PRIMEIRA MADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA ANA DIAS LOURENÇO MANTÉM NACIONALIDADE PORTUGUESA
A Primeira-Dama de Angola, Ana Dias Lourenço, continua a deter a nacionalidade portuguesa, contrariando especulações que circularam nas últimas semanas sobre uma alegada renúncia à mesma. A informação consta de um documento oficial (número 4659/2026) da Conservatória do Registo Civil de Lisboa, datado de 23 de Junho de 2026, ao qual o Club-K teve acesso.
Nos últimos meses, multiplicaram-se nas redes sociais e em alguns círculos políticos angolanos rumores segundo os quais Ana Dias Lourenço teria renunciado à nacionalidade portuguesa com o objectivo de reunir os requisitos legais necessários para uma eventual candidatura como cabeça de lista do MPLA nas eleições gerais previstas para 2027.
A especulação surgiu no contexto da crescente visibilidade política da Primeira-Dama e do facto de possuir dupla nacionalidade — angolana e portuguesa —, sendo esta última adquirida em 1995 por via familiar.
A Constituição da República de Angola estabelece, no seu artigo 110.º, que apenas cidadãos angolanos de origem que não possuam outra nacionalidade podem candidatar-se ao cargo de Presidente da República. Esta disposição tem sido frequentemente referida nos debates sobre eventuais sucessões políticas e potenciais candidatos à liderança do país.
À medida que Ana Dias Lourenço passou a assumir maior protagonismo nas estruturas dirigentes do MPLA, nomeadamente no Bureau Político do partido, surgiram interpretações que apontavam para a possibilidade de uma futura candidatura a cargos de elevada responsabilidade política.
Foi neste contexto que alguns sectores da opinião pública passaram a admitir que a Primeira-Dama teria renunciado à nacionalidade portuguesa para cumprir os requisitos constitucionais exigidos a um eventual candidato à Presidência da República. No entanto, a documentação agora consultada indica que a sua situação de nacionalidade permanece inalterada.