). Por isso, procura frequentemente controlar narrativas, domesticar estruturas de fiscalização (na Assembleia Nacional) e reduzir o espaço crítico da sociedade (com os tribunais). É exactamente neste ambiente de opacidade excessiva que a Kleptognosia encontra o seu abrigo natural.</p>



<p>Existe igualmente uma dimensão internacional da Kleptognosia. Parte significativa das riquezas extraídas de Angola não permanecem dentro do circuito produtivo nacional. Capitais são transferidos para bancos estrangeiros, imóveis internacionais, paraísos fiscais e estruturas financeiras opacas. Assim, o país assiste paradoxalmente ao crescimento simultâneo da riqueza privada de poucas elites e da pobreza estrutural de vastas camadas da população. A abundância mineral passa a coexistir com fragilidades sociais profundas.</p>



<p>Todavia, nenhum sistema baseado no saque permanente consegue estabilizar indefinidamente uma nação. A história demonstrou que sociedades capturadas por estruturas kleptognósicas acabam por enfrentar crises profundas de legitimidade, produtividade e confiança social. O enfraquecimento institucional torna-se inevitável quando a lógica da extracção substitui a lógica da construção nacional.</p>



<p>É precisamente desta forma que Angola permanece diante de um dos maiores dilemas da sua história: permanecer refém da cultura do Doutor Come-Tudo ou construir uma nova ética de responsabilidade pública, mérito, produção e soberania moral. O combate contra a Kleptognosia não depende apenas de leis ou tribunais. Exige transformação cultural, consciência cívica, fortalecimento institucional e reconstrução da ideia de serviço público.</p>



<p>A verdadeira independência de Angola permanece incompleta. Libertar o território do colonialismo constituiu apenas a primeira etapa da luta nacional. Libertar o Estado da captura kleptognósica representa agora a segunda grande batalha política e histórica do país.</p>



<p>OBRIGADO!</p>
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		<title>QUANDO O CHEFE COMEÇA A FECHAR AS PORTAS, É PORQUE O PALÁCIO JÁ OUVE BARULHOS ESTRANHOS NOS CORREDORES.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 17:07:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Informações objectivas e subjetivas aqui você encontra Poeta Ukwanana. O Presidente da República, decidiu colocar...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Informações objectivas e subjetivas aqui você encontra Poeta Ukwanana.</p>



<p>O Presidente da República, decidiu colocar os homens da Defesa, Segurança e Inteligência debaixo de rédea curta. Ministros, Generais, Comissários, Chefes ligados aos sectores mais sensíveis do regime passam agora a precisar de autorização PRESIDENCIAL para sair do país, mesmo que seja para eventos científicos, empresariais ou comemorativos.</p>



<p>O Despacho Presidencial n.º 196/26 não é apenas um papel administrativo. É um termómetro político. E o termómetro está a ferver.</p>



<p>Porque nenhum líder controla viagens dos seus homens mais poderosos sem motivo. Isso chama-se desconfiança. Chama-se medo. Chama-se receio de que alguém fale demais, fuja demais, combine demais ou saiba demais.</p>



<p>Quando o poder começa a vigiar os próprios guardiões do regime, significa que alguma coisa apodreceu dentro da muralha.</p>



<p>Um general armado até aos dentes agora precisa quase de pedir LICENÇA PARA RESPIRAR antes de atravessar fronteiras. Um ministro já não viaja livremente. Um comissário já não sai sem bênção presidencial. Isto não parece estabilidade; parece um condomínio político cercado por paranoia.</p>



<p>A pergunta é simples:</p>



<p>o que é que o Presidente teme?</p>



<p>Que os seus homens descubram o caminho da fuga?</p>



<p>Que certos segredos atravessem fronteiras?</p>



<p>Ou que a confiança dentro do sistema já tenha morrido há muito tempo?</p>



<p>Os regimes não endurecem assim quando estão fortes. Regimes endurecem quando começam a ouvir o estalar da madeira por dentro.</p>



<p>E quando até os donos das armas passam a ser vigiados… é porque o medo já sentou na mesa do poder. Mba isso okovo!</p>



<p>Presidência da República &#8211; Angola</p>



<p>CIPRA</p>



<p>Manuel Homem</p>



<p>Governo de Angola</p>



<p>Central Intelligence Agency (CIA)</p>



<p>In: Lamúrias del Poeta Ukwanana o porta voz de quem não tem voz.</p>
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		<title>SENHOR MIALA, POR FAVOR, FAÇA CHEGAR ESTA MENSAGEM AO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO, SOBRE O 27 DE MAIO</title>
		<link>https://correiodamanha.info/senhor-miala-por-favor-faca-chegar-esta-mensagem-ao-senhor-presidente-da-republica-joao-lourenco-sobre-o-27-de-maio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 08:50:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Talvez estas palavras nunca cheguem directamente ao Senhor Presidente. Mas há dores que o tempo...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Talvez estas palavras nunca cheguem directamente ao Senhor Presidente.</p>



<p>Mas há dores que o tempo não conseguiu apagar, nem o silêncio conseguiu enterrar.</p>



<p>O 27 de Maio deixou marcas profundas na memória colectiva dos angolanos.</p>



<p>Marcas de dor, separação, silêncio e sofrimento que durante décadas viveram escondidas dentro de muitas famílias angolanas.</p>



<p>Muitos pais partiram sem conseguir reencontrar os filhos.</p>



<p>Muitas mães envelheceram sem saber onde repousavam os restos mortais dos seus familiares.</p>



<p>Muitos filhos cresceram sem respostas, carregando no peito uma dor silenciosa que atravessou gerações.</p>



<p>Durante muitos anos, falar do 27 de Maio significava reviver o medo.</p>



<p>Muitas famílias aprenderam a sofrer em silêncio.</p>



<p>Aprenderam a guardar fotografias, memórias e histórias dentro de casa, longe dos olhares e das palavras.</p>



<p>E talvez essa tenha sido uma das feridas mais profundas deixadas por aquele período doloroso da nossa história.</p>



<p>Não foi só a perda de vidas humanas, foi também a perda do direito de chorar livremente os próprios familiares.</p>



<p>Foi o peso do silêncio dentro de milhares de lares angolanos.</p>



<p>Senhor Presidente, há momentos na vida de uma Nação em que a coragem se manifesta na capacidade de enfrentar o passado com verdade, responsabilidade e sentido de humanidade.</p>



<p>Por isso, muitos angolanos olham para este momento como um gesto de reconciliação moral e respeito pela memória das vítimas e das suas famílias.</p>



<p>Não se trata de política.</p>



<p>Não se trata de vencedores ou vencidos.</p>



<p>Trata-se da dignidade humana.</p>



<p>Trata-se da necessidade de sarar feridas que durante muitos anos permaneceram abertas na consciência nacional.</p>



<p>Hoje, mesmo tarde, muitas famílias sentem que a sua dor começou finalmente a ser reconhecida.</p>



<p>Nenhuma palavra poderá apagar o sofrimento vivido.</p>



<p>Nenhum gesto conseguirá devolver os anos perdidos.</p>



<p>Mas reconhecer a dor, preservar a memória e devolver dignidade às famílias representa também um importante passo para a reconciliação entre os angolanos.</p>



<p>Adeus ao silêncio do 27 de Maio.</p>



<p>E obrigado pela coragem, Senhor Presidente João Lourenço.</p>



<p>Porque uma Nação também se fortalece quando encontra coragem para reconciliar-se com a sua própria história.</p>



<p>Rui Ferreira, Coronel</p>
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