MORADORES DO DO BAIRRO CANDOMBE VELHO NO UÍGE EXIGEM ILUMINAÇÃO PÚBLICA E PATRULHAMENTO POLICIAL: MARGINAIS TOMAM CONTA DOS BAIRROS E COLOCAM AUTORIDADES “DE SENTIDO”
Em carta aberta enviada ao Jornal Na Mira do Crime, os moradores alertam que, com o iminente regresso às aulas, centenas de estudantes que frequentarão o período nocturno poderão ser obrigados a circular por uma via completamente às escuras.
“Estamos preocupados com a situação da via principal do bairro, que permanece completamente às escuras. Com o início do novo ano lectivo, centenas de alunos terão de circular por esta zona durante a noite”, afirmam os moradores.
Segundo a comunidade, a ausência de iluminação pública aumenta a sensação de insegurança e deixa estudantes e moradores mais vulneráveis a possíveis assaltos ou agressões.
“Não queremos que os nossos estudantes e moradores continuem expostos a esta situação de insegurança”, sublinham.
Perante a situação, os signatários solicitam a reposição e instalação urgente da iluminação pública na via principal, bem como a implementação de patrulhamento policial regular e reforçado, sobretudo nos horários de entrada e saída dos estudantes.
Os moradores defendem que a segurança dos cidadãos e o acesso seguro à educação exigem uma resposta célere das autoridades competentes.
“Esperamos que a Administração Municipal e a Polícia Nacional possam tomar medidas concretas para proteger os alunos e moradores durante o período nocturno”, avançam.
A comunidade apela, por isso, à adopção de medidas urgentes para melhorar as condições de segurança e circulação no Candombe Velho durante o períodoe nocturno, estando na base dos crimes os grupos de marginais “B da Bomba”, “Jamaica” e “Os Baiano”.
Um dos moradores, que afirma ter sido vítima de um assalto, levantou também críticas à actuação das autoridades policiais na zona.
Segundo o relato, o cidadão terá tido o telefone celular roubado e, depois de apresentar a participação na esquadra do Candombe, recebeu como resposta que os autores do crime não pertenceriam ao grupo conhecido como “Os Baianos”, mas sim a outro grupo que actua na região.
O morador afirma, que diligências posteriores permitiram localizar o aparelho telefónico na posse de um membro do mesmo grupo que havia sido mencionado no contexto da ocorrência.