O GRANDE TEATRO DA UNITEL: COMO SE FABRICAM CRISES PARA SAQUEAR O PATRIMÓNIO PÚBLICO…
O suposto “ataque cibernético” à Unitel não passa de uma cortina de fumo muito bem ensaiada. Estamos diante de uma estratégia clássica de sabotagem interna.
Crises operacionais e apagões tecnológicos não são acidentes.
Eles são criados com o propósito claro de desvalorizar a empresa. O objetivo é justificar a venda de fatias estratégicas a preço de banana.
Querem convencer os cidadãos de que o Estado é um mau gestor para sustentar a UNITEL, depois para legitimar o novo próximo empresário…
Esta manobra serve para encobrir o roubo de fundos públicos. Apaga-se o rasto do dinheiro desviado e abre-se espaço para um “novo investimento”.
Surge então um investidor com um novo rosto, apresentado como o salvador da pátria, mas que na verdade é apenas a nova face do mesmo esquema de pilhagem.
LEMBRAM-SE DA FALÊNCIA DA MOVICEL?
Este guião não é novo e o povo angolano tem boa memória. Lembram-se da queda programada da Movicel? O método foi exatamente o mesmo.
Asfixiaram a empresa publicamente, degradaram o sinal e sabotaram a sua capacidade de resposta. Tudo isso serviu para retirar o tapete à operadora histórica e abrir caminho para a entrada triunfal da Africell.
O que assistimos hoje com a Unitel é a repetição exata da mesma fórmula de destruição controlada para benefício de agendas privadas.
A Farsa dos 15% e o Legado dos “Filhos do Estado” ABRAM O OLHO. Não se deixem enganar pela narrativa oficial: a privatização não se vai limitar a uns meros 15%.
Esse número é apenas a porta de entrada para anestesiar a opinião pública. O plano real aponta para a entrega do controlo total e das partículas mais lucrativas da maior operadora do país.
Quando um Estado finge negociar e permite que os “filhos do sistema” herdem as joias da coroa, o objetivo real é a perpetuação do poder económico nas mãos dos mesmos de sempre.
Não é privatização; é partilha de bens públicos entre elites. É a transferência do património do povo para as mãos de herdeiros políticos disfarçados de empresários modernos.