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	<title>Opinião &#8211; .</title>
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	<title>Opinião &#8211; .</title>
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		<title>APRENDI QUE O SEXO É MAIS DO QUE PRAZER DEPOIS DE ME RELACIONAR COM UM NIGERIANO &#8211; NGUINO ANTÓNIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 17:39:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Sempre que revejo as minhas fotografias antigas, não consigo conter as lágrimas. Sinto uma profunda tristeza e arrependo-me de ter abandonado a minha relação com Deus por causa das necessidades materiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre fui religiosa e cresci numa família cristã. Em casa, nunca nos faltaram os bens essenciais, como alimentação, vestuário e um lugar para dormir. No entanto, eu desejava melhorar as minhas condições de vida, prosseguir a minha formação académica e frequentar outros cursos. Foi precisamente no meio académico que comecei a conviver com jovens que, aos poucos, me influenciaram a afastar-me dos valores e princípios que me tinham sido transmitidos pela família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tinha três colegas, com 28, 26 e 22 anos, respectivamente, que se destacavam pelo estilo de vida luxuoso. Andavam sempre bem vestidas, tinham telemóveis de última geração e outros bens de elevado valor. Sempre que entravam no recinto da faculdade, chamavam a atenção de todos. Aparentemente, não enfrentavam dificuldades financeiras e tinham tudo aquilo que muitas jovens da nossa idade desejavam possuir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar do tempo, começaram a apresentar-me aos seus namorados. Foi assim que soube que todas mantinham relacionamentos com homens nigerianos. Um deles começou a demonstrar interesse por mim. Inicialmente, recusei as suas investidas, por não me sentir confortável com aquela relação. Contudo, com o passar do tempo, a pressão das necessidades pessoais e algumas dificuldades no pagamento das propinas da faculdade acabaram por influenciar a minha decisão. Acabei por aceitar o relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos primeiros meses, a minha vida mudou completamente. Passei a cuidar mais da minha aparência e tornei-me uma das jovens mais admiradas do bairro e da instituição de ensino. Comecei a comprar telemóveis caros, roupas de marca e outros bens que, até então, estavam fora do meu alcance. Passei a viver sozinha e, gradualmente, afastei-me da igreja e das práticas religiosas que sempre fizeram parte da minha vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante algum tempo, acreditei que tinha encontrado uma forma de resolver os meus problemas financeiros e realizar os meus desejos materiais. No entanto, dois anos depois de terminar o relacionamento com o nigeriano, comecei a enfrentar uma série de dificuldades que transformaram profundamente a minha vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Passei a adoecer com frequência, perdi peso e comecei a apresentar alterações físicas que me deixaram irreconhecível. Também passei a ver coisas estranhas dentro de casa. Os aparelhos electrónicos e outros bens que tinha adquirido começaram a avariar-se, e, pouco a pouco, perdi praticamente tudo o que possuía.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A minha situação agravou-se ao ponto de perder o controlo da minha própria vida. Cheguei a apresentar sinais de grave perturbação mental, andava pelas ruas sem roupa e alimentava-me de restos encontrados no lixo. Aquela jovem que antes era admirada pela sua aparência e pelas suas posses materiais passou a viver numa situação de extrema vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os meus familiares acabaram por tomar conhecimento do meu estado e levaram-me ao hospital à procura de ajuda. Contudo, não obtiveram os resultados esperados. Mais tarde, decidiram procurar também acompanhamento espiritual. Com o tempo, comecei a recuperar gradualmente, a sentir-me melhor e a retomar algumas das actividades que tinha abandonado. Voltei a frequentar a igreja e a procurar fortalecer a minha fé.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, segundo as informações que chegaram até mim, as minhas três amigas morreram depois de enfrentarem situações semelhantes à minha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A minha experiência levou-me a reflectir sobre uma realidade que considero preocupante. Há jovens que, perante dificuldades financeiras e o desejo de alcançar um estilo de vida luxuoso, acabam por entrar em relacionamentos com pessoas que mal conhecem. Em troca de telemóveis de última geração, roupas caras, dinheiro e outros bens materiais, podem expor-se a situações de dependência, manipulação, exploração e outros riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, aprendi uma lição que considero fundamental: o sexo é muito mais do que prazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por pouco não perdi a vida. Hoje, procuro reconstruir o que perdi, recuperar a minha estabilidade e seguir em frente com mais consciência. Espero que a minha história sirva de reflexão para outras jovens, para que façam escolhas informadas, não se deixem levar pelas aparências e compreendam que nenhuma promessa de riqueza deve estar acima da sua saúde, da sua dignidade e do seu futuro. Sexo não é apenas prazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obs.: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.</p>
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		<title>AS 4 MULHERES QUE A SOCIEDADE NÃO “PERMITE” QUE TENHAM UM RELACIONAMENTO PÚBLICO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2026 17:21:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Segundo alguma franja da sociedade angolana, existem algumas mulheres que estão &#8221; proibidas&#8221; de se relacionar com outros homens, principalmente se esse relacionamento se tornar público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa equipa selecionou apenas 4 delas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ana Paula dos Santos, esposa do antigo presidente da República, José Eduardo dos Santos. Maria Eugenia Neto, Primeira- Dama da República Popular de Angola, esposa do Primeiro Presidente de Angola. Também consta dessa lista Weza Mendes esposa do malogrado Kudurista Nagrelha e Judy da Conceição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo comentários na página de Weza, a empresária está proibida de se relacionar com uma outra pessoa em respeito ao Estado Maior do kuduro. Já no caso da Judy, alguns alegam que &#8220;bem público&#8221; não se privatiza. No caso de Ana Paula dos Santos e de Maria Eugênia, devem permanecer assim em respeito aos seus esposos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que tem a dizer? Concorda com isso?</p>
