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NO MPLA MÃO HÁ MÃO LAVA A OUTRA: “FURTADO CAIO DE PARAQUEDA DE GARCIA MIALA NA CASA MILITAR”

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FURTADO E HUMILHADO

O General Francisco Pereira Furtado chegou ao cargo de ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República por sugestão do director do SINSE. Foi uma forma que Fernando Miala encontrou de reconhecer o facto de o inditoso general ter-se recusado a humilhá-lo em parada militar quando, enquanto chefe do Estado Maior do Exército , tinha sido politicamente orientado a despantenteá-lo em parada militar.

Uma mão lavava a outra. As quatro batiam palmas. Os rostos esboçavam sorrisos prazenteiros. Cínica amizade. Tudo corria bem. Até os compadres zangarem-se. O General Francisco Pereira Furtado foi recentemente desfenestrado do cargo de ministro de Estado e Chefe da Casa Militar. Foi humilhado. Jogaram o seu nome e reputação na lama da vergonha. Uma tentativa de destruir um homem que serviu com devoção e patriotismo a Administração Lourenço. Saiu pela porta pequena. O Chefe da Casa Militar do Presidente da República é um cargo de alta confiança política. Fica no coração do aparelho do poder. Actua no eixo segurança–defesa–Presidência.

Gostar de “soprar a nuca” e fazer alguém “morder a almofada” como pretexto para a sua exoneração é uma patranha difícil de engolir. A preferência afectiva de um cidadão é coisa que só a ele diz respeito. A do General Francisco Pereira Furtado é da sua esfera pessoal. Deve ser respeitada e não devassada. Querem destruir um homem. Um chefe de família. Devassa da vida privada.

O seu afastamento decorre segura e certamente de motivos políticos mais profundos. O País deveria ser informado. Por uma questão de transparência. O cidadão-eleitor precisa de saber qual foi a desinteligência que esteve na base da sua inopinada exoneração do cargo de ministro de Estado e Chefe da Casa Militar.

Pretextar que o fado triste do General Francisco Pereira Furtado tem a ver com a sua vida privada é atirar areia para os olhos do cidadão-eleitor. É para enganar meninos distraídos. O País demanda a verdade dos factos. O Presidente da República deveria desencorajar actos desta natureza. O Palácio Presidencial nunca foi marcado por episódios de baixa dignidade moral quanto agora. Pequenas misérias da Administração Lourenço que deixam mal o Estado angolano na fotografia.

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