GARCIA PANZO, EX-DIRECTOR MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO NOS BUENGAS ACUSADO DE NÃO TRABALHA HÁ MAIS DE DOIS ANOS
O professor e ex-director municipal da Educação no município dos Buengas (actual Nova Esperança), província do Uíge, Garcia Panzo, não trabalha há mais de dois anos, desde que foi exonerado. Não lhe foi instaurado um processo por abandono do serviço, nem sofre descontos salariais. Apenas aparece no local de trabalho quando há cadastramento.
REDACÇÃO CORREIO DA MANHÃ
Actualmente, realiza serviços de táxi na sede provincial do Uíge, apesar de continuar a auferir um salário de cerca de 700 mil kwanzas.
O bom chefe, que descontava os salários até dos funcionários doentes quando estes faltavam ao serviço, depois da sua exoneração, deixou de trabalhar, mas passa os dias a fazer táxi na cidade do Uíge. Mesmo assim, nunca sofreu descontos salariais, ao contrário do que fazia com os professores enquanto exercia funções de chefia.
Tudo indica que o senhor Garcia Panzo está ser protegido por alguem, o que levanta sérias questões sobre a igualdade de tratamento entre os funcionários públicos.
Pedimos à Direcção Municipal da Educação nos Buengas e ao Gabinete Provincial da Educação que tomem medidas adequadas e firmes perante este comportamento.
O professor ainda parece considerar-se chefe. Ao não exercer as suas funções no Ministério da Educação, apesar de continuar a receber salário, está a desafiar a actual Direcção Municipal da Educação, que, aparentemente, não consegue tomar medidas relativamente a este caso.
Deve decidir: ou regressa à sala de aulas, ou passa a exercer funções administrativas na Direcção, ou assume as consequências legais de um abandono do serviço.
Foi o mesmo cota Garcia Panzo que excluiu um professor que já havia completado 38 anos de serviço, por ter estado ausente do local de trabalho durante alguns meses, alegadamente por considerar que já tinha atingido a idade da reforma.
OU VOLTA A TRABALHAR, OU SAI!
By: Guimarães Libertador – Cabeça Aberta