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		<title>O MONUMENTO DA HIPOCRISIA &#8211; OLAVO CASTIGO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2026 20:10:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ontem inauguraram o Monumento da Reconciliação. Bonito, de mármore, com luzes amarelas e tapete vermelho....</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Ontem inauguraram o Monumento da Reconciliação. Bonito, de mármore, com luzes amarelas e tapete vermelho. Hoje pergunto com a frieza de&nbsp; que reconciliação é essa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos desmontar a estátua com 3 perguntas que a TPA não fez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. Que reconciliação é essa, se o próprio José Eduardo dos Santos veio do além como bagagem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O homem que governou Angola 38 anos, que deu a independência ao MPLA como máquina de poder, morreu em Barcelona. Para voltar à terra que ele governou, o seu corpo não veio em avião presidencial com honras de Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veio num porão, despachado como carga, num processo judicial que mais pareceu disputa de encomenda nos Correios do que funeral de um Chefe de Estado. A família a brigar com o Estado em tribunal espanhol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconciliaram-se com o bronze dele no monumento, mas não se reconciliaram com o corpo dele no caixão. Isso é reconciliação ou é necrofilia política?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abraçam a estátua porque a estátua não fala, não tem filhos que processam, não tem fortuna que se disputa. Se a reconciliação não foi capaz nem de enterrar condignamente o seu próprio líder histórico, que reconciliação vai enterrar o ódio entre nós, os vivos do Cuilo-Futa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Que reconciliação é essa, se o próprio MPLA está irreconciliado por dentro?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inauguram reconciliação nacional com o partido no poder em guerra civil fria. O camarada Higino Carneiro, um histórico, um general, é tratado publicamente como &#8220;cão tinhoso&#8221; dentro do próprio Comité Central. É isolado, humilhado, empurrado para a porta de saída, porque ousou pensar diferente. O MPLA não consegue reconciliar-se com o Higino, mas quer ensinar o país a reconciliar-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que Sigmund Freud chamava de &#8220;narcisismo das pequenas diferenças&#8221;: quanto mais iguais são, mais se odeiam. Que moral tem um partido que não se reconcilia com as suas próprias entranhas para inaugurar um monumento para o país todo? Primeiro reconciliem a ala dos &#8220;marimbondos&#8221; com a ala dos &#8220;turbinados&#8221;. Depois falem de nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Que reconciliação é essa, se Adalberto Costa Júnior é combatido até à exaustão?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terceira mentira do monumento é a mais visível. No bronze, puseram um soldado do MPLA abraçado a um da UNITA. Na vida real, o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, é combatido 24 horas por dia até à exaustão física e jurídica. Processos atrás de processos, tentativa de destituição no Tribunal Constitucional, insultos na TV pública, chamado de estrangeiro na terra onde nasceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como é que o bronze se abraça e o homem não se cumprimenta? A estátua da reconciliação tem um UNITA de pedra, mas o UNITA de carne e osso, que tem 44% dos votos do país, é tratado como inimigo do Estado. Isso não é reconciliação, é ventriloquia. Põem um boneco mudo a representar o adversário, porque o adversário vivo incomoda, fala, ganha votos e exige autarquias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No meu município, para ser director de uma escola debaixo de uma árvore, precisas de cartão de militante do MPLA. Se não tens, o administrador diz: &#8220;Este não é nosso&#8221;. Não é angolano? Não é professor? É &#8220;não é nosso&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que inauguraram ontem não foi o Monumento da Reconciliação Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi o Monumento da Reconciliação Seletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconciliam-se com o morto que não reclama como bagagem, mas não com o vivo que reclama por justiça. Reconciliam-se com o bronze do adversário, mas combatem o adversário de carne até cair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconciliam-se entre si no tapete vermelho de Luanda, mas dividem o país em &#8220;nossos&#8221; e &#8220;não nossos&#8221; na escola debaixo da árvore no Cuilo-Futa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto um professor for &#8220;não nosso&#8221; por não ter cartão, todo monumento será apenas isso: um túmulo caro, muito bem iluminado, para o inglês ver, enquanto a nação continua por reconciliar.</p>
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		<title>O ÚLTIMO DIA DO PODER: ANGOLA E A PROVA DA DESPERSONALIZAÇÃO DO ESTADO, AMANHÃ, 15 DE OUTUBRO, JLO FAZ O SEU ÚLTIMO DISCURSO – OLAVO CASTIGO</title>
		<link>https://correiodamanha.info/2026/10/14/o-ultimo-dia-do-poder-angola-e-a-prova-da-despersonalizacao-do-estado-amanha-15-de-outubro-jlo-faz-o-seu-ultimo-discurso-olavo-castigo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 06:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>AMANHÃ, 15 DE OUTUBRO, JLO FAZ O SEU ÚLTIMO DISCURSO. O PAÍS ENTRA NA FÁBRICA...</p>
