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REFINARIA DE CABINDA INICIA PRODUÇÃO LIMITADA E GOVERNO REJEITA CENÁRIO DE FRACASSO

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A Refinaria de Cabinda já iniciou a produção de combustíveis, embora ainda em fase limitada, informou esta quinta-feira o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que rejeitou a ideia de insucesso do projecto.

A informação foi prestada, em declarações à imprensa, no final da visita do Presidente do Gabão à Refinaria de Luanda, durante as quais sustentou que a refinaria “não é um nado morto”.

Porém, o governante admitiu a unidade enfrenta constrangimentos relacionados com o sistema de importação e exportação, ainda por concluir, após a revisão do projecto inicial de transporte de crude e derivados.

Diamantino Azevedo explicou que o plano inicial prévia uma infra-estrutura com cerca de 12 quilómetros, mas alterações técnicas e exigências no terreno obrigaram à extensão para 20 quilómetros, o que provocou atrasos na execução.

O ministro apontou igualmente dificuldades nas operações marítimas em Cabinda, devido às condições do mar, que permitem apenas uma janela anual de cerca de três meses para trabalhos em pleno oceano.

Referiu ainda limitações no fornecimento de aço no mercado internacional, associadas ao aumento dos preços e à logística de transporte a partir de Ponta Negra, factores que atrasaram a conclusão do sistema de importação e exportação.

Enquanto decorrem os trabalhos definitivos, disse, a refinaria opera com soluções alternativas, situação que limita a capacidade de armazenamento dos produtos refinados.

Segundo o responsável, a primeira produção comercial de gasóleo, realizada em Fevereiro, foi maioritariamente destinada ao consumo na província de Cabinda.

NOVOS BLOCOS PETROLÍFEROS

Por outro, informou que Angola descobriu 72 novos blocos de exploração petrolífera nos últimos cinco anos, dos quais 42 já possuem contratos assegurados.

Segundo o ministro, os blocos vão entrar na fase de pesquisa para determinar a existência de reservas economicamente exploráveis, pelo que alguns projectos poderão não revelar viabilidade comercial.

Diamantino Azevedo afirmou que a continuidade da prospecção, associada a melhorias no regime fiscal e à estabilidade contratual, poderá contribuir para manter a estabilidade da produção petrolífera angolana.

Cooperação regional

No âmbito da cooperação regional, Diamantino Azevedo convidou o Gabão a participar no projecto da Refinaria do Lobito, um sinal de que Angola mantém abertura à entrada de países africanos em iniciativas estratégicas do sector energético.

O governante afirmou que o interesse demonstrado pelo Presidente gabonês incidiu sobre os projectos de refinação em curso no país, incluindo as infra-estruturas existentes e futuras.

Por isso, Diamantino Azevedo advogou o reforço da integração económica africana através da participação de países do continente em projectos estratégicos e considerou necessário transformar o discurso político em cooperação económica efectiva.

Acrescentou que Angola mantém abertura para parcerias em vários sectores da economia, em linha com os objectivos definidos no Plano de Desenvolvimento Nacional.

O ministro considerou ainda que o actual contexto internacional, marcado pela instabilidade no Médio Oriente, não altera a estratégia angolana para travar o declínio da produção petrolífera.

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