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PELE NEGRA MÁSCARAS BRANCAS: FAMOSOS PREFEREM MULATAS, BRANCAS PARA APARECEREM E NÃO POR AMOR E ELAS POR DINHEIRO

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A maioria dos famosos angolanos , gostam , amam e idolatram as mulheres brancas ou mulatas , isso chama-se colonização mental . Isso causa sofrimento, como no caso do Djitafinha. Porque enquanto eles escolhem essas mulheres por causa do status, a maioria delas escolhem eles por causa do dinheiro e poder . A Mulher do Gerilson não estaria com ele se ele fosse aquele fusco do Huambo . NUNCA!!!

O próprio Frantz Fanon, em Pele Negra, Máscaras Brancas, mostra que em sociedades marcadas pelo colonialismo, as relações podem virar uma forma silenciosa de procurar reconhecimento.

Quando muitos homens dizem que “preferem mulatas”, raramente param para pensar no porquê. Parece só gosto. Mas, se olhares com atenção, há mais coisa por trás.

A figura da mulata, ao longo do tempo, foi sendo colocada num lugar específico: nem totalmente associada ao negro rejeitado pelo sistema colonial, nem ao branco dominante mas mais próxima do que era visto como “aceitável” ou “bonito”. Isso não nasceu do nada, foi construído.

Então, para alguns homens, estar com uma mulher mais clara acaba por ter um peso simbólico. Não é só atração. É também uma forma de mostrar status, de ser validado socialmente, de sentir que “subiu de nível”. Mesmo que isso nunca seja dito em voz alta.

E aqui está a parte desconfortável: há quem não queira apenas a mulher, mas a reação que ela provoca nos outros respeito, inveja, aprovação.

Isso não é escolha livre como muitos pensam. É influência. Foram programados pelo colono a pensar que a cor branca é superior a negra , eles fazem isso de forma consciente ou inconsciente.

Agora junta a isso o papel dos media. Publicidade, música, redes sociais… quantas vezes o padrão de beleza puxado é o mais próximo do europeu? E quantas vezes a mulher negra mais escura é ignorada ou reduzida a estereótipos?

Isso vai moldando o desejo, pouco a pouco, até parecer natural.

E o impacto não fica só nos homens. Muitas mulheres negras acabam por sentir que têm menos valor nesse “mercado”, o que leva a comparações, inseguranças e, em alguns casos, tentativas de se aproximar desse padrão imposto.

No fim, muita gente defende-se com “é só preferência”.

Mas preferência não aparece do nada. Ela é construída pela história, pela cultura, pelo que vês todos os dias.

E é exatamente aí que Frantz Fanon acerta em cheio:

se tu nunca questionas aquilo que desejas, há uma boa chance de esse desejo não ser tão teu quanto pensas.

Essa é a parte que incomoda mas é a que faz pensar.

Quem se ofender, Que Se Trate

José Quental

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