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<p class="wp-block-paragraph">AMANHÃ, 15 DE OUTUBRO, JLO FAZ O SEU ÚLTIMO DISCURSO. O PAÍS ENTRA NA FÁBRICA DE ETERNIDADES OU SAI DELA .</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amanhã, 15 de Outubro de 2026, às 10h00 na Assembleia Nacional, o Presidente João Lourenço subirá à tribuna para o que a própria Presidência e a imprensa oficial já tratam como o seu último Discurso sobre o Estado da Nação enquanto Presidente da República.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não será um discurso qualquer. Será o discurso que encerra um ciclo de 9 anos e que abre, queiramos ou não, o ciclo mais perigoso da história de Angola desde 1992: o ciclo da sucessão dentro de um presidencialismo imperial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda a ciência política da democratização nos ensina uma distinção crucial, feita por Juan Linz e Alfred Stepan: há regimes que têm fim e há Estados que continuam. O drama dos regimes de partido dominante em África não é a troca de presidentes. É a incapacidade de distinguir as duas coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">João Lourenço chega amanhã ao limite do que a Constituição de 2010 permite. O artigo 113º é claro: dois mandatos. Ele próprio, em entrevista à Jeune Afrique há três meses, disse que não mexeria na cláusula, lembrando que em 2018-2022, com 2/3 na Assembleia, poderia ter feito como outros fizeram e não fez. Amanhã ele terá que provar essa frase com actos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é aqui que começa o nosso problema como nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que viveremos amanhã não é o que Guillermo O&#8217;Donnell chamou de &#8220;transição por colapso&#8221;, onde a oposição derruba o regime. O que viveremos é uma &#8220;transição por transação&#8221; dentro do próprio MPLA. E o nome dessa transação tem sido debatido por Rui Verde no Maka Angola: bicefalia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explico para o povo do Candombe entender: A Constituição de 2010 que o próprio MPLA fez criou um Presidente que é tudo. Ele manda no Governo, no exército, nos tribunais, nos governadores, nas empresas públicas. É o que os professores chamam de &#8220;presidência imperial&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas essa presidência imperial só funciona porque o Presidente da República é também Presidente do MPLA, e o MPLA tem maioria na Assembleia que sustenta o Presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pergunta para amanhã: O que acontece se em 2027 o Presidente da República já não for o Presidente do MPLA? Se JLO deixar a Cidade Alta mas continuar na Sede do MPLA na Rua Ho Chi Minh, a dar ordens ao novo Presidente da República que é seu subordinado no partido?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como bem escreveu Rui Verde, &#8220;as bicefalias não funcionaram em Angola em 2017/2018&#8221;. Tentaram com José Eduardo dos Santos e João Lourenço e acabou em guerra aberta, exonerações e processos. Vão tentar de novo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que eu digo: O último dia do poder eterno não é amanhã, 15 de Outubro. Amanhã é apenas o primeiro dia do teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O verdadeiro último dia do poder eterno só acontecerá se amanhã JLO tiver coragem de anunciar o desmonte de três tecnologias que mantiveram o MPLA no poder por 50 anos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. Desmontar o Legalismo Autocrático &#8211; O teste da CNE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A longevidade do MPLA não foi por falta de lei. Foi por excesso de lei feita à sua medida. Kim Scheppele chama isso de &#8220;autocratic legalism&#8221;. Amanhã, no seu último discurso, JLO falará de eleições livres em 2027. Mas eleições livres sem CNE independente, sem registo eleitoral auditável, sem tribunais que possam dizer &#8220;não&#8221; ao MPLA, é teatro. Se amanhã ele não anunciar uma reforma profunda da CNE e da Lei Eleitoral, então trocamos o rosto mas mantemos o método.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Desmontar a Economia de Favores &#8211; O teste do pão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mancur Olson dizia que toda ditadura longa cria uma economia onde o bandido que roubava e ia embora decide ficar e cobrar renda todos os meses. Em Angola isso virou: só tens emprego, só tens divisas, só tens licença de importação, só tens vaga na escola se tiveres cartão do partido. Enquanto o cidadão precisar do cartão do MPLA para comer, o Presidente pode ir embora, mas a fábrica de escravos que sustenta o poder eterno fica. O último dia do poder eterno só acontece quando o cidadão do Uíge deixa de precisar do CAP para sobreviver. Amanhã vamos ouvir JLO falar de economia. Vai falar de diversificação ou vai falar de continuar a distribuir favores?</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Desmontar o Mito Fundador &#8211; O teste da legitimidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Max Weber ensinou que há três formas de um poder ser legítimo: porque sempre foi assim (tradicional), porque o líder é carismático, ou porque a lei e o serviço prestado o legitimam (racional-legal). O MPLA viveu 50 anos da legitimidade histórica: &#8220;nós vos libertamos&#8221;. Mas essa legitimidade acabou. Quem foi libertado em 1975 hoje tem 70 anos. Quem tem 20 anos hoje, que é a maioria de Angola, não quer saber quem libertou. Quer saber quem vai dar emprego, água e luz. Enquanto o discurso de amanhã for &#8220;nós vos libertamos por isso temos direito de continuar&#8221;, estamos ainda na fábrica de eternidade. Quando o discurso for &#8220;nós vos servimos mal, peçam desculpas e deixem outros tentar&#8221;, aí sim acabou a eternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que esperar amanhã, 15 de Outubro?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que Angola vive amanhã é o que Samuel Huntington chamou em A Terceira Vaga de momento de &#8220;transformação&#8221;. Não é a oposição que transforma o regime. É o próprio regime que se vê obrigado a transformar-se em partido normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se amanhã JLO anunciar claramente:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Que sai da Presidência da República e também da Presidência do MPLA até 2027;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Que haverá reforma eleitoral com CNE paritária;</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Que não haverá bicefalia;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então Angola fará o que nenhum partido de libertação em África fez, excepto o ANC de Mandela e a SWAPO da Namíbia no início: provar que é possível sair do poder sem sair da história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se amanhã, pelo contrário, o discurso for vago, falar de &#8220;continuidade&#8221;, &#8220;legado&#8221; e &#8220;o MPLA é que sabe&#8221;, e deixar aberta a porta da bicefalia, então confirma-se a tese de Acemoglu e Robinson em _Why Nations Fail_: instituições extractivas trocam de extractivistas, mas continuam extractivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assistam ao discurso de amanhã para responder a uma pergunta só: Angola, finalmente, vai encerrar a sua fábrica de eternidades, ou vai apenas trocar o gerente da fábrica?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O último dia do poder eterno não é uma data no calendário. É uma decisão institucional: decidir de uma vez por todas se o Estado pertence a um partido, ou se o partido pertence ao Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amanhã, 15 de Outubro, saberemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olavo Castigo, Docente, Jornalista e Investigador Social.</p>
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		<title>A PARADOXAL ECONOMIA DA CHUVA: MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA COMO CONDIÇÃO SINE QUA NON PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO UÍGE</title>
		<link>https://correiodamanha.info/2026/10/09/a-paradoxal-economia-da-chuva-mecanizacao-agricola-como-condicao-sine-qua-non-para-o-desenvolvimento-sustentavel-do-uige/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 11:57:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Este artigo de opinião de natureza reflexivo-académica problematiza a relação entre a abundância pluviométrica da província do Uíge e a sua persistente insegurança alimentar e subdesenvolvimento agrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Defende-se a tese de que o modelo de agricultura de subsistência, assente na tracção humana, é incompatível com o desenvolvimento, e que a mecanização agrícola surge não como opção, mas como imperativo categórico para a transformação estrutural da economia Uigense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Palavras-chave: Uíge, Mecanização Agrícola, Desenvolvimento, Chuvas, Agricultura Familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Uíge constitui um caso clássico de &#8220;paradoxo da abundância&#8221; na literatura do desenvolvimento. Detentora de um dos maiores índices pluviométricos de Angola – com média anual entre 1.400mm a 1.800mm –, de solos ferralíticos predominantemente férteis e de uma densidade populacional eminentemente rural, a província continua, todavia, a figurar entre as mais pobres do país, com uma agricultura incapaz de garantir sequer a sua própria segurança alimentar. Por que chove riqueza e colhe-se pobreza?</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. A Falácia da Enxada como Cultura</p>



<p class="wp-block-paragraph">O discurso oficial pós-independência romantizou a enxada como instrumento de resistência cultural. Do ponto de vista sociológico, tal romantização foi um erro estratégico. Como nos ensina Celso Furtado, não há desenvolvimento sem salto de produtividade. A enxada tem produtividade marginal decrescente. O camponês do Uíge trabalha 10 horas por dia para produzir para 10 dias. É uma economia de tempo estático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mecanização não é inimiga do camponês. É a sua libertação. Na perspectiva de Amartya Sen, desenvolvimento é liberdade. E não há liberdade quando o homem é escravo da sua própria ferramenta arcaica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Chuva sem Retenção é Erosão, não é Desenvolvimento</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista agronómico e hidrológico, a chuva no Uíge é hoje um passivo ambiental. Sem sistemas de retenção, sem agricultura de conservação, sem terraceamento mecanizado e sem silos de armazenamento, cerca de 70% da água pluvial perde-se por escoamento superficial, provocando erosão, destruição de vias terciárias e assoreamento dos rios. Chove, mas não irrigamos na época seca. Produzimos apenas uma época, quando podíamos produzir duas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mecanização permitiria: a) preparo do solo em larga escala no tempo certo; b) implementação de regadios de pequena e média dimensão; c) colheita e conservação mecanizada, reduzindo as perdas pós-colheita que no Uíge chegam a 40% na mandioca e banana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Proposta: Um Novo Pacto Tecnológico para o Uíge</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento do Uíge não virá de mais enxadas distribuídas. Virá de um programa provincial estruturado em três eixos:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Centros Municipais de Mecanização Partilhada: Cada município deve ter um parque de máquinas (tratores, grades, semeadoras) gerido em modelo cooperativo, não oferecido, mas alugado a preço simbólico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Industrialização Rural Leve: Transformar o Uíge de produtor de matéria-prima bruta em produtor de derivados: farinha de mandioca embalada, óleo de ginguba, café torrado. Isso exige energia e máquinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">c) Crédito Agrícola Mecanizado: Substituir o crédito de sementes pelo crédito de horas-máquina e de motobombas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONSIDERAÇÕES FINAIS</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Uíge não é pobre por falta de chuva. É pobre por falta de coragem de abandonar a enxada como ideologia. Enquanto a chuva continuar a ser vista como dádiva divina e não como factor de produção que precisa de capital e tecnologia, continuaremos a fazer o mesmo ritual: culpar a estiagem quando falta e culpar o excesso quando chove demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A natureza já fez a sua parte. Cabe agora à academia, ao governo e à sociedade civil Uigense fazerem a transição mais difícil: a transição mental. Da enxada para a máquina. Da subsistência para o excedente. Da queixa para o desenvolvimento.</p>
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		<title>PODE UMA MULHER CASADA CONCORRER AO CONCURSO MISS UNIVERSO? &#8211; NGUINDO ANTÓNIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 12:03:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Para ser curto e objectivo, pode concorrer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da divulgação de imagens em que a actual Miss Angola Universo, Eugénia das Neves, surge ao lado do seu parceiro, o cidadão português Carlos Guilherme, levantou-se, mais uma vez, nas redes sociais, o debate sobre se uma mulher casada ou que viva maritalmente pode concorrer ao concurso Miss Universo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre esta questão, não existe qualquer incompatibilidade nas regras actuais do concurso internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança ocorreu na própria Miss Universe Organization. A partir da edição de 2023, passaram a ser elegíveis mulheres casadas, divorciadas, grávidas ou que já tenham filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as regras actualmente aplicadas estão as seguintes:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. A candidata deve ter 18 anos ou mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. Actualmente, não existe limite máximo de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. A candidata pode ser solteira, casada ou divorciada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. A candidata pode ter filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. O facto de ser mãe ou esposa, por si só, não impede a participação no Miss Universo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. Para chegar ao concurso internacional, a candidata deve ser seleccionada ou eleita através do Director Nacional ou da organização licenciada no seu país. No caso de Angola, esse processo é assegurado pelo Comité Miss Angola Universo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, não há qualquer incompatibilidade entre ser casada ou ter filhos e participar no Miss Universo, desde que a candidata cumpra os demais requisitos estabelecidos pelo concurso.</p>
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		<item>
		<title>O AVÔ DELE FOI UMA DAS VÍTIMAS DO MAIS VELHO MENDES DE CARVALHO NENHUM DELES FOI ELIMINADO PORQUE ELE APARECIA NA CADEIA PARA SABER DELES SE AINDA ESTAVÃO VIVOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 16:59:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Abegão Campos de seu verdadeiro nome, também era um grandalhão homem com um porte físico...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Abegão Campos de seu verdadeiro nome, também era um grandalhão homem com um porte físico não longe dos dois metros de altura, foi nosso companheiro de cela (F), perguntem ao Reginaldo Silva , Ambrósio Lemos .</p>



<p class="wp-block-paragraph">E outros tantos ainda vivos, alguns que detestam serem mencionados por não estarem longe da boca do lobo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele e mais 6 foram vítimas do Mendes de Carvalho todos eles estiveram na nossa cela ( F ) curiosamente todos eles conterrâneos de Catete do próprio seu carrasco e eram eles :</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais velho Laleka , Mendes , Junqueira , Fortunato , Mingo e o Julio Vigário o mecânico famoso da rua da abrigada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tivessem sofrido também tortura como qualquer um de nós , nenhum deles foi levado para o fuzilamento graças ao seu próprio carrasco que aparecia com frequencia lá na cadeia para saber deles e se calhar impedir que fossem executados .</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais velho das suas vítimas era o mais velho Laleka um que até lhe tinham puxado com um alicate o cabelo no nariz durante os interrogatórios regressou á cela completamente ensanguentado ate choques electricos no pénis apanhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Abegão gritava de desespero fumava que se fartava lhe custou acreditar que era ele mesmo que estava na cadeia , dado a sua militancia aliáis eram todos militantes do MPLA..</p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo da sua detenção, segundo ele , foi porque no dia 27 de Maio tinha apanhado uma grande bebedeira , como funcionário público que era , foi interpretado pelo Mendes de Carvalho em como estivesse a festejar o acontecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuarei</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fórum Livre Opinião &amp; Justiça</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fernando Vumby</p>
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		<item>
		<title>MPLA ESTÁ A PEDIR SOCORRO &#8211; GAEP PL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2026 20:52:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Membros do Secretariado de Tecnologias de Informação e Comunicação, com o dos Assuntos Políticos e...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Membros do Secretariado de Tecnologias de Informação e Comunicação, com o dos Assuntos Políticos e Eleitorais do Bureau Político do MPLA, recorreram aos antigos Especialistas da Empresa Cambridge Analytics para prever os seus principais desafios para 2027… e os resultados não são nada bons.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Cambridge Analytics é uma empresa britânica de consultoria política e análise de dados que se tornou mundialmente conhecida pelo uso de data analytics, perfilagem de eleitores, segmentação de públicos e comunicação política digital. A empresa encerrou operações em 2018, depois do escândalo envolvendo dados do Facebook e das investigações sobre as suas práticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As investigações parlamentares britânicas documentaram também alegações e evidências relacionadas com desinformação, microtargeting e utilização eticamente ou legalmente questionável de dados. Mas alguns Técnicos seniores da Cambridge Analytics migraram para outras empresas como a TargetSmart e a BlueLabs.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é com a empresa AggregateIQ (AIQ), que pertencia ao ecossistema da Cambridge Analytics que o regime está a contar para 2027.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quais são os problemas que atormentam o MPLA?</p>



<p class="wp-block-paragraph">1- Desgaste de quase cinco décadas no poder: Em 2022, o MPLA venceu com 51,17% e 124 deputados, mas perdeu a maioria de dois terços que anteriormente detinha. A UNITA chegou a 43,95% e 90 deputados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2- Economia e custo de vida: Inflação, falta de emprego sobretudo entre jovens, desigualdade e dependência do petróleo continuarão a ser questões politicamente sensíveis. O FMI projecta crescimento de 2,6% para 2027 e inflação média de 12,8%, enquanto o Banco Mundial continua a apontar a pobreza, o desemprego e a baixa produtividade como problemas estruturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3- Consolidação da oposição: Há negociações em curso para maior coordenação entre forças opositoras, incluindo iniciativas relacionadas com a FPU. Uma oposição mais coordenada, surgimento de actores políticos próximos ao MPLA e ascensão de movimentos cívicos de expressão alteram o ambiente competitivo relativamente a 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4- Desafio geracional e urbano: OMPLA terá de comunicar com uma população jovem e urbana cujas expectativas económicas, sociais e digitais são diferentes das gerações que historicamente constituíram a sua base política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5- Credibilidade institucional: Questões relacionadas com fiscalização, transparência, liberdade política, confiança no processo eleitoral e prestação de contas podem assumir maior peso na avaliação que os cidadãos fazem do sistema político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">6- Baixo engajamento das bases: Com a baixa credibilidade do actual líder junto das bases militantes, o MPLA não conseguiu mobilizar o voto dos seus membros na própria capital em 2022. Isso reduziu a margem política do partido governante para qualquer maquilhagem política face a incongruência das massas visíveis versus resultados eleitorais (com baixo nível de aderência em actos de massas, o MPLA não conseguirá facilmente ludibriar a população de que goza de bastante simpatia para justificar os votos obtidos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">7- Cisão interna: Os efeitos colaterais do combate contra opositores internos e potenciais candidatos à liderança do MPLA, criam fossos de unidade e coesão para um partido em decadência junto dos eleitores cada vez mais jovens. Aliado à isso, a boa (ou mà) recepção do futuro candidato escolhido por João Lourenço, também condiciona a segurança dos militantes, simpatizantes e eleitores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório deixa recomendações estratégicas que podem contribuir para o controle da derrapagem, mas a margem de intervenção é extremamente curta e de estrita observância política &#8211; ou seja &#8211; as margens para um colchão de amortecimento só são duas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">a) Somente o líder do MPLA pode (e deve) rever o seu plano, para evitar que o MPLA caia do poder de forma estrondosa nas eleições;</p>



<p class="wp-block-paragraph">b) Há um risco elevadíssimo de Implosão institucional, que como consequência, o caos social e económico poderá se instalar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crédito: GAEP PL.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>AS OPERAÇÕES DE ENVENENAMENTO PODEM NÃO SER DECRETADAS POR JLO MAS SÃO RESULTADO DA CARTA BRANCA QUE DEU AO MIALA E MANUEL H. ATÉ PARA MATAR</title>
		<link>https://correiodamanha.info/2026/10/01/as-operacoes-de-envenenamento-podem-nao-ser-decretadas-por-jlo-mas-sao-resultado-da-carta-branca-que-deu-ao-miala-e-manuel-h-ate-para-matar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 16:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O festival de envenenamento que já vem desde praticamente&nbsp; 1975 que foram sendo aperfeiçoadas cada vez mais ao longo do tempo e que tem ceifado várias vidas de angolanos e até de estrangeiros também e outras de eliminação em Angola,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não são sempre declaradas diretamente pela presidência da República, embora o topo do poder político e militar tenha responsabilidade final sobre a política de repressão do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dinâmica de funcionamento do regime sanguinário sob gestão do MPLA em Angola mostra que as execuções ocorrem de forma muito mais complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de decisão e a execução de métodos clandestinos de eliminação baseiam-se em três fatores estruturais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 . Descentralização e Autonomia dos órgãos de Repressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços da bufaria sob gestão do Miala e certos departamentos da polícia SIC sob gestão de Manuel Homem atuam com uma &#8220;autonomia operacional&#8221; os oficiais de média patente e chefes locais dos serviços da bufaria tomam decisões cotidianas sobre quem vão&nbsp; torturar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazer desaparecer, ameaçar de morte, envenenar e execuções disfarçadas sem a necessidade de um despacho formal ou de uma ordem directa e explícita de João Lourenço para cada caso individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuarei para contar em detalhes os dois últimos aspectos muito importante que faltam, mas no entanto importa dizer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que as execuções, eliminações, envenenamentos, os raptos de políticos,&nbsp; jornalistas&nbsp; e no geral de opositores do regime&nbsp; fazem parte da autonomia de trabalho que João Lourenço deu ao Miala e Manuel Homem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles mesmo escolhem quem devem eliminar ou invenenar usando os critérios que bem entenderem como tem sido ate agora e vai ser sempre assim enquanto o país estiver sob gestão de sanguinários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fórum Livre Opinião &amp; Justiça</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fernando Vumby</p>
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		<title>AMBRÓSIO LUKOKI “NZAKIMWENA”: DO PROFESSOR AO NACIONALISTA, GOVERNANTE E DIPLOMATA ANGOLANO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Correio da Manhã]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 14:42:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Ambrósio Lukoki, conhecido durante a luta nacionalista pelo nome de “Nzakimwena”, nasceu a 7 de Dezembro de 1940, na região de Quibocolo, município de Maquela do Zombo, província do Uíge. Filho de Alves Lucau Garcia e Teresa Luvambu, cresceu num ambiente familiar em que a educação e a religião tiveram particular importância. Segundo memórias familiares posteriormente reunidas sobre a sua vida, a mãe era cristã protestante baptista e teria escolhido o nome Ambrósio em referência a Santo Ambrósio, cuja memória é celebrada a 7 de Dezembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua juventude decorreu, em parte, fora de Angola. Ainda jovem seguiu para Kinshasa, então no Congo Belga, onde frequentou o ensino primário e secundário em instituições ligadas ao Armée du Salut — o Exército de Salvação. Foi naquele ambiente que se formou intelectualmente e começou a aproximar-se das questões políticas relacionadas com Angola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As memórias biográficas da família descrevem-no como um aluno disciplinado, responsável e frequentemente escolhido para representar os colegas. Essa inclinação para a educação acabaria por marcar profundamente toda a sua trajectória: antes de ser ministro, diplomata ou dirigente político, Ambrósio Lukoki foi professor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da educação ao nacionalismo angolano</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início da década de 1960, quando a luta anticolonial angolana entrava numa nova fase, Lukoki aproximou-se da actividade nacionalista. Em 1961, envolveu-se na UNTA, organização sindical ligada ao MPLA no exílio, convivendo com outros nacionalistas angolanos estabelecidos no Congo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, prosseguiu a sua formação profissional. Em Junho de 1962, concluiu a preparação para o exercício da docência. Chegou a obter uma bolsa para estudar na Polónia, mas, segundo a narrativa familiar, o pai não autorizou inicialmente a viagem. Lukoki permaneceu em Kinshasa, onde trabalhou como professor numa escola primária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A oportunidade de realizar estudos superiores no estrangeiro surgiu novamente em 1963, quando conseguiu uma bolsa para a então Jugoslávia. Na Universidade de Belgrado estudou Pedagogia, com especialização em Andragogia, área dedicada à educação e aprendizagem de adultos. Permaneceu em formação entre 1963 e 1969 e exerceu também funções de coordenação entre estudantes angolanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta combinação entre educação, alfabetização e nacionalismo tornou-se uma característica importante da sua vida pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Professor no interior da luta de libertação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1969, Lukoki regressou ao contexto da luta angolana e passou a trabalhar na 3.ª Região Político-Militar do MPLA, na Frente Leste. Assumiu responsabilidades no Departamento de Educação, Cultura e Desportos e dirigiu o Centro Escolar Augusto Ngangula, no Moxico, ligado à formação dos pioneiros do movimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação surgia, naquele contexto, não apenas como transmissão de conhecimentos, mas como parte do projecto político de formação de quadros e alfabetização das populações nas zonas onde o movimento actuava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 1972, a sua actividade ganhou também uma dimensão internacional. Representou o MPLA no Egipto, no Médio Oriente, junto da Organização de Solidariedade dos Povos Afro-Asiáticos, na Tanzânia e na África Oriental. Com a aproximação da independência, participou igualmente na organização e mobilização política do MPLA em Saurimo, na actual Lunda Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua ascensão dentro do movimento levou-o ao Comité Central do MPLA e, depois da independência, ao Bureau Político e a responsabilidades na esfera ideológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Governador, ministro e dirigente do novo Estado</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975, Ambrósio Lukoki passou da luta nacionalista para a construção das instituições do novo Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1976 e 1977, exerceu funções de Comissário Provincial do Uíge, cargo equivalente, naquele período, ao de governador provincial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1977, foi nomeado Ministro da Educação, permanecendo no cargo até 1980. A sua passagem pelo sector coincidiu com os primeiros anos de reorganização do sistema educativo de Angola independente, período marcado pela necessidade de expandir a alfabetização, formar professores e criar instituições de ensino para uma população que saía de séculos de domínio colonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fontes biográficas fornecidas pela família atribuem-lhe participação nos trabalhos relacionados com a política nacional de educação e com a criação, em 1980, de estruturas de formação superior de professores, incluindo o ISCED.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1980 e 1982, passou a exercer funções ministeriais na área da Ideologia, Informação e Cultura. Também desempenhou responsabilidades no Bureau Político do MPLA ligadas à informação, propaganda e esfera ideológica. A DW confirma que Lukoki ocupou os ministérios da Educação e posteriormente da Informação e Cultura, além de ter sido secretário do Bureau Político para Informação e Propaganda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sua importância naquele período é igualmente ilustrada pela sua presença na alta estrutura política angolana durante a transição ocorrida após a morte do Presidente Agostinho Neto, em Setembro de 1979.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O regresso à educação</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carreira de Lukoki não permaneceu exclusivamente ligada ao aparelho governamental. Durante a década de 1980 regressou àquilo que tinha sido uma das suas primeiras vocações: o ensino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exerceu docência universitária no ISCED do Lubango e, posteriormente, retomou os estudos superiores. Entre finais da década de 1980 e início da década de 1990 esteve ligado à Universidade de Montreal, no Canadá, onde aprofundou estudos na área da psicopedagogia e da andragogia, tendo obtido formação pós-graduada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois do regresso a Angola, em 1992, voltou à docência universitária e à actividade política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1996 e 2001, assumiu funções de Director-Geral do Bureau Africano das Ciências da Educação, ligado à então Organização da Unidade Africana (OUA). Era uma função que reunia duas dimensões que acompanharam praticamente toda a sua vida: a educação e a cooperação africana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da educação à diplomacia</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos primeiros anos do século XXI, Lukoki iniciou outra importante etapa da sua carreira pública: a diplomacia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Representou Angola como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário em França e, posteriormente, na República Unida da Tanzânia. Esta última missão possuía um significado histórico particular, pois a Tanzânia tinha desempenhado um papel relevante no apoio aos movimentos de libertação da África Austral, incluindo o nacionalismo angolano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A missão diplomática na Tanzânia prolongou-se pelos últimos anos da sua vida. Quando morreu, em 2018, a imprensa ainda o identificava como antigo embaixador de Angola naquele país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A voz crítica dentro do MPLA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos da sua vida, Ambrósio Lukoki tornou-se conhecido também pela crítica pública à governação de José Eduardo dos Santos, apesar da sua longa trajectória dentro do próprio MPLA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta dimensão deve ser compreendida com alguma precisão histórica: não se tratava de um dirigente proveniente da oposição a criticar o MPLA, mas de um homem que tinha participado durante décadas nas estruturas do movimento e do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2016, Lukoki pediu que o seu nome fosse retirado da lista de candidatos ao Comité Central do MPLA. No ano seguinte, já durante a transição presidencial, intensificou publicamente as suas críticas ao legado político de José Eduardo dos Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Novembro de 2017, numa conferência de imprensa em Luanda, defendeu que o MPLA deveria romper com aquilo que denominava “José Eduardismo”. A expressão era utilizada pelo próprio Lukoki para caracterizar criticamente o sistema político desenvolvido durante a longa presidência de José Eduardo dos Santos. Também acusou o antigo Presidente de corrupção, nepotismo e de não ter solucionado a crise económica que afectava Angola. Estas eram acusações e avaliações políticas de Lukoki, não conclusões independentes desta narrativa. A DW registou essas declarações e a sua crescente posição crítica nos últimos anos da presidência de José Eduardo dos Santos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta postura ajuda a compreender uma característica frequentemente atribuída a Lukoki por familiares, antigos companheiros e instituições angolanas: a frontalidade. Mesmo permanecendo historicamente ligado ao MPLA, não deixou de manifestar publicamente divergências sobre os caminhos seguidos pela liderança do seu próprio partido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Morte e memória</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambrósio Lukoki morreu em Luanda, a 1 de Outubro de 2018, vítima de doença prolongada, poucos meses antes de completar 78 anos. A sua morte foi noticiada pela imprensa angolana e internacional, que recordou a sua trajectória como histórico militante do MPLA, antigo ministro e diplomata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os elementos biográficos preservados pela família, o seu corpo foi levado para a terra natal, onde foi sepultado. Deixou esposa e cinco filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois da sua morte, recebeu condecorações a título póstumo, e diferentes instituições e personalidades angolanas evocaram a sua participação na luta de libertação, na educação, na política e na diplomacia. Esses testemunhos devem ser entendidos como avaliações memorialísticas dos seus contemporâneos e das instituições a que esteve ligado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida de Ambrósio Lukoki “Nzakimwena” atravessou várias fases fundamentais da história contemporânea de Angola: a experiência do exílio, a formação de nacionalistas angolanos no estrangeiro, a luta anticolonial, a educação nas zonas de guerrilha, a independência, a construção do novo sistema educativo, as estruturas dirigentes do MPLA, a docência universitária, a cooperação africana e a diplomacia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja precisamente esta diversidade que melhor permita compreender a sua trajectória. Antes e depois de ocupar os grandes cargos políticos, Lukoki permaneceu profundamente ligado à educação. Foi professor no exílio, responsável pela educação durante a luta de libertação, Ministro da Educação, docente universitário e dirigente africano no domínio das Ciências da Educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, acrescentou ainda outra dimensão ao seu legado: a disposição de criticar publicamente aspectos da governação do partido ao qual dedicara grande parte da vida. Por isso, a história de Ambrósio Lukoki não se resume à de um dirigente do MPLA. É também a trajectória de um professor que entrou no nacionalismo, de um nacionalista que participou na construção do Estado e de um antigo dirigente que, no final da vida, reivindicou o direito de discordar publicamente da liderança do seu próprio partido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fontes: elogio fúnebre de Ambrósio Lukoki, lido no seu funeral em 6 de Outubro de 2018, conforme compilação reproduzida pelo Wizi-Congo; Jornal de Angola, “Morreu o histórico Ambrósio Lukoki”, 2 de Outubro de 2018; e Deutsche Welle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perfeito Massamba</p>